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Resenha Crítica de Filme: Carrie, A Estranha

Muitas pessoas acreditam que um filme necessariamente fica marcado para alguém por ele ter sido um dos favoritos dessa pessoa. Mas não é isso que acontece em muitos casos. Alguns filmes marcam nossa história porque são assustadores demais, ou muito tristes, ou muito chatos, muito engraçados, ou até mesmo muito doidos. Lembro-me de um exemplo para esta última categoria perfeitamente bem, mesmo fazendo uns 13 anos desde que assisti ao filme. Pois trata-se de Carrie, A Estranha, primeira versão, que apesar de ser um suspense, chamou mais minha atenção por ser um tanto doido. O remake, feito ano passado (2013), traz a lindinha Chloë Grace Moretz e Julianne Moore, que considero uma atriz fantástica.

Sinopse: Carrie White (Chlöe) é uma adolescente extremamente reprimida por sua mãe Margarett (Julianne) que, com seu fanatismo religioso, não permite que Carrie tenha uma vida relativamente normal. Por conta disso, a menina não possui amigos, não tem permissão para fazer muitas das atividades normais da escola, e resumindo, vive em um isolamento quase total. Quando ocorre sua primeira menstruação, que por sinal vem meio tardiamente e justamente na escola, Carrie pensa estar tendo algum tipo de hemorragia, e por isso é totalmente ridicularizada pelas colegas e, mais tarde castigada por sua mãe, que acusa a filha de ter tido pensamentos pecaminosos, o que, segundo ela, foi o que ocasionou o sangramento. Passado algum tempo, Carrie percebe ter certos poderes paranormais, e decide aprimorá-los. Enquanto isso, uma das garotas que a ridicularizou no banheiro da escola se arrepende e decide tentar reparar o mal que causou a Carrie, então sugere que o namorado leve Carrie ao baile da escola. No entanto, nem todas as garotas estão arrependidas, e encabeçada pela mais cruel das garotas, uma armadilha é montada para que Carrie sofra uma humilhação ainda pior do que a que ocorreu no banheiro da escola.

Crítica: como falei anteriormente, faz bastante tempo desde que assisti à primeira versão do filme, uma adaptação do livro de Stephen King, que aliás o consagrou como o ícone da literatura de terror. Lembro-me que achei a produção bem interessante e até um tanto peculiar, porque não tinha visto, até então, nenhum tipo de suspense que se assemelhasse. Eu era adolescente e estava na fase de adorar suspense, mas era mais do tipo de suspense bobo, algo como Pânico Premonição. De qualquer forma, assisti a alguns clássicos também, como O Sexto Sentido, que adorei, e O Exorcista, que detestei. De qualquer forma, em termos de originalidade, creio que Carrie está à frente de muitos filmes de terror, o que não significa necessariamente que ele seja de uma qualidade ímpar. A versão mais nova é muito fiel à mais antiga, ainda não li o livro, mas tenho vontade. Apesar dessa fidelidade, tenho que ser sincera em dizer que Chlöe e Julianne não foram suficientes para tornar o filme tão maravilhoso e muito menos melhor que a versão mais antiga. Não que eu tenha achado o primor do cinema, mas ainda creio que a Carrie de 1976 é muito mais suspense do que versão mais nova. Agora vou deixar os pontos negativos pra lá e listar os pontos positivos do filme de 2013, sobre o qual de fato estou comentando: a escolha do elenco, embora não tenha tornado o filme uma grandiosidade, foi o tiro certeiro. Chlöe é uma graça de menina, e se encaixou perfeitamente no papel da "doce", timidamente linda e super acanhada Carrie (doce só até tirarem ela dos eixos). Julianne é uma atriz completa e consegue encarnar com competência qualquer personagem. Achei o máximo ver Judy Greer no papel de professora bondosa e empática, tentando punir aqueles que fizeram mal à Carrie. Ah! Como seria bom se todas as escolas tivessem professores assim. Agora falando sobre um elemento importantíssimo que é de responsabilidade do autor dessa história tão singular: o fato de a pobre Carrie não ter ficado quieta, o que obviamente traz a "magia" do enredo. Creio que a maioria dos espectadores do filme se sentiram vingados e aliviados por Carrie, porque vamos combinar que qualquer pessoa que faça alguém se sentir tão humilhado como Carrie se sentiu merece justiça das grossas. E a cena toda do baile e da vingança de Carrie foi o ponto alto do filme e deu uma sensação de "é isso aí, Carrie". Claro que essa torcida se deve ao filme, na vida real, certamente nós torceríamos por uma justiça menos bruta. Houve pontos negativos, mas não sei se vale a pena entrar nesses detalhes, porque a despeito deles o filme merece ser assistido.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: A Hospedeira

Depois de um bom tempo que li o livro A Hospedeira, venho dar as caras para dar minha insignificante opinião sobre sua adaptação ao cinema. E tenho que admitir que a opinião sobre o filme diverge, e muito, da crítica que fiz ao livro, que na época foi bem positiva.

Sinopse: A Hospedeira relata a história de um mundo bem diferente do atual em que vivemos. É um mundo perfeito, sem guerra, desonestidade, bagunça, doenças incuráveis. É o mundo ideal. Mas com um pequeno detalhe: não são exatamente seres humanos que vivem, ou pelo menos, que vivem ativamente nele. Quem realmente habita são seres, ou almas, como são chamados, que invadem a mente dos homens, e os dominam, vivendo em seus corpos como se fossem, de certo modo, parasitas. Alguns dos humanos resistentes estão à solta por aí, mas precisam se esconder para não se tornarem os próximos hospedeiros. Melanie Stryder (Saoirse Ronan) é uma dessas pessoas, que preferem a morte a serem dominados por esses seres. Mas, infelizmente, ela não consegue escapar e passa a dividir sua mente com uma alma, a quem apelida de Peregrina. A diferença entre Melanie e a maioria dos humanos dominados é que ela não permite que sua própria mente se esconda ou permaneça inativa até que entre em um estado de "coma" permanente. Melanie continua resistindo mesmo depois de ter sua mente invadida, e um fato raro acaba acontecendo, Peregrina é que passa a ser influenciada por Melanie e escapa dos Buscadores, ou de uma Buscadora em si (Diane Kruger), que desejam capturar os humanos resistentes. Quando finalmente conseguem sair da vista da Buscadora, ambas passam a viver uma aventura em busca das pessoas que Melanie tanto ama, e inclusive passam a viver um romance bem, digamos, peculiar, já que Peregrina se apaixona por Ian (Jake Abel), enquanto Melanie ama, como sempre amou Jared (Max Irons). Como ambas poderiam viver seus romances sem a interferência da outra, se fazem parte de um único corpo?

Crítica: É difícil se falar de um filme adaptado de livro sem compará-lo ao livro em si. Uma vez cheguei a levar uma bronca de um amigo cineasta quando ele disse que os filmes adaptados não são feitos unicamente para os fãs dos livros. E é verdade. Mas o que acontece, pelo menos comigo, é que a expectativa acerca de um filme adaptado acaba sendo enorme quando já me tornei fã do livro, porque imagino poder ver na tela aquilo tudo que imaginei quando corri os olhos pelas páginas, só que geralmente os efeitos da produção cinematográfica superam surpreendentemente minha pobre imaginação. Então é lamentável quando obras literárias tão geniais acabam se tornando filmes tão medíocres. E, lamento aos fãs, mas foi isso que senti com A Hospedeira. O que mais me chateia é saber que atores tão bacanas fizeram parte do elenco. O caso é que o enredo tão cheio de aventuras acabou se tornando um filme bem parado, sem grandes emoções. Não sei, mas parece que a Melanie e a Peregrina originais tinham mais ânimo, mais esperteza, e apesar de gostar pra caramba da Saoirse, achei ela muito fraca no papel da Melanie, embora carismática como sempre, e mais linda do que nunca. Enfim, não me agradou tanto quanto eu esperava.

Minha Nota: 7,0

Trailer

Resenha Crítica de Filme: A Branca de Neve e o Caçador

É muito chato quando um ator se torna figurinha carimbada por determinada atuação, porque dessa forma, fica muito difícil deixar de associá-lo àquele personagem. Já falei de Daniel Hadcliffe, por exemplo, em sua atuação recente A Mulher de Preto e como foi esquisito não relacioná-lo com Harry Potter, embora um filme não tenha nada a ver com o outro. O mesmo aconteceu agora com Kristen Stewart e sua atuação em A Branca de Neve e o CaçadorE embora não tenha sido seu único papel além de Bella na Saga Crepúsculo, já que a filmografia da moça já está bem extensa, ainda assim, é um pouco difícil deixar de comparar sua atuação em outros filmes, e a sua interpretação, digamos, precária na Saga Crepúsculo. Mas tenho que admitir que a pressão em cima dela rendeu resultados bem positivos, pelo menos nesse filme.

Resenha Crítica de Filme: Confiar

De um modo geral, você acredita que o mundo tem melhorado ou piorado? É uma avaliação complexa, não é mesmo? Afinal, em muitos aspectos, o mundo nunca esteve tão evoluído, o conhecimento tão acessível e a tecnologia tão avançada. Por outro lado, já diz o ditado, "quanto mais gente, mais problemas". Sei lá se esse ditado existe mesmo, se não existia, acabei de inventar. Mas a questão é que em um mundo tão repleto de diversidade, e de pessoas que divergem e que têm seus próprios interesses, é bem provável mesmo que os problemas aumentem.

Resenha Crítica de Filme: A Mulher de Preto

Quem um dia imaginou Daniel Radcliffe na pele de outro personagem senão Harry Potter? É, depois de o grande sucesso ter acabado, é claro que ele teria que encarar outros desafios, por isso incorporou o papel de Arthur Kipps, em um dos filmes mais macabros da atualidade, A Mulher de Preto. Aliás, atual exatamente a produção não é, porque o filme é baseado na obra literária de mesmo nome (Woman in Black em inglês), de Susan Hill, e já havia sido filmado em 1989.

Resenha Crítica de Filme: Amor por Acaso

Os leitores deste blog já devem ter percebido duas coisas a meu respeito: primeiro, não gosto de pornografia, imoralidade e excesso de violência; segundo, quase nunca faço aqui comentários sobre filmes brasileiros. Não é falta de patriotismo, não. É porque os filmes brasileiros quase sempre apelam para a pornografia e a violência. Faça uma rápida busca em sua memória de filmes brasileiros que poderiam ter classificação 'livre' ou, no máximo, '12 anos' e depois comente aqui. Eu digo alguns e logo farei uma crítica a respeito: O menino da porteira (meu favorito), Se eu fosse você 1 e 2, Central do Brasil, Tainá e, para não me alongar mais, alguns filmes infantis. A maioria dos filmes brasileiros que já vi se resume basicamente em mostrar sacanagem, palavrão, as pobrezas e os problemas do Brasil. Estou sentindo que vou levar muito xingo por causa dessa afirmação, mas infelizmente é o que penso. Até porque existe uma infinidade de filmes estrangeiros com as mesmas características. A diferença, quem sabe, seja a multiplicidade de opções. O cinema no Brasil ainda está em fase de crescimento, enquanto que nos EUA, já passou do auge, o que nos permite muito mais escolhas em um período muito mais curto de tempo.

Resenha Crítica de Filme: Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Não li o livro e demorei para escrever sobre o filme pela simples razão de que estava martelando como exporia minha opinião sem ser esculachada. Falo do meia-boca Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Assisti duas vezes ao filme, até pensei em ler o livro, mas ainda não tive coragem. Diferentemente dos afixionados pela moda, eu prefiro que a história me comova de algum jeito (ou que uma boa promoção apareça) antes de me envolver. Lembra o que falei do Harry Potter? Não era muito fã até que a poeira baixou, no breve período de dois anos entre o lançamento do quinto e do sexto filme. Pensei: