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Resenha Crítica de Filme: Carrie, A Estranha

Muitas pessoas acreditam que um filme necessariamente fica marcado para alguém por ele ter sido um dos favoritos dessa pessoa. Mas não é isso que acontece em muitos casos. Alguns filmes marcam nossa história porque são assustadores demais, ou muito tristes, ou muito chatos, muito engraçados, ou até mesmo muito doidos. Lembro-me de um exemplo para esta última categoria perfeitamente bem, mesmo fazendo uns 13 anos desde que assisti ao filme. Pois trata-se de Carrie, A Estranha, primeira versão, que apesar de ser um suspense, chamou mais minha atenção por ser um tanto doido. O remake, feito ano passado (2013), traz a lindinha Chloë Grace Moretz e Julianne Moore, que considero uma atriz fantástica.

Sinopse: Carrie White (Chlöe) é uma adolescente extremamente reprimida por sua mãe Margarett (Julianne) que, com seu fanatismo religioso, não permite que Carrie tenha uma vida relativamente normal. Por conta disso, a menina não possui amigos, não tem permissão para fazer muitas das atividades normais da escola, e resumindo, vive em um isolamento quase total. Quando ocorre sua primeira menstruação, que por sinal vem meio tardiamente e justamente na escola, Carrie pensa estar tendo algum tipo de hemorragia, e por isso é totalmente ridicularizada pelas colegas e, mais tarde castigada por sua mãe, que acusa a filha de ter tido pensamentos pecaminosos, o que, segundo ela, foi o que ocasionou o sangramento. Passado algum tempo, Carrie percebe ter certos poderes paranormais, e decide aprimorá-los. Enquanto isso, uma das garotas que a ridicularizou no banheiro da escola se arrepende e decide tentar reparar o mal que causou a Carrie, então sugere que o namorado leve Carrie ao baile da escola. No entanto, nem todas as garotas estão arrependidas, e encabeçada pela mais cruel das garotas, uma armadilha é montada para que Carrie sofra uma humilhação ainda pior do que a que ocorreu no banheiro da escola.

Crítica: como falei anteriormente, faz bastante tempo desde que assisti à primeira versão do filme, uma adaptação do livro de Stephen King, que aliás o consagrou como o ícone da literatura de terror. Lembro-me que achei a produção bem interessante e até um tanto peculiar, porque não tinha visto, até então, nenhum tipo de suspense que se assemelhasse. Eu era adolescente e estava na fase de adorar suspense, mas era mais do tipo de suspense bobo, algo como Pânico Premonição. De qualquer forma, assisti a alguns clássicos também, como O Sexto Sentido, que adorei, e O Exorcista, que detestei. De qualquer forma, em termos de originalidade, creio que Carrie está à frente de muitos filmes de terror, o que não significa necessariamente que ele seja de uma qualidade ímpar. A versão mais nova é muito fiel à mais antiga, ainda não li o livro, mas tenho vontade. Apesar dessa fidelidade, tenho que ser sincera em dizer que Chlöe e Julianne não foram suficientes para tornar o filme tão maravilhoso e muito menos melhor que a versão mais antiga. Não que eu tenha achado o primor do cinema, mas ainda creio que a Carrie de 1976 é muito mais suspense do que versão mais nova. Agora vou deixar os pontos negativos pra lá e listar os pontos positivos do filme de 2013, sobre o qual de fato estou comentando: a escolha do elenco, embora não tenha tornado o filme uma grandiosidade, foi o tiro certeiro. Chlöe é uma graça de menina, e se encaixou perfeitamente no papel da "doce", timidamente linda e super acanhada Carrie (doce só até tirarem ela dos eixos). Julianne é uma atriz completa e consegue encarnar com competência qualquer personagem. Achei o máximo ver Judy Greer no papel de professora bondosa e empática, tentando punir aqueles que fizeram mal à Carrie. Ah! Como seria bom se todas as escolas tivessem professores assim. Agora falando sobre um elemento importantíssimo que é de responsabilidade do autor dessa história tão singular: o fato de a pobre Carrie não ter ficado quieta, o que obviamente traz a "magia" do enredo. Creio que a maioria dos espectadores do filme se sentiram vingados e aliviados por Carrie, porque vamos combinar que qualquer pessoa que faça alguém se sentir tão humilhado como Carrie se sentiu merece justiça das grossas. E a cena toda do baile e da vingança de Carrie foi o ponto alto do filme e deu uma sensação de "é isso aí, Carrie". Claro que essa torcida se deve ao filme, na vida real, certamente nós torceríamos por uma justiça menos bruta. Houve pontos negativos, mas não sei se vale a pena entrar nesses detalhes, porque a despeito deles o filme merece ser assistido.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: Até que a Sorte nos Separe

Demorei algum tempo para assistir ao filme Até que a Sorte nos Separeque inspirou a capa da nova edição do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. E para falar a verdade, não estava nem um pouco a fim mesmo porque, como já comentei aqui mais de um vez, de um modo geral acho os filmes brasileiros muito apelativos, embora ultimamente os produtores estejam tomando mais cuidado com esse detalhe. Não me leve a mal, não quero dizer que não há filmes estrangeiros (especialmente americanos) apelativos, com certeza há muitos. Mas como as opções são bem mais numerosas em outros países, a seletividade obviamente se torna mais facilitada. De qualquer modo, posso dizer que Até que a Sorte nos Separe me surpreendeu. Não que tenha sido uma coisa de outro mundo e muito fora das comédias brasileiras com as quais já estamos acostumados, mas posso dizer que parece que os produtores brasileiros estão definitivamente mudando um pouco o conceito de que apelar para a sedução é sinônimo de sucesso. Decerto já viram que as críticas negativas são imensamente maiores do que as positivas quando tentam essa tática.

Sinopse: Um casal de classe baixa se torna milionário de um dia para o outro depois que Tino, interpretado por Leandro Hassum, ganha na loteria. Após anos levando uma vida de pura ostentação ao lado da esposa Jane (Daniele Winnits) e seus dois filhos, com festas, viagens e gastos sem fim, Tino tem uma surpresa ao saber que sua conta está zerada, e que ele perderá muitos de seus bens. Ele terá uma opção para tentar reverter sua terrível situação: aceitar a ajuda de seu vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas) que é contador. O único problema é que ambos nunca se deram bem, porque um não é a favor do estilo de vida do outro. Amauri, que critica a vida desregrada e desordenada de Tino e o culpa pela ruína da família, vive um paradoxo interessante, o excesso de ordem e regras em sua própria vida estão a ponto de destruir seu casamento. Nasce aí uma oportunidade de ambos trocarem experiências e até formarem uma boa amizade.

Crítica: Realmente há grandes motivos para dizer que essa produção me surpreendeu. Além de não ter sido tão apelativa quanto a maioria dos filmes brasileiros, o humor não ficou tão ruim quanto eu imaginava, se considerarmos o fato de que foi um humorista da Globo, daqueles mais forçados, que estrelou o longa. Nesse caso, a maior parte das cenas de humor foi bem divertida de fato. Outro ponto positivo foi a valorização da família, o que, vamos combinar, não é um clichê hoje em dia, especialmente quando a Globo Produções está envolvida. Mas, claro, o filme não tem lá grandes atributos, como originalidade e atuações brilhantes, por exemplo. Ele serviu para tirar umas boas risadas e bastou. Mas como comédia é uma coisa que realmente não se discute e não tem relação nenhuma com nível social, econômico ou intelectual, só tenho a dizer que o filme me agradou no momento em que o vi, mas não perderia meu tempo vendo de novo, e fico em cima do muro se alguém perguntar se eu o indicaria. Quem sabe sim, quem sabe não. Não sei o que dizer. Vou jogar a bola para você e esperar que você volte aqui e me diga o que você achou.

Minha Nota: 6,0

Trailer


Também achei o filme completo
Até que a sorte nos separe


Resenha Crítica de Filme: O Impossível

Já comentei aqui que sou fã de filmes catastróficos. Sinto um pouco de vergonha de assumir, já que vivo criticando produções que apelam para questões, digamos, instintivas para atrair o público. Sei lá, por que, mas as catástrofes me trazem um sentimento de esperança, além de claro, instigar minha curiosidade mórbida, o que faz parte na natureza do homem.

De qualquer forma, seja lá qual é a intenção real dos produtores quando lançam filmes catastróficos, a verdade é que a adrenalina sobe horrores nos momentos de tensão, quando o desastre começa a acontecer. Produções meia-boca, como 2012, por exemplo, tiveram como atrativo somente os efeitos, e um monte de cenas forçadas... ah! E umas tiradas de humor bem sem graça. Aliás, não entendo muito bem por que os produtores têm que enfiar piadinhas no meio dos filmes catastróficos, porque para mim, não cola. Só os efeitos e a emoção dariam conta do recado, sem dúvida. Outro exemplo bem claro de piadas sem noção está em Armaggedon. Não é o caso de Impacto Profundo, como já mencionei, ou Titanic, que oportunamente misturaram emoção ao enredo. Combina bem mais. Mas vamos ao filme de hoje, O Impossível.

Sinopse: o longa retrata a tristeza vivida por umas das família vítimas de uma das maiores catástrofes já ocorridas na história, o tsunami que atingiu a costa do sudeste asiático em 26 de dezembro de 2004 e matou mais de 220 mil pessoas em 14 países. No filme, o relato é de Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e seus três filhos Lucas, Thomas e Simon. Depois do desastre, enquanto Maria consegue encontrar o filho mais velho Lucas e com ele luta para sobreviver, separados deles estão Henry e seus dois filhos pequenos, que fazem todo o possível para encontrar Maria e Lucas.

Crítica: Quem não ficou comovido, não somente com esse tsunami em questão, mas com tantos outros recentes que tiraram números absurdamente grandes de vidas, entre eles o que ocorreu no Japão em 2011? São histórias que nos fazem parar para pensar em muitas coisas. E a julgar pela minha pobre sinopse, o filme pode parecer bem sem graça, mas não é. Além dos excelentes efeitos e da bela atuação do elenco, especialmente da Naomi, o que mais dá riqueza ao longa é a série de cenas emocionantes. Aí, aqueles que não gostam muito de cenas comoventes, e até piegas, podem contar com as cenas de ação que ocorrem mais no início do filme, mas que rendem tanta tensão que compensam por todo o resto. Eu fiquei atraída pelos dois fatores: ação e pieguice, achei a combinação bem mais atraente do que ação e humor. Claro que existem alguns pontos negativos (ou não), por exemplo e como muitos críticos apontaram, os clichês, tão comuns em filmes do gênero. Reencontros milagrosos, pessoas que sobreviveram a acidentes terríveis, esse tipo de coisa. Daí eu me pergunto: se a história é baseada na história real dessa família, será que não teve um cadinho de enfeite na maneira como eles conseguiram se salvar? Óbvio, né? É filme. É só baseado em fatos reais, não é o retrato fiel da vida da família. Então, nada de ficar dizendo: "ai, capaz que foi assim", ou "capaz que eles sobreviveriam". Vai saber se eles não foram um milagre em meio a esse desastre. De um modo geral, o filme é ótimo. Grande produção.

Minha Nota: 9,0

Resenha Crítica de Filme: A Hospedeira

Depois de um bom tempo que li o livro A Hospedeira, venho dar as caras para dar minha insignificante opinião sobre sua adaptação ao cinema. E tenho que admitir que a opinião sobre o filme diverge, e muito, da crítica que fiz ao livro, que na época foi bem positiva.

Sinopse: A Hospedeira relata a história de um mundo bem diferente do atual em que vivemos. É um mundo perfeito, sem guerra, desonestidade, bagunça, doenças incuráveis. É o mundo ideal. Mas com um pequeno detalhe: não são exatamente seres humanos que vivem, ou pelo menos, que vivem ativamente nele. Quem realmente habita são seres, ou almas, como são chamados, que invadem a mente dos homens, e os dominam, vivendo em seus corpos como se fossem, de certo modo, parasitas. Alguns dos humanos resistentes estão à solta por aí, mas precisam se esconder para não se tornarem os próximos hospedeiros. Melanie Stryder (Saoirse Ronan) é uma dessas pessoas, que preferem a morte a serem dominados por esses seres. Mas, infelizmente, ela não consegue escapar e passa a dividir sua mente com uma alma, a quem apelida de Peregrina. A diferença entre Melanie e a maioria dos humanos dominados é que ela não permite que sua própria mente se esconda ou permaneça inativa até que entre em um estado de "coma" permanente. Melanie continua resistindo mesmo depois de ter sua mente invadida, e um fato raro acaba acontecendo, Peregrina é que passa a ser influenciada por Melanie e escapa dos Buscadores, ou de uma Buscadora em si (Diane Kruger), que desejam capturar os humanos resistentes. Quando finalmente conseguem sair da vista da Buscadora, ambas passam a viver uma aventura em busca das pessoas que Melanie tanto ama, e inclusive passam a viver um romance bem, digamos, peculiar, já que Peregrina se apaixona por Ian (Jake Abel), enquanto Melanie ama, como sempre amou Jared (Max Irons). Como ambas poderiam viver seus romances sem a interferência da outra, se fazem parte de um único corpo?

Crítica: É difícil se falar de um filme adaptado de livro sem compará-lo ao livro em si. Uma vez cheguei a levar uma bronca de um amigo cineasta quando ele disse que os filmes adaptados não são feitos unicamente para os fãs dos livros. E é verdade. Mas o que acontece, pelo menos comigo, é que a expectativa acerca de um filme adaptado acaba sendo enorme quando já me tornei fã do livro, porque imagino poder ver na tela aquilo tudo que imaginei quando corri os olhos pelas páginas, só que geralmente os efeitos da produção cinematográfica superam surpreendentemente minha pobre imaginação. Então é lamentável quando obras literárias tão geniais acabam se tornando filmes tão medíocres. E, lamento aos fãs, mas foi isso que senti com A Hospedeira. O que mais me chateia é saber que atores tão bacanas fizeram parte do elenco. O caso é que o enredo tão cheio de aventuras acabou se tornando um filme bem parado, sem grandes emoções. Não sei, mas parece que a Melanie e a Peregrina originais tinham mais ânimo, mais esperteza, e apesar de gostar pra caramba da Saoirse, achei ela muito fraca no papel da Melanie, embora carismática como sempre, e mais linda do que nunca. Enfim, não me agradou tanto quanto eu esperava.

Minha Nota: 7,0

Trailer

Resenha Crítica de Filme: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Se tem uma coisa que não sou é consumista compulsiva. Aliás, sou bem mão de vaca. Que o digam meus irmãos, meus amigos e meu marido. Lembro-me de quando era adolescente, que eu esperava até as roupas e os calçados estarem impossibilitados de serem usados, para aí então, ir às compras. Uma vez, em uma gincana da escola, em que os grupos foram divididos por cores, fiquei com a equipe preta. Bem faceira,  por sinal, porque estava na fase heavy metal e adorava preto. O caso é que, por incrível que pareça, eu não tinha sapatos pretos, nem um tenizinho sequer. Na verdade, lembro-me de ter somente um tênis claro todo surrado, um chinelo e uma pantufa daquelas enormes de bichos. Era pão dura demais! Então, ao invés de comprar um tênis preto, fiz algo inusitado só para economizar: comprei uma lata de tinta em spray, que era muito mais barata que o tênis mais fajuta da loja, e pintei todinho de preto o meu tênis branco, que estava até rasgado. Depois que todo mundo começou a perguntar de onde vinha o forte cheiro de tinta, tomei vergonha na cara e comprei uma Conga, que durou mais de cinco anos. Hoje melhorei um pouco, mas ainda não sou daquelas que fogem do controle sempre que passam por uma vitrine.

Resenha Crítica de Cinema: Corajosos

Há mais de dois anos, quando assisti pela primeira vez à história de Caleb Holt e sua incrível tentativa de salvar seu casamento, no filme baseado no livro homônimo À Prova de Fogo, fiquei bastante curiosa para conhecer a mente brilhante que havia conseguido produzir um filme evangélico, e conquistar fãs não necessariamente cristãos. Na minha mera e insignificante opinião, tal feito é uma grande conquista, já que, não sei porque motivo, geralmente os cinéfilos não gostam de misturar cinema com religiosidade, ou muitos dos que gostam estão escondidos por aí, como eu =). De qualquer modo, essa mistura, À Prova de Fogo, foi fascinante, tanto quanto outra produção dos irmãos Kendrick, intitulada Corajosos.

Resenha Crítica de Cinema: A Invenção de Hugo Cabret

Apesar de Martin Scorsese ser um dos grandes queridinhos de Hollywood, eu não sou assim tão fã desse diretor de mão cheia, à frente de 29 filmes. No entanto, há dois filmes dele que me conquistaram bastante, um deles A Ilha do Medo, está entre meus filmes de suspense favoritos, o que é um grande fato, se levar em consideração que eu não sou tão fã de suspense. Mas a produção bastante peculiar de Scorsese, e que rendeu 11 indicações ao Oscar de 2012 foi A Invenção de Hugo Cabret, uma mistura de drama, romance e aventura.

Resenha Crítica de Filme: Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar

Fiquei por um bom tempo relutante em assistir ao filme Anjos da Vida: Mais Bravos que o Mar, pois leiga sobre o enredo, acreditei que fosse algo do tipo Mar em Fúria. Com receio de que fosse me decepcionar, deixei pra lá, e nem procurei por informações, até que, depois de ver o comercial de reproduções seguidas do filme, uma vez em TV aberta e várias em TV fechada, resolvi matar minha curiosidade de vez, e assistir a essa produção, que é bem antiga já.

Resenha Crítica de Filme: X-Men - Primeira Classe

Como caçula, e tendo dois marmanjos como irmãos mais velhos, cresci em meio a brincadeiras, jogos de vídeo game e gibis de lutas e super heróis. Tirando algumas exceções, como Ursinhos Carinhosos, Cavalo de Fogo e Punky: A levada da Breca, acabei adquirindo bastante afinidade pelos heróis dos meus irmãos. Na infância propriamente dita, X-Men não era nem de perto uma das minhas histórias favoritas, eu preferia o Batman e o Superman. Mas quando o desenho se materializou e foi para as telas do cinema, tive que me render, e acabei gostando muito de todos os filmes.

Resenha Crítica de Filme: A Mulher de Preto

Quem um dia imaginou Daniel Radcliffe na pele de outro personagem senão Harry Potter? É, depois de o grande sucesso ter acabado, é claro que ele teria que encarar outros desafios, por isso incorporou o papel de Arthur Kipps, em um dos filmes mais macabros da atualidade, A Mulher de Preto. Aliás, atual exatamente a produção não é, porque o filme é baseado na obra literária de mesmo nome (Woman in Black em inglês), de Susan Hill, e já havia sido filmado em 1989.

Resenha Crítica de Filme: Amor à Segunda Vista

Não sei se já falei aqui, mas meu gênero favorito de filme é comédia romântica. Em parte por eu ser mulher e, naturalmente, incorporar o romance na minha personalidade. Em parte por esse tipo de produção contar uma história bem cotidiana, apesar de previsível, pouco original e nem muito real. Mas a maior parte é por ser um gênero que trata do assunto que mais encanta as mulheres de forma divertida e quase nunca deprimente, embora em algum momento da história geralmente haja uma desilusão, que em seguida é revertida em humor sentimental. Ainda assim, diferentemente dos romances melosos, o sentimentalismo apresentado nas comédias românticas é sempre agradável e quase nunca me faz derramar lágrimas de tristeza, só de emoção no momento em que os pombinhos finalmente ficam juntos.

Resenha Crítica de Filme: Você de Novo

Pense no filme mais bobo e clichê que você já viu. Se quiser, pode até escrever o nome dele no comentário, só para compararmos os gostos. Nem me adianta ficar fazendo muito suspense, porque acabei colocando no título o nome do filme a respeito do qual farei minhas considerações, mas é engraçado porque, apesar de eu ter começado meu comentário com uma crítica, e essa crítica é dirigida exatamente para essa produção barata e cheia de chavões, eu gostei bastante do desconhecido e nada aclamado Você de Novo.

Resenha Crítica de Filme: Um Olhar do Paraíso

Existem filmes de todos os gêneros que marcam a vida do público. Passam-se anos e eles continuam na mente dos expectadores. Alguns exemplos são Titanic, Ben Hur, Avatar, e vários outros que já se estamparam na nossa mente. Apesar de Um Olhar do Paraíso não ter agradado os críticos tanto quanto o esperado, sem dúvida entra na lista da categoria "filmes que mais chocaram". Embora não haja explicitamente cenas de violência, o diretor conseguiu mexer tanto com a imaginação do público, que a violência somente nas entrelinhas foi mais do que suficiente para deixar qualquer um arrepiado e de queixo caído.

Resenha Crítica de Filme: O Informante

Quando a verdade é inconveniente para um jornalismo mascarado

Existe uma relação extremamente tênue entre o jornalismo televisivo e o cinema. Ambos são partes fundamentais dos meios de comunicação de massa que informam e entretêm. Há, no entanto, alguns pontos relevantes que os distinguem. A diferença entre ambos está, principalmente, na maneira como chegam ao público. O jornalismo tem como característica informar e propagar os fatos da realidade, o cinema existe para entreter, como principal função. O que muitas pessoas não sabem, ou mesmo não param para pensar, é que jornalismo televisivo e cinema, não raramente, mesclam-se de forma tão discreta, que acabam um tomando o lugar do outro, ou cumprindo ambos os papéis. Por isso, sempre defendo que o público precisa tomar mais cuidado ao acreditar piamente nos fatos jornalísticos, especialmente no jornalismo televisivo, que é o de maior credibilidade do público; assim como, em alguns casos, levar mais a sério a mensagem por trás das cenas dos filmes.

Resenha Crítica de Filme: Rio

Não há como contestar que Carlos Saldanha é o diretor cinematográfico estrela de nosso país. Não só pelo incrível talento, mas também pelo sucesso que fez lá fora dirigindo os longas A Era do Gelo 2 e 3, com co-produção do primeiro filme da trilogia, além de outros menos conhecidos, como Robôs. Claro que ele aproveitou seu currículo magnífico e lutou para ficar pelos terrenos hollywoodianos mesmo, mas como um bom brasileiro, nunca abandonou completamente os ares da terra natal.

Resenha Crítica de Filme: Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte II

Os fãs de Harry Potter não poderiam ter ficado mais desolados agora que a série acabou de vez, não só nas páginas como também nas telonas. Ainda bem que podemos reviver a história quantas mil vezes quisermos, não é mesmo? Mas ainda assim, o grand finale abriu um baita buraco no peito de cada um dos fãs que acompanharam a história dos bruxos de Hogwarts desde o início, especialmente do menino mestiço que tinha como maior inimigo o mais temido bruxo do mundo da magia. De uma produção ousada, com atores leais e fieis a seus papeis do início ao fim, agora só sobrou os vídeos, os livros, a saudade e a expectativa por uma sequência que não virá mais.

Resenha Crítica de Filme: A Lenda dos Guardiões

A princípio, os mais fascinados deveriam ser as crianças. Mas a verdade é que A Lenda dos Guardiões tem cativado tanto os pequenos, quanto os adultos, devido à mescla do gênero animação, com cenas de ação extremamente intensas, até mesmo violentas em alguns momentos. A verdade é que há muitos anos, as animações computadorizadas não se limitam a agradar as crianças, mas já se tornaram opção mais do que aprovada pelos adultos. A Lenda dos Guardiões foi o exemplo mais típico de que a habilidade em usar efeitos gráficos pelo computador para gerar efeitos visuais magníficos está conquistando cada vez mais pessoas, sejam elas adultas, crianças, velhos ou adolescentes. Especialmente quando a história deixa a desejar e a produção precisar ganhar adeptos de outras formas.

Resenha Crítica de Filme: À Prova de Fogo

Hoje não pretendo falar de nenhuma produção grandiosa perante os críticos, ou que tenha concorrido ao Oscar, ou ainda que tenha movimentado milhões e milhões de dólares, ou tenha efeitos especiais extraordinários e um elenco famosíssimo. Pretendo atingir desta vez não aqueles que amam estar por dentro do mundo cinematográfico, mas aqueles que assistem a um filme e desejam que a história inspire algo positivo em suas vidas, por menos aclamado que ele seja.


Resenha Crítica de Filme: A Rede Social

Quando fiquei sabendo que um livro e um filme sobre a história do Facebook haviam sido produzidos, pensei de cara que não poderia ser nada demais, senão uma história comercial e sem conteúdo. Quando soube que concorreria ao Globo de Ouro, e pior, que era o mais cotado a ganhá-lo e também a levar o Oscar, fiquei perplexa. Mais ainda fiquei quando de fato ele levou o Globo de Ouro. Daí fui "obrigada" a assistir ao filme, para ver o que os críticos tanto viram nessa produção, aparentemente tão simples. Depois que vi o resultado nas telas, minha mente vagueou e pensei que qualquer história, mas qualquer mesmo, pode se tornar um prato cheio e requintado nas mãos de pessoas que sabem trabalhar. Digo isso, porque A Rede Social é um conjunto de fatores cinematográficos tão bem feito, que na primeira cena, nem foi necessário um cenário para prender o público, somente a trilha de abertura bastou.

Resenha Crítica de Filme: O Discurso do Rei

No último domingo, os cinéfilos de plantão foram prestigiados por mais uma entrega do prêmio mais importante do mundo do cinema, o Oscar, que já está no seu 83º ano. Achei muito interessante a reviravolta que ocorreu entre a premiação do Globo de Ouro e a última cerimônia do Oscar, porque até um dia após a entrega do Globo de Ouro, o grande favorito a liderar o recebimento das estatuetas era o filme A Rede Social, e ao longo do mês de fevereiro, críticos de todo o mundo passaram a apostar no filme O Discurso de Rei, que cresceu consideravelmente no conceito popular e recebeu previsivelmente o prêmio pelas quatro principais categorias, filme, diretor, ator e roteiro original.