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Resenha Crítica de Filme: Impacto Profundo

Há muito tempo estou com vontade de postar no blog minha opinião sobre um filme catastrófico, apesar das muitas críticas negativas que recaem sobre esse tipo de produção. No entanto, tenho bons motivos para postar sobre um filme em questão, que, por mais bobinho que possa parecer, é um dos meus favoritos.

Resenha Crítica de Filme: Encantada

Eu sinceramente não sei se nos últimos anos as pessoas estão com uma enorme necessidade de explorar seu lado infantil, ou se sempre foi assim e agora com a liberdade de expressão as pessoas têm mais coragem de ser transparentes. Ou ainda se os programas infantis hoje estão sendo mais para atingir todos os públicos. Sei lá! Pode ser também que seja tudo isso. Mas uma coisa que tenho notado é que muito adulto tem mostrado seu lado criança por intermédio de programas e filmes infantis. Vá às redes sociais e repare como tem gente hoje que não tem vergonha de dizer o quanto o Chaves foi marcante e o quanto é engraçado e não tem apelação. Eu sou uma delas. Amo o Chaves, porque na terceira geração, com um número limitadíssimo de episódios, suas piadas inocentes, sem apelação, continuam sendo engraçadas, divertidas. Uma lição para a maioria dos programas humorísticos de hoje.

Resenha Crítica de Filme: O Informante

Quando a verdade é inconveniente para um jornalismo mascarado

Existe uma relação extremamente tênue entre o jornalismo televisivo e o cinema. Ambos são partes fundamentais dos meios de comunicação de massa que informam e entretêm. Há, no entanto, alguns pontos relevantes que os distinguem. A diferença entre ambos está, principalmente, na maneira como chegam ao público. O jornalismo tem como característica informar e propagar os fatos da realidade, o cinema existe para entreter, como principal função. O que muitas pessoas não sabem, ou mesmo não param para pensar, é que jornalismo televisivo e cinema, não raramente, mesclam-se de forma tão discreta, que acabam um tomando o lugar do outro, ou cumprindo ambos os papéis. Por isso, sempre defendo que o público precisa tomar mais cuidado ao acreditar piamente nos fatos jornalísticos, especialmente no jornalismo televisivo, que é o de maior credibilidade do público; assim como, em alguns casos, levar mais a sério a mensagem por trás das cenas dos filmes.

Resenha Crítica de Filme: Jumanji

Quer conhecer uma de minhas características? Detesto silêncio absoluto (exceto à noite, claro). Durante o dia, enquanto faço minhas atividades, preciso ouvir música ou deixar um filminho rolando na TV, mesmo que eu não assista nenhum minuto. Música e filmes, duas de minhas paixões, dois companheiros íntimos e compreensivos para toda hora. Ontem, nessa doideira do dia, deixei em um dos canais do Telecine da TV a cabo, que adquirimos há pouco tempo, e que está me agradando bastante. Só não digo qual é a empresa pra não fazer comercial gratuito... rsrsrsrsr. Mas de qualquer jeito, ontem foi exibido um de meus filmes preferidos de infância, que me traz lembranças bem doces. Primeiro, porque a primeira vez que o vi foi numa Páscoa; segundo, porque foi numa época bem tranquila e feliz da minha vida; terceiro, porque traz no elenco dois de meus atores preferidos; e quarto, e que mais pesa, é porque o filme é bom mesmo.


Bonnie Hunt e Robin Williams (os tais atores preferidos) incrementaram consideravelmente a história fabulosa de duas crianças que se meteram numa encrenca danada depois que acharam um jogo mágico de tabuleiro. Estou falando do clássico Jumanji, que não foi assim tão aclamado, mas ficou na história, especialmente para as crianças. Não achava necessária a sinopse do filme aqui, mas como ele é antigo (1995), vale dar uma pequena lembrada, ou esclarecida para aqueles que ainda não assistiram. Dois jovens, Alan e Sarah, fadados a uma história romântica, ficam aturdidos com um jogo de tabuleiro antiquíssimo. Mas o menino recebe a punição de ficar preso em Jumanji, que é um tipo de selva cheia de perigos, até que outro jogador tire um número determinado no dado. Só que o coitado fica preso por um bocado de tempo, já que Sarah fica chocada com o que lhe acontece e desiste de continuar. Somente anos depois, outras duas crianças, Peter e Judy, encontram o tabuleiro e libertam Alan. O jogo não pode continuar sem um dos participantes, então, outro desafio: convencer Sarah a voltar. Desafio porque participar do jogo Jumanji foi a pior coisa que lhe aconteceu na vida. A partir daí, aventuras extraordinárias assolam a pequena cidade em que vivem, mas, pelo menos, permitem que Sarah e Alan finalizem o jogo e reparem suas vidas.


