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Resenha Crítica de Filme: A Caixa

Sabe aquele tipo de filme que quando você assiste pensa que foi produzido sob o efeito de drogas? Isso porque o filme é totalmente fora da realidade e tão bizarro que você nunca imaginaria algo parecido. Alguns imaginariam, claro, senão ele não teria sido feito =)... Então, o filme A Caixa, já meio velhinho, é um desses filmes, sobre o qual você fica se perguntando: como o cara que escreveu o roteiro conseguiu inventar um enredo tão peculiar assim?

Resenha Crítica de Filme: Você de Novo

Pense no filme mais bobo e clichê que você já viu. Se quiser, pode até escrever o nome dele no comentário, só para compararmos os gostos. Nem me adianta ficar fazendo muito suspense, porque acabei colocando no título o nome do filme a respeito do qual farei minhas considerações, mas é engraçado porque, apesar de eu ter começado meu comentário com uma crítica, e essa crítica é dirigida exatamente para essa produção barata e cheia de chavões, eu gostei bastante do desconhecido e nada aclamado Você de Novo.

Resenha Crítica de Filme: Impacto Profundo

Há muito tempo estou com vontade de postar no blog minha opinião sobre um filme catastrófico, apesar das muitas críticas negativas que recaem sobre esse tipo de produção. No entanto, tenho bons motivos para postar sobre um filme em questão, que, por mais bobinho que possa parecer, é um dos meus favoritos.

Resenha Crítica de Filme: A Lenda dos Guardiões

A princípio, os mais fascinados deveriam ser as crianças. Mas a verdade é que A Lenda dos Guardiões tem cativado tanto os pequenos, quanto os adultos, devido à mescla do gênero animação, com cenas de ação extremamente intensas, até mesmo violentas em alguns momentos. A verdade é que há muitos anos, as animações computadorizadas não se limitam a agradar as crianças, mas já se tornaram opção mais do que aprovada pelos adultos. A Lenda dos Guardiões foi o exemplo mais típico de que a habilidade em usar efeitos gráficos pelo computador para gerar efeitos visuais magníficos está conquistando cada vez mais pessoas, sejam elas adultas, crianças, velhos ou adolescentes. Especialmente quando a história deixa a desejar e a produção precisar ganhar adeptos de outras formas.

Resenha Crítica de Filme: O Discurso do Rei

No último domingo, os cinéfilos de plantão foram prestigiados por mais uma entrega do prêmio mais importante do mundo do cinema, o Oscar, que já está no seu 83º ano. Achei muito interessante a reviravolta que ocorreu entre a premiação do Globo de Ouro e a última cerimônia do Oscar, porque até um dia após a entrega do Globo de Ouro, o grande favorito a liderar o recebimento das estatuetas era o filme A Rede Social, e ao longo do mês de fevereiro, críticos de todo o mundo passaram a apostar no filme O Discurso de Rei, que cresceu consideravelmente no conceito popular e recebeu previsivelmente o prêmio pelas quatro principais categorias, filme, diretor, ator e roteiro original.

Resenha Crítica de Filme: Trilogia "Olha quem está Falando"


Dias atrás assisti ao velhaco Olha Quem Está Falando, primeiro filme dos três lançado em 1989, e fiquei emocionada, apesar de a história caminhar o tempo em direção a risadas. Só para começar, a trilogia mostra John Travolta no seu verdadeiro estilo, o de comediante. Não consigo engoli-lo como vilão, e consigo vê-lo um pouco em papéis dramáticos, como em Fenômeno, mas seu brilhantismo ocorre mesmo em comédias. E, não sei se aconteceu com outras pessoas, mas comigo, o ator ganhou uma estatueta mesmo fazendo o papel do taxista que se apaixona pela mulher grávida e faz de tudo para conquistá-la, terminando por representar a figura paterna do pequeno, de onde nasce o amor mútuo entre pai e filho.

Mas afinal, por que eu me emocionei então? Porque o filme me remeteu à velha infância, velha mesmo, e me levou às mesmas gargalhadas (misturadas às lágrimas disfarçadas) que me deixavam tão felizes. Assisti ao filme no cinema, um dos primeiros que vi na telona. É certo que dormi lá pelas tantas, afinal, eu tinha somente quatro ou cinco anos no máximo, mas em casa pude revê-lo milhares de vezes, sem que a história jamais perdesse a graça. O que me dizem? Concordam comigo? Pergunto aos nascidos na década de 80, por favor, não me venha alguém nascido depois de 1990 criticar o filme que eu viro uma fera... rsrsrs... brincadeirinha! Gosto é gosto. Mas apesar disso não consigo entender os desagradados. Hoje mesmo li a crítica de uma menina dizendo que o filme é "legalzinho", mas que para o ano está de bom tamanho. Ah, por favor! Claro que a trilogia não foge às regras. O primeiro é fantástico. O segundo, muito divertido, mas não chega nem aos pés, não, não, nem à cintura, para não exagerar tanto, do primeiro. E o terceiro tem partes muito divertidas, gostei bastante na primeira vez que vi, mas já fica um tantinho forçado em relação aos primeiros.

Ah, não posso deixar de mencionar que este é um dos poucos filmes a que valem à pena de verdade assistir na versão dublada. O dublador do bebê na versão original é o Bruce Willis, e o mesmo dublador no Brasil que faz oficialmente as dublagens do Bruce, fez a do bebê. Só posso dizer que ficou fantástico. Como não existe trailer legendado disponível, não que eu conheça pelo menos, vou colocar um trechinho do filme para você dar uma olhadinha. E um trailer na versão original.

Minha nota para o primeiro: 10,0
Minha nota para o segundo: 9,0
Minha nota para o terceiro: 8,0


Resenha Crítica de Livro e Cinema: Harry Potter e o Enigma do Príncipe

O meu lado adolescente é apaixonado pela história do sr. Potter. Mas essa paixão não começou há muito tempo, não. Foi depois de ler tantas críticas positivas à história. Confesso que os filmes me atraíram tão pouco, que mal entendia do que se tratava a história e por que afinal o tal bruxinho mais famoso do mundo da magia, e agora dos trouxas também, era tão incrível e tinha conquistado tantos fãs. Depois, mais ou menos como aconteceu com a saga Crepúsculo, comecei a ler os livros e fiquei encantada e tudo se esclareceu.


O penúltimo livro da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, foi o que menos gostei, mas o que mais me deixou pensativa em relação ao desenrolar da história. O que me desgostou não foi o fato de a história ter sido mal bolada ou nada do gênero, foi o fim do livro. Não vou contar nada para aqueles que ainda não viram o filme não terem vontade de me matar, mas o que aconteceu me deixou inconformada.

Mas e o filme? Bom, como já venho dizendo há tempos que as adaptações são bem diferentes dos livros, não posso deixar de mencionar que em Harry Potter e o Enigma do Príncipe a fidelidade ao enredo original foi pro bueiro. De todos os filmes, posso afirmar resolutamente que o sexto foi o menos fiel ao livro. Muitos detalhes importantes foram modificados e alguns acrescentados. Mas ainda assim, a emoção e a visão central da história foi bem reproduzida. Depois de conseguir digerir o que aconteceu, até posso dizer que gostei. Até porque, o sexto capítulo da história já está deixando vestígios de como tudo vai acabar. Os romances já estão se definindo e o futuro da turma toda parece não estar mais deixando névoas.

Minha Nota ao filme: 8,0

Minha Nota ao Livro: 9,0

Resenha Crítica de Cinema: Eclipse (A Saga Crepúsculo)

Ontem, finalmente, consegui sentar para assistir a Eclipse, o terceiro filme dos Crepúsculo da vida. E tenho que admitir, realmente houve uma mudança considerável em relação aos dois primeiros. Não sei se isso se deve ao fato de um novo diretor ter tomado as rédeas ou se foram as severas críticas ao Lua Nova que forçaram instigaram a produção, e em especial os atores, a tomarem uma atitude para tornar os filmes tão dignos de elogios e críticas positivas quanto os livros. Não chegaram a tanto, mas já estão um pouco mais perto.

Pela minha mera avaliação, o filme nunca é muito fiel aos livros. Não só na saga Crepúsculo, mas em quase todas as adaptações. E em Eclipse não foi diferente. Mas pelo menos a base da história se manteve. A Bella, segura nos braços de Edward, está agora com o coração inseguro, dividido entre o vampiro e o Jacob, e também em sua decisão de se tornar ou não uma vampira. Nesse desenrolar, ela acaba tomando sua decisão em ambos os aspectos, mas até lá, todo mundo sofre, ela e os dois apaixonados. Mas o triângulo amoroso é um probleminha de nada, se comparado com o que Victoria, a vampira enraivecida e cheia de vontade de vingar a morte de seu companheiro James, do primeiro filme, armou para matá-la. Como imã de problema, Bella não poderia ter escapado desta vez. E, sob comando de Victoria e de seu capacho Riley, um bando de vampiros recém-criados, ainda inexperientes e com uma sede incontrolável, vai atrás de Bella e dos Cullen. Uma nova aliança surge entre a família e os lobos, que trabalham em proteção da humana. Isso é que é ser gostosa, hein!

O filme foi o melhor dos três mesmo, como todo mundo vem dizendo. Mas ainda não se compara ao livro. Apesar de Eclipse (o livro) ter sido o que eu menos gostei dos quatro, ainda assim é superior ao filme. Mas, reforço minha opinião, essa é uma regra que se aplica a quase todas as adaptações. Taylor Lautner de fato interpretou muito bem. As expressões de Jake foram muito naturais, muito bem focalizadas, não me pareceu forçação de barra. Só acho que no livro ele é mais sarcástico, o que no filme, em nenhum momento, o ator deixou transparecer da mesma maneira. Mas não sei, pode ser mera opinião. O que dizer sobre Kristen e Robert? O Edward do filme dessa vez chegou perto de parecer com o Edward "de verdade". Suas expressões melhoraram consideravelmente se for comparar com a péssima atuação de Lua Nova. Mas precisamos ser realistas, o Edward está se esforçando muito mais e mostrou dessa vez que tem potencial. Dos três personagens principais, o Edward foi o que ficou mais parecido com o personagem do livro. Jacob interpretou bem, mas precisava ser mais brutal e debochado para ficar um pouco mais parecido com o Jacob do livro. E a bella, por favor. Continua engatinhando em minha opinião. Sei que a menina é sofredora, na história original, com todos aqueles seres mitológicos tentando morder e matar a menina, mas no livro, gente, ela é mais feliz não é tão melancólica e apática. É mais cheia de atitudes. Mas tudo bem, ela está um pouquinhozinho melhor na terceira sequência. Vamos esperar para ver o que dá em Amanhecer. Eu, sinceramente, espero melhoras, porque o último filme, baseado no livro, vai precisar de muito mais expressões da Bella do que jamais foi exigido dela, porque é cheio de aventuras, romance e é muito mais eletrizante.

Gastei tempo demais falando dos atores principais e me esqueci do resto. Enfim, o terceiro filme da saga foi realmente bom. A trilha sonora muito mais bem escolhida do que aquelas chatices do Lua Nova. Os efeitos muito mais "realistas", não no real sentido da palavra, mas por ser comparado ao livro. E a produção conseguiu dar uma emoção bem penetrante para a história.

Tem mais crítica abaixo do trailer

Minha Nota para o filme: 8,0
Vou aproveitar e dar minha nota ao livro: 9,0


O que achei dos outros filmes
Lua Nova

Fiquei bem triste, exceto por algumas partes do filme, quando vi que meu livro preferido da Saga tinha sido tão decadente no cinema. O filme Lua Nova foi, resumindo, muito chato. Tiro o chapéu para a cena em que Bella se atira do penhasco e quando ela encontra Edward na Itália. Foram cenas bem emocionantes e salvou um pouco da dignidade da produção. Impossível não comparar a atuação de Edward em Lua Nova com a de Eclipse. Neste último o ator não foi perfeito, como deixei claro na minha crítica acima, mas foi infinitamente melhor do que aquelas aparições ridículas e vazias dele em Lua Nova. Quando Bella escuta Edward no livro (porque ela só escuta na história original), ele parece ser muito mais preocupado, desnorteado com as deciões de Bella e muito mais desesperado em determinadas cenas do que aquelas falinhas sem a menor expressão no filme.

Minha Nota para Lua Nova (o filme): 6,0
Minha Nota para o Livro: 10,0

Crepúsculo
A Bella sorrindo? Que é isso?

Como deu início à série, Crepúsculo amenizou um pouco os defeitos. Mas não posso dar muita opinião sobre ele. Quando assisti ao filme, não entendi nem de longe porque tanto estardalhaço, afinal não era tão bom assim. Nota: assisti ao filme antes de ler o livro. Depois, quando finalmente li o livro, entendi. A história, apesar de não tão original assim, é muito envolvente, bem escrita e encantadora. Daí, a imparcialidade fica meio de lado e a gente acaba gostando pra valer do filme também, quase tanto quanto do livro. Adorei o livro e gostei do filme. Do filme Crepúsculo, mais do que do filme Lua Nova. Mas o livro fica em terceiro lugar, perdendo em primeiro para Lua Nova e em segundo para Amanhecer. Entendeu?

Nota para o filme (Crepúsculo): 7,0
Nota para o livro: 9,0

Nota para Amanhecer (o livro): 10,0

Resenha Crítica de Filme: Shrek Para Sempre

São raras as exceções de sequências de filmes que sejam superiores ao primeiro. A grande maioria das produções que não acabam no início da história culminam com uma decadência impressionante nas continuações. O que dizer sobre a obra fantástica Matrix, que foi surpreendente no primeiro filme e nem tão boa assim nos dois últimos? Para não falar mal de verdade.

Mas hoje quero falar sobre o que o lendário Shrek representou para mim. Não posso deixar de mencionar que o Shrek deu um salto imenso para o sucesso dos filmes de animação. Foi um dos maiores sucessos do gênero, senão o maior. O primeiro filme foi impecável, perfeito na minha opinião. O segundo foi quase tão bom quanto o primeiro, mas perdeu a magia do primeiro encontro do público com os  personagens, ainda assim, merecia no mínimo um 9,0, mesmo com a chata da Fada Madrinha. O terceiro tem muita piada repetida e aquela adolescentada me tira do sério. Mas foi bem divertido. Só que eu daria um 7,0. Agora o quarto é uma história bem diferente. Minha Kaline, que é simplesmente louca pelo Shrek, pela Fiona e cia. limitada, adorou o desfecho da história do ogro mais querido do mundo, como se ela compreendesse a história e não meramente reconhecesse a fisionomia dos personagens.

Creio que quase todo mundo já conheça a história do Shrek Para Sempre. Meio cansadão de ter mudado o estilo de vida de solitário e dono de si, que amedronta todo mundo, para o pai de família, divertido e cheio de amigos em volta, Shrek resolve que quer sua antiga vida de volta por um dia apenas, só para sentir o gostinho. Encontra, então, um bruxo bem louco que proporciona isso para ele, com a condição de que Shrek dê um dia qualquer de sua vida para o mago. O ogrinho mais querido do mundo aceita, mas deixa que o bruxo, mago ou sei lá o que, escolha o dia que ele quiser. Ele escolhe o primeiro dia da vida de Shrek e a partir daí, as coisas viram uma baderna total na vida da família Shrek. Entendeu nada, né? Assiste que você entende. Explicar essa confusão toda é complicado mesmo.

Vou dizer que a história foi bem bolada, quem sabe até mais que a dos outros três, mas, claro, como regra, não chegou nem perto do primeiro filme, nem do segundo. Mas foi melhor que o terceiro. Bem diferente, bem criativo e bem mais sentimental. O último filme do Shrek mexeu muito com a emoção do público. Um amigo meu disse que o filme teve piadas muito repetidas. Francamente eu discordo. Apesar de emotivo, o filme me tirou boas risadas e dos outros espectadores do cinema também. Embora eu não tenha certeza se as risadas foram por causa do filme ou por causa da minha linda filha narrando "Oh, mãe, a Fiona tá cholando", "O Shrek caiu, mãe". Assistir ao lado da minha gatinha influenciou muito minha opinião sobre o filme. Não posso deixar de mencionar a graciosidade dos filhos do Shrek e da Fiona e a hilariedade em ver o Gato gordo.

Minha Nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: Querido John

Por que mulher gosta tanto de chorar? Faço essa pergunta porque sei o quanto romance mexe com a emoção de uma dama. E, a despeito da dor causada, é difícil encontrar uma mulher que não seja apaixonada por um filme piegas e cheio de percalço ao longo da história, especialmente se o filme tratar de uma história descomedidamente romântica. Não existe mulher a quem eu tenha questionado até hoje sobre filmes como Uma Carta de Amor, Um Amor para Recordar ou Antes que Termine o Dia que tenha dito "nossa, não gostei desse filme". É quase unânime, elas quase enfartaram com a história de tantas lágrimas derramadas, mas ainda assim, amaram aquele incomum e único caso de amor da história.

Agora deixando de lado a mera opinião feminina por filmes românticos e analisando por ângulos técnicos, não é muito difícil concluir que originalidade é o ponto fraco desse gênero. Os romances geralmente se baseiam em uma história de amor única, com acontecimentos únicos e que refletem os sentimentos dos personagens de forma extrema, como se nenhum outro casal do mundo pudesse se amar tanto quanto eles. Temos que concordar que a vida real é bem diferente, embora, claro, a história esteja sendo contada pela perspectiva daqueles personagens, então, a maneira como eles contam, obviamente, enfocará o amor deles como o maior e mais forte do universo. De qualquer jeito, esse não é o grande problema, mas sim a falta de singularidade da história. Elas são todas muito semelhantes. Um homem (ou rapaz), que se apaixona pela moça (ou menina) e tem esse amor correspondido com a mesma medida. E no fim, ou acontece algo muito trágico, ou ambos conseguem se unir para sempre. Não há como negar, é irresistível para uma mulher, inclusive para mim. Mesmo que a história seja uma bobagem, ela mexe com o ponto mais fraco da mulher, a emoção. Entendeu agora por que mulher gosta de histórias românticas e piegas? Porque ela se põe no lugar da mocinha, como se aquela história fosse acontecer com ela, como se pudesse encontrar alguém que a amasse como jamais foi amada. Da mesma forma que os homens se idealizam como um Hércules, um Aquiles ou um Neo.

Quem não se encanta, hã?
Em Querido John a história não muda muito. Dois jovens se apaixonam e a partir desse romance muitos contratempos os acompanham em seu pouco tempo juntos. John Tyree (Channing Tatum) tira a bolsa de Savannah Curtis (Amanda Seyfried) do mar. Nada de imprevisível, os dois se apaixonam à primeira vista. Mas ficam juntos apenas duas semanas, porque John é recrutado para servir na guerra. Um ano separados não os afasta, nem diminui o amor que um sente pelo outro. Eles se correspondem por cartas durante todo o tempo, enumerando-as para o caso de não chegarem em ordem. Quando John volta para casa, para passar só dois dias, Savannah fica enlouquecida ao saber que ele vai voltar para a guerra e ficar mais dois anos longe. Depois daí, muitos problemas começam a acontecer, inclusive uma baita tragédia que põe em dúvida a sobrevivência do futuro do casal.

Como disse, a história não tem nenhuma novidade, mas é encantadora, é de chorar o tempo todo. Linda como as grandes histórias de romance conhecidas e apreciadas pelo público feminino. O filme foi sucesso de bilheteria nas semanas em que foi aor ar nos EUA, ganhando a liderança e ultrapassando até mesmo Avatar. Muitos já conheciam a história de Dear John, por se tratar de uma adaptação do romance famosíssimo de Nicholas Sparks, mesmo que escreveu Diário de uma Paixão. Amanda Seyfried ganhou muitos pontos com a interpretação da certinha Savannah.

Minha Nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: Passageiros

Robert Pattinson? Taylor Lautner? Brad Pitt? Que nada, são todos uns feiosos perto do desconhecido, mas encantador Patrick Wilson. Matt Damon, você perdeu seu posto de mais bonito de Hollywood pra mim. Mas tudo bem, não estou aqui para avaliar características físicas de ninguém, mas sim a produção Passageiros, de 2008, protagonizado por Anne Hathaway e o já mencionado Patrick.


Anne interpreta a terapeuta Claire Summers, que trata de passageiros sobreviventes de um desastre aéreo. Depois de algumas investigações, começa a desconfiar que o acidente, na verdade, não foi bem um acidente, mas sim uma armação da companhia aérea. Além desse mistério, que a terapeuta quer desvendar, ainda há mais um probleminha, ela comete deslizes éticos quando se envolve afetivamente com um de seus pacientes.

Considerando o fato de o filme não ter feito nenhum sucesso, não ter grandes efeitos, e que os atores, com exceção de Anne, são bem desconhecidos, eu até poderia dizer que foi uma produção de segunda, bem xexelenta. Mas não poderia ser tão hipócrita assim com minhas avaliações. O filme não é muito original, e é até meio monótono inicialmente, embora eu não tenha sentido vontade de parar de ver em nenenhum momento, mas é empolgante, e tem um final muito bem planejado e executado. Uma ótima produção, apesar das horrendas críticas dirigidas a ele.

Minha nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: Alice no País das Maravilhas

Johnny Depp, especialista em interpretar personagens irreais, não ficou por baixo com seu papel bem maluco como o Chapeleiro em Alice no País das Maravilhas. Mais uma vez deu show e mostrou que sua marca registrada para papéis não convencionais é insubstituível. Nunca fui muito fã da atriz Helena Bonham Carter, que vive a malvada Rainha de Copas (ou Rainha Vermelha), mas não vou negar que sua interpretação tem motivos justos para marcar sua carreira. A queridinha de Hollywood Anne Hathaway, a Rainha Branca, quase nem aparece, mas brilha tanto quanto em qualquer um deu seus papéis. E por fim a pós adolescente e ainda um tanto inexperiente Mia Wasikowska, a própria Alice, conquistou mesmo o público e os críticos.

Alice, agora com quase 20 anos de idade, é pressionada a se casar com um conde. Mas obcecada com um sonho que a persegue noite após noite, a menina começa a perceber que o mundo é mais do que aquilo que seus olhos veem durante o dia. Em um belo dia, em uma festa da realeza, coisas muitos estranhas começam a acontecer. Ela passa a enxergar coisas que ninguém mais enxerga. Até que, perseguindo o famoso coelho branco, Alice cai no buraco da árvore, danco início à sua nova aventura no País das Maravilhas.

Para resumir, a trama foi um espetáculo de efeitos. Do começo ao fim, praticamente em cada segundo foram investidos espetáculos visuais. A mudança na história, já que desta vez Alice não é mais uma criança e retorna ao País das Maravilhas para uma grande missão, ficou até bem original. Mas afora os efeitos incríveis, os personagens impressionantes e a excelente história ficcional e modificada, o que mais me chamou a atenção, embora para os críticos seja o de menos, foi a lição de moral do filme. Alice sempre foi uma menina não convencional, ensinada pelo pai a realizar coisas impossíveis. Muito filosófica, indignada com a alienação das pessoas à sua volta, geralmente preocupadas com o status, com a posição que devem ocupar na nobreza e o com o dinheiro, Alice tem o desejo de ser diferente, de realizar seus sonhos, como ensinou seu pai, mesmo que eles sejam impossíveis. E de jeito nenhum admite se submeter ao sistema que querem lhe impor. Lembrou-me bastante A Alegoria da Caverna de Platão. Mas esse é outro assunto. Não vou me alongar demais.

De um modo geral o filme é bem bacana. Mas não vou negar que esperava mais dele pelo estardalhaço que fizeram. Ainda assim é uma boa aventura, bem recheada de atrativos. E com um elenco de tirar o chapéu.

Minha nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: Sempre ao Seu Lado

Meus amigos íntimos sabem muito bem que nenhum estilo de filme me arranca mais choro do que aqueles que contam histórias dramáticas de bichinhos de estimação. Que o diga meu irmão Daniel que se apavorou quando eu passei mal ao assistirmos ao meu primeiro filme de animaizinhos As Aventuras de Chatran, quando eu tinha seis anos de idade. Até em Beethoven eu consegui chorar. Todo esse sentimentalismo em excesso se deve pelo meu imensurável amor por gatos e cachorros, e nada me deixa mais chorosa do que vê-los morrer, serem maltratados ou afogados em tristeza. Aos meus inimigos dou uma boa dica: se quiserem me ver triste por semanas é só me convencerem a assistir Resgate Abaixo de Zero.

O filme Sempre ao Seu Lado (em inglês Hachiko - A Dog's Story) não chegou a me fazer passar mal, mas minha reação se assemelhou muito à que eu tive quando assisti a Marley & Eu, resultanto, resumidamente, em olhos inchados e nariz roxo. Sim, apanhei feio, mas foi para as lágrimas. O longa conta a história de um cachorro que por acaso foi encontrado numa estação de trem pelo professor universitário, Parker Wilson, interpretado por Richard Gere. A princípio, a mulher do professor não aceitou o novo morador, mas depois de perceber a relação intensa de amizade entre os dois, acabou cedendo e aceitando Hachi, o cachorrinho da raça japonesa akita. O que mais emociona durante o filme é a lealdade do cãozinho ao dono. Hachi, ou Hachiko, levava todos os dias o dono até a estação de trem e o esperava no mesmo local para voltarem juntos para casa. O filme foi baseado em uma história real que ocorreu no Japão, e que percorreu todo o país e foi inclusive utilizada em salas de aula como exemplo de lealdade. A história já havia rendido um longa produzido no Japão.

Dizem os japoneses, e isso é bem apresentado no filme, que os akitas escolhem os donos pelo destino. Então, o Hachi, que significa oito em japonês, e que aliás é considerado o número da sorte no Japão, não foi escolhido por acaso, mas foi o destino que o uniu ao dono.

O filme, como já disse, é muito emocionante, ensina ótimos princípios, tem um bom elenco e é até bem original. Mordi a língua nesse ponto, porque pensei que seria uma cópia sem sucesso de Marley & Eu. Mas não é. Os filmes têm enredos bem distintos. Cada um com suas histórias, cada um com aspectos que emocionam de ângulos completamente diferentes. O cão é uma graça. Lindo demais. Richard Gere sempre com sua cara de homem sério e bondoso representou bem seu amor pelo companheiro. Só tem um probleminha, devido às circunstâncias de o filme ser baseado em uma história real, que ocorreu em um único local, durante um longo tempo, ele é um pouco monótono. A história, portanto, pareceu se prolongar demais. Mas não foi um problema que tenha tirado demais a qualidade do filme, porque ele me prendeu do começo ao fim, e passou rapidinho. Vale a pena. Só não espero assistir de novo tão logo porque quero poupar minhas lágrimas.

Minha nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: Ben Hur e Os Dez Mandamentos

A Páscoa sempre me traz boas recordações. Lembro-me de quando meu pai e minha mãe se encontravam e esqueciam as diferenças, faziam cestas lindas com ovos enormes e deixavam uma cenoura comida em cima da mesa, indicando que o coelhinho da Páscoa havia passado por ali, e deixado os presentes. Meu pai fazia cones com amendoins dentro. A Páscoa já foi meu feriado preferido. E, por mais cômico que possa parecer, havia um detalhe da Páscoa que me traz lembranças mais doces do que os chocolates e amendoins açucarados: meu pai alugando ano após ano o filme super recente Os Dez Mandamentos, de 1956, e na luta sempre para alugar o também recente Ben Hur, de 1959, que não permanecia nunca na locadora durante o feriadão de Páscoa.


Os jovens de hoje têm preconceitos de filmes antigos. Provavelmente pela precariedade de efeitos, ou mesmo por terem sido produções baratas, se comparadas às produções atuais, mas sabe o que, tenho quase certeza, provoca mais preconceito da juventude de hoje? O fato de esses filmes terem sido sucesso na época dourada de seus pais e avós. Claro que produção de longas antigos, especialmente tão antigos assim, é bem diferente da produção de filmes atuais, já mais aprimorados, adequados na aparência ao gosto do público. Especificamente sobre os dois filmes que meu pai tanto gostava de ver na Páscoa, só tenho a dizer que, com apenas 12 anos, apesar de relutar muito de início, viajei no tempo e mergulhei na história, e simplesmente me apaixonei pelo roteiro, pela pureza poética e pelos detalhes tão essenciais, que lembram até mesmo clássicos da literatura. Além, é claro, de abordarem a natureza sagrada de passagens bíblicas, o que explica o desejo de meu pai de assistir aos filmes nessa época tão importante do ano para os cristãos. Ambos os filmes são maravilhosos. Não foi à toa que Ben Hur recebeu onze Oscars, empatando com Titanic. E Os Dez Mandamentos tenha sido indicado a sete, ganhando o prêmio de melhores efeitos especiais. Isso é engraçado, se compararmos aos filmes de hoje, que com tanta tecnologia mostram o irreal de uma forma tão perfeitamente real. Mas para a época, os efeitos usados no longa foram algo extraordinário, inimaginável até então.

É difícil para mim dizer de qual dos dois gostei mais, mas ainda assim, só para desempatar, fico com Ben Hur. Creio que por ser uma história que mostrou os dois lados do poderio, aquele mais comum que lutava por status, por dinheiro e por poder, propriamente dito, contra aquele que usou a autoridade para ajudar os menores. Relembrando o que Jesus Cristo fez durante seu ministério, que inclusive, é apresentado em algumas partes do filme.

Minha Nota para Ben Hur: 9,0

Minha Nota para Os Dez Mandamentos: 8,0




Resenha Crítica de Filme: Um Sonho Possível

Eu já estava meio cansada de ficar deprimida toda vez que terminava de assistir a um filme, em especial depois do chá de baixo astral que tomei assistindo a Preciosa e Guerra ao Terror. Aliás, não só os filmes, mas a imprensa principalmente exagera apresentando a podridão da realidade. Como mergulho com tudo no enredo do filme, acabo tomando as dores e o lugar dos personagens. Por isso, uma sucessão de filmes demasiado deprimentes não me faz muito bem. Mas fui dormir tranquila e feliz da vida ontem. Era de um filme pra cima que eu precisava. Então decidi avaliar o papel da minha queridinha Sandra Bullock no filme Um Sonho Possível pelo qual, merecidamente, venceu o Oscar pela primeira vez como melhor atriz. E tenho que ser franca que o filme não foi nada mais do que eu esperava, o fato é que eu esperava muito dele, então, resumindo, o filme é incrível.

Sem muitos efeitos, sem muita originalidade, sem um elenco renomado, exceto por Sandra Bullock e Kathy Bates, o longa é bem simples, e baseado na história real do jogador de futebol americano Michael Oher, que cresceu no subúrbio em meio a brigas e assistiu à decadência da mãe que era viciada em crack. Conseguiu uma bolsa em uma escola cristã de ricos, mas ainda assim não tinha um lugar para morar nem a menor ideia de como alcançaria o nível disciplinar exigido pela nova escola. Até que uma mulher muito dominadora, determinada e com um coração extremamente bondoso enxergou o problema do garoto e decidiu ajudá-lo. Resultado: entre outras maravilhas que a família fez, em especial a mãe adotiva Leigh Anne Touhy (Sandra Bullock), por causa do incentivo recebido, o garoto se tornou um grande astro de futebol americano.

Com certeza valeu a indicação ao Oscar, apesar da simplicidade na produção. Além de retratar uma história maravilhosa, mostra que é possível pensarmos em outras pessoas, enquanto pensamos em nós mesmos. Que, embora às vezes não pareça, existem pessoas boas espalhadas por aí. E que a solidariedade não é uma obrigação, mas um ato que melhora a vida de quem ajuda e de quem é ajudado. Tive vontade e ânimo de ser uma pessoa melhor depois que o filme terminou. É desse tipo de história que a mídia deveria se aproveitar para estimular uma transformação positiva na sociedade. Embora tenha ficado muito claro o aumento expressivo da desigualdade social que reina no nosso mundinho medíocre.

O filme é maravilhoso. Só o nome em português que podia muito bem ter sido simplesmente traduzido, ficaria O Lado Cego. Um Sonho Possível não ficou muito bom.

Minha Nota: 8,0