Apesar de ser um filme cheio de aventuras, mais classificado como infantil, a história aborda, com menos ênfase é claro, um tema bastante adulto, os problemas afetivos entre pais e filhos, o que rende uma boa reflexão. Não li o livro, mas o filme deu conta de agradar. Está na minha lista de preferidos com certeza. E a nota é óbvia:

Minha Nota: 10,0


Resenha Crítica de Filme: Trilogia "Olha quem está Falando"


Dias atrás assisti ao velhaco Olha Quem Está Falando, primeiro filme dos três lançado em 1989, e fiquei emocionada, apesar de a história caminhar o tempo em direção a risadas. Só para começar, a trilogia mostra John Travolta no seu verdadeiro estilo, o de comediante. Não consigo engoli-lo como vilão, e consigo vê-lo um pouco em papéis dramáticos, como em Fenômeno, mas seu brilhantismo ocorre mesmo em comédias. E, não sei se aconteceu com outras pessoas, mas comigo, o ator ganhou uma estatueta mesmo fazendo o papel do taxista que se apaixona pela mulher grávida e faz de tudo para conquistá-la, terminando por representar a figura paterna do pequeno, de onde nasce o amor mútuo entre pai e filho.

Mas afinal, por que eu me emocionei então? Porque o filme me remeteu à velha infância, velha mesmo, e me levou às mesmas gargalhadas (misturadas às lágrimas disfarçadas) que me deixavam tão felizes. Assisti ao filme no cinema, um dos primeiros que vi na telona. É certo que dormi lá pelas tantas, afinal, eu tinha somente quatro ou cinco anos no máximo, mas em casa pude revê-lo milhares de vezes, sem que a história jamais perdesse a graça. O que me dizem? Concordam comigo? Pergunto aos nascidos na década de 80, por favor, não me venha alguém nascido depois de 1990 criticar o filme que eu viro uma fera... rsrsrs... brincadeirinha! Gosto é gosto. Mas apesar disso não consigo entender os desagradados. Hoje mesmo li a crítica de uma menina dizendo que o filme é "legalzinho", mas que para o ano está de bom tamanho. Ah, por favor! Claro que a trilogia não foge às regras. O primeiro é fantástico. O segundo, muito divertido, mas não chega nem aos pés, não, não, nem à cintura, para não exagerar tanto, do primeiro. E o terceiro tem partes muito divertidas, gostei bastante na primeira vez que vi, mas já fica um tantinho forçado em relação aos primeiros.

Ah, não posso deixar de mencionar que este é um dos poucos filmes a que valem à pena de verdade assistir na versão dublada. O dublador do bebê na versão original é o Bruce Willis, e o mesmo dublador no Brasil que faz oficialmente as dublagens do Bruce, fez a do bebê. Só posso dizer que ficou fantástico. Como não existe trailer legendado disponível, não que eu conheça pelo menos, vou colocar um trechinho do filme para você dar uma olhadinha. E um trailer na versão original.

Minha nota para o primeiro: 10,0
Minha nota para o segundo: 9,0
Minha nota para o terceiro: 8,0


Resenha Crítica de Filme: Sete Vidas

Algumas obras, sejam literárias ou cinematográficas, não terminam para o público quando, respectivamente, as últimas palavras são lidas, ou os créditos começam a aparecer. Ao contrário, ficam martelando lições ou simplesmente fazendo-nos lembrar daquelas cenas magníficas que nos tiraram o fôlego e nos fizeram refletir tanto sobre o enredo, equiparando-se à nossa própria realidade muitas vezes. É essa a magia dos livros e dos filmes que me faz amá-los tanto. E quando uma história enfim acaba é como se um pedaço do corpo nos fosse arrancado.


Hoje quero citar o tão falado Sete Vidas, com o Will Smith, que me fez pensar bastante na vida. Não foi nada parecido com o que eu já tinha visto nos cinemas, mas tocou em assuntos bem comuns, entretanto, um tanto insignificantes para a sociedade. Lembrei-me de um amigo que disse uma vez que "se estivéssemos em perigo de nos afogar, não nos preocuparíamos com a água enquanto ela não batesse na bunda", ou seja, enquanto os problemas não nos afetam, eles têm pouca relevância. Foi o caso do Ben (Will Smith), que passou a reparar nos problemas das pessoas depois que um acidente causou sete mortes, incluindo o de sua esposa. Depois de recuperado fisicamente, resolveu tomar uma atitude para ajudar outras sete pessoas que estivessem passando por problemas. Ajudou-as de todas as maneiras que estavam ao seu alcance, dedicando-se ao máximo, em especial a uma mulher (Emily Posa) com sérios problemas cardíacos, de quem se aproximou mais do que esperava. O fim do filme foi um dos mais emocionantes e chocantes que já vi, e me trouxe uma pergunta à mente: quantos de nós, seres humanos, seríamos capazes de fazer isso? Meio vago? Quem assistiu ao filme vai entender.

Achei uma produção barata, mas muito bem feita, a história é magnífica, original, incomparável. O final do filme explica o porquê de ele não ser aconselhável para pessoas depressivas. Mas apesar de piegas, a lição nos dá um tapa na cara e nos faz pensar que a vida, os amigos, a família e cada bem de dispomos têm que ser valorizados sempre, e não só depois que uma tragédia nos obriga a perceber tal valor.

Minha nota: 9,0

Resenha Crítica de Filme: Letra e Música

É difícil de acreditar que um filme que una Hugh Grant e Drew Barrymore não seja muito popular. Vou confessar que tenho certo receio de falar bem de filmes que não sejam, assim, tão originais. Fui esculachada pelo meu 10 ao Sherlock Holmes. A pessoa me disse que pelo jeito eu não ia muito ao cinema e que se eu fosse criticada quem sabe eu aprendesse a criticar... hehehehe... Tudo bem, opinião é opinão e escancará-la na web tem esse risco.


Mas voltando ao que importa. No filme Letra e Música Alex Fletcher (Hugh Grant) é um cantor quase esquecido pelo público, mas que guarda em sua memória e em sua história uma carreira de muito sucesso. Agora, mais velho, sem o mesmo reconhecimento, ele tem a oportunidade única de cantar um single com a maior cantora da atualidade, e que por grande sorte, é sua fã. Só tem um probleminha, a grande celebridade, Cora Corman, quer que ele seja o compositor da música que ambos vão lançar juntos em um grande show, caso contrário, não será firmada nenhuma parceria. Só que compor nunca foi o forte de Alex, e ele tem muito pouco tempo para apresentar a música para a equipe de Cora. Ele se vê em grandes apuros até que, casualmente, a substituta da florista oficial de Alex aparece em sua casa e interrompe a canção que um compositor de quinta está apresentando a ele. Encantado com o talento nato de Sophie Fisher (Drew Barrymore), a florista, Alex insiste que ela poderia ser sua única salvação.

Convenhamos que originalidade não é mais um elemento fundamental para se avaliar a qualidade de um filme, se fosse assim, pouquíssimas produções agradariam os críticos. Letra e Música, então, não é muito original, mas é uma história pra lá de divertida. Um filme para se assistir quando se está desanimado, quando a conversa entre amigos já acabou, quando está frio e não se tem muita coisa pra fazer. Adorei a atuação e o entrosamento dos protagonistas, e tem uma trilha sonora meio enjoativa, mas bem agradável de início. Um filme incansável. Pena que tenha algumas cenas vulgares e desnecessárias.

Minha Nota: 9,0

Resenha Crítica de Filme: Passageiros

Robert Pattinson? Taylor Lautner? Brad Pitt? Que nada, são todos uns feiosos perto do desconhecido, mas encantador Patrick Wilson. Matt Damon, você perdeu seu posto de mais bonito de Hollywood pra mim. Mas tudo bem, não estou aqui para avaliar características físicas de ninguém, mas sim a produção Passageiros, de 2008, protagonizado por Anne Hathaway e o já mencionado Patrick.


Anne interpreta a terapeuta Claire Summers, que trata de passageiros sobreviventes de um desastre aéreo. Depois de algumas investigações, começa a desconfiar que o acidente, na verdade, não foi bem um acidente, mas sim uma armação da companhia aérea. Além desse mistério, que a terapeuta quer desvendar, ainda há mais um probleminha, ela comete deslizes éticos quando se envolve afetivamente com um de seus pacientes.

Considerando o fato de o filme não ter feito nenhum sucesso, não ter grandes efeitos, e que os atores, com exceção de Anne, são bem desconhecidos, eu até poderia dizer que foi uma produção de segunda, bem xexelenta. Mas não poderia ser tão hipócrita assim com minhas avaliações. O filme não é muito original, e é até meio monótono inicialmente, embora eu não tenha sentido vontade de parar de ver em nenenhum momento, mas é empolgante, e tem um final muito bem planejado e executado. Uma ótima produção, apesar das horrendas críticas dirigidas a ele.

Minha nota: 8,0

Resenha Crítica de Filme: O Grande Truque


Apesar de pouco aclamado, O Grande Truque quase sempre entra para a lista de favoritos quando assistido pela primeira vez. Por isso digo que às vezes não consigo entender por que determinadas produções não concorrem ao Oscar na categoria de melhor filme. O Grande Truque é um bom exemplo. Não conta somente com uma história originalíssima e excelente atuação de Hugh Jackman e Christian Bale, mas traz elementos que chamam a atenção do espectador do início ao fim.

Dois grandes amigos, que dividem um talento em comum, trabalham lado a lado e encantam o público executando incríveis truques de mágica. Mas essa parceria dura pouco depois que um episódio fatal os torna rivais. Agora, o principal trabalho dos dois é descobrir o segredo um do outro, além, é claro, de uma mútua tentativa de levar o rival ao fracasso. O problema disso tudo é que aos poucos ambos começam a acabar com as próprias vidas e afetar a de pessoas amadas. Ainda assim, o segredo na execução perfeita das mágicas é mais importante, o que faz com que o espectador quebre a cabeça durante toda a trama na tentativa de descobrir como determinados truques são realizados.

Um dos filmes mais imprevisíveis que já vi. O espectador, em casos assim, geralmente assiste ao filme pelo menos duas vezes. A primeira vez para descobrir qual é o segredo da trama, e a segunda para novas leituras, analisando em que momentos o truque foi apresentado na história, mas que, a priori, passou despercebido por não ter sido revelado, tendo o público esperado até o final para descobrir.

Gosto muito de filmes inteligentes, em que é necessária uma atenção redobrada para que nenhum detalhe passe despercebido e para que a história seja verdadeiramente compreendida. Outro exemplo de filmes assim é O Sexto Sentido, que embora seja surpreendente somente na primeira vez em que é assistido, sempre atrai por não ser meramente um produto para arrecadar, mas uma história inteligentemente planejada e escrita, com o objetivo de entreter e fazer o público pensar.

Minha Nota para O Grande Truque: 10,0

Resenha Crítica de Filme: Ben Hur e Os Dez Mandamentos

A Páscoa sempre me traz boas recordações. Lembro-me de quando meu pai e minha mãe se encontravam e esqueciam as diferenças, faziam cestas lindas com ovos enormes e deixavam uma cenoura comida em cima da mesa, indicando que o coelhinho da Páscoa havia passado por ali, e deixado os presentes. Meu pai fazia cones com amendoins dentro. A Páscoa já foi meu feriado preferido. E, por mais cômico que possa parecer, havia um detalhe da Páscoa que me traz lembranças mais doces do que os chocolates e amendoins açucarados: meu pai alugando ano após ano o filme super recente Os Dez Mandamentos, de 1956, e na luta sempre para alugar o também recente Ben Hur, de 1959, que não permanecia nunca na locadora durante o feriadão de Páscoa.


Os jovens de hoje têm preconceitos de filmes antigos. Provavelmente pela precariedade de efeitos, ou mesmo por terem sido produções baratas, se comparadas às produções atuais, mas sabe o que, tenho quase certeza, provoca mais preconceito da juventude de hoje? O fato de esses filmes terem sido sucesso na época dourada de seus pais e avós. Claro que produção de longas antigos, especialmente tão antigos assim, é bem diferente da produção de filmes atuais, já mais aprimorados, adequados na aparência ao gosto do público. Especificamente sobre os dois filmes que meu pai tanto gostava de ver na Páscoa, só tenho a dizer que, com apenas 12 anos, apesar de relutar muito de início, viajei no tempo e mergulhei na história, e simplesmente me apaixonei pelo roteiro, pela pureza poética e pelos detalhes tão essenciais, que lembram até mesmo clássicos da literatura. Além, é claro, de abordarem a natureza sagrada de passagens bíblicas, o que explica o desejo de meu pai de assistir aos filmes nessa época tão importante do ano para os cristãos. Ambos os filmes são maravilhosos. Não foi à toa que Ben Hur recebeu onze Oscars, empatando com Titanic. E Os Dez Mandamentos tenha sido indicado a sete, ganhando o prêmio de melhores efeitos especiais. Isso é engraçado, se compararmos aos filmes de hoje, que com tanta tecnologia mostram o irreal de uma forma tão perfeitamente real. Mas para a época, os efeitos usados no longa foram algo extraordinário, inimaginável até então.

É difícil para mim dizer de qual dos dois gostei mais, mas ainda assim, só para desempatar, fico com Ben Hur. Creio que por ser uma história que mostrou os dois lados do poderio, aquele mais comum que lutava por status, por dinheiro e por poder, propriamente dito, contra aquele que usou a autoridade para ajudar os menores. Relembrando o que Jesus Cristo fez durante seu ministério, que inclusive, é apresentado em algumas partes do filme.

Minha Nota para Ben Hur: 9,0

Minha Nota para Os Dez Mandamentos: 8,0




Resenha Crítica de Filme: Vestida para Casar

Há estilos de filmes, que por mais que sejam pouco originais e bastante manjados, encantam, atraem e divertem o público. São filmes simples, mas adoráveis e inteligentes como Mensagem para Você, Letra e Música, Como Perder Um Homem em 10 Dias, Um amor para recordar, Um lugar chamado Notting Hill, e por aí vai. E o que dizer sobre aqueles que apesar de não serem tão aclamados pela crítica, nem concorrerem a grandes prêmios da Academia, se tornam ícones de sucesso cinematográfico? Não é muito difícil puxar pela memória para dar de exemplo alguns desses filmes. Harry Potter, Saga Crepúsculo, Matrix: nenhum deles sequer foi indicado ao Oscar ou a qualquer grande prêmio na categoria de melhor filme, mas há alguma mínima dúvida de que foram três das melhores histórias já criadas até hoje? Eu não tenho dúvida, assim como centenas de milhões de outras pessoas que concordam 100% comigo.
  
Por outro lado, há aqueles filmes que, apesar de terem uma história interessante e lembrarem outros filmes que deram o que falar, não saem muito das prateleiras das locadoras. Não tiveram muita publicidade, nem ganharam muitos fãs. São aqueles filmes, cuja arrecadação mal pagou o custo de produção. Menos difícil ainda é lembrar alguns títulos que entram nessa categoria de produções esquecidas, apesar de divertidas. Mas como a lista é grande, hoje vou me concentrar em só um deles.


Para muita gente, o casamento se tornou obsoleto. Coisa de gente cafona, ou resultado de um acidente "grávido". Mas para outras muitas pessoas, inclusive para mim, ele ainda é algo mágico e puro, a união entre duas pessoas que realmente se amam, que desejam juntas construir uma vida cheia de desafios, mas também de alegrias e conquistas. E gostei de uma produção em particular que apresentou o casamento dessa forma, na sua verdadeira natureza sagrada. Quem sabe por isso tenha feito pouco sucesso. Vestida para Casar é a história de uma mulher demasiadamente responsável e metódica, que se preocupa mais com os outros do que consigo mesma. É obcecada por casamentos, de modo que se torna a dama de honra de todas as suas amigas noivas, e praticamente a organizadora absoluta das cerimônias. A verdade por trás disso tudo é que Jane (Katherine Heigl) deseja mais do que tudo estar no lugar das suas amigas ao lado do homem que ama.

O filme não é nada extraordinário, mas é um dos meus preferidos por ser divertido, ter uma lição de moral bem inteligente, sem ser meloso, e principalmente por desmetificar toda aquela bobagem que vem sendo incutida na mente das pessoas, pela mídia em especial, de que casamento é antiquado e sinônimo de fracasso.

Minha nota: 9,0

Seção Velharia: Apoiem as locadoras, aluguem filmes arcaicos

Está sem grana ou sem tempo para ir ao cinema? Ou está a fim de ficar em casa, descansar e se esquecer daquela semana insuportável que passou no trabalho, mas não sabe muito bem o que fazer? Quaisquer que sejam as situações, vou dar duas dicas de boas atividades para passar o tempo, que são as minhas preferidas: ler um bom livro e assistir a um gostoso filminho das antigas, daqueles de locadora mesmo, que você pode pegar a hora que quiser, levar pra casa, e assistir depois de um bom banho relaxante. Ah, fora que você paga menos do que um ingresso no cinema, e pode levar quantas pessoas quiser pra ver junto com você.

Então, vou começar uma nova seção aqui no meu Blog, que intitulo Seção Velharia, em que apresentarei dicas de meus filmes preferidos, tenham sido eles famosos e renomados, ou detonados pelo público e pela crítica. Mas não se engane pelo nome. Não vou fazer comentários somente de filmes do estilo de Ben Hur, Rebecca e Psicose, embora, vez por outra, também serão meus focos. Simplesmente intitulei essa nova seção com tal nome, por não estar nas prateleiras de lançamento ou em cartaz nos cinemas. Já que a partir de fevereiro passei a dedicar a maior parte de meu blog para minha paixão em cinema e literatura, creio que os filmes obsoletos também mereçam um espaço aqui, não é mesmo?

E pra começar, quero falar sobre um filme incrivelmente engraçado, e que quase não foi comentado na época do lançamento. Não sei por que, já que, além de ser protagonizado por ótimos atores, teve um roteiro maravilhoso, cenas de comédia muito originias e singelas, sem forçação de barra, e uma história tri cativante. Mas antes, quero dar algumas dicas sobre ele. Vamos ver se você adivinha.

1º O ano de lançamento foi 2005
2º Trata-se de uma comédia romântica
3º O protagonista atuou também em De Repente 30 com Jennifer Garner
4º A atriz principal é loira
5º O nome original do filme, em inglês, é Just Like Heaven, cuja trilha sonora principal leva o mesmo nome

Já sabe?
Não?

Pensa um pouquinho!

Chega! O filme é E se Fosse Verdade, que trata da história de uma médica, interpretada por Reese Whiterspoon, que é apaixonada por seu apartamento, e não quer abrir mão dele de jeito nenhum, mesmo depois de ser forçada a abandoná-lo devido a um acidente horrível que sofreu e ter ficado num estado, digamos, bem sombrio. O novo inquilino, então, passa a ter "alucinações" e ver uma moça andando pra lá e pra cá no seu apartamento, dizendo que ela é dona do imóvel. Cansado disso, ele procura entender o que está acontecendo e descobre algo bem intrigante nessa história toda. Olha, eu gosto tanto desse filme, que posso, com certeza, assistir a ele 300 vezes que não vou enjoar.


Minha nota: 10,0 (com louvor)

Veja mais detalhes clicando aqui.


Resenha Crítica de Filme: Mamma Mia

Mamma Mia, que filme chato

Apesar de minha paixão por música, tenho que ser sincera, não sou muito fã de musicais. Essa folia de a história ser contada com música não é meu estilo. Em todo o caso, alguns filmes ainda são tragáveis, como Molin Rouge e High School Musical, por exemplo. Em compensação, fico encantada quando vejo apresentações de músicas no meio de um filme romântico, como Um Amor para Recordar, Antes que Termine o Dia, ou mesmo biografias de bandas, que a todo momento apresentam suas obras no filme. No entanto, na maioria dos musicais, parece-me forçada a interpretação dos atores e pouco natural a maneira como eles contam a história quando, no meio do enredo, param de conversar e fazem um play back de uma canção.

Resenha Crítica de Filme: Troia

Quem não gosta de se sentar, de vem em quando, em frente à televisão para assistir àquela produção caduca de velha, mas que nunca perde a graça? Esta semana tentei rever pela milionésima vez o filme Tróia. Foram frustradas porque fui interrompida todas as vezes. Mesmo assim, queria elogiar tal produção. Que filmão, hein! Nada de exageros, nem em matança, nem em romance, nem em detalhes da história. Tudo na medidinha. E os atores são todos um show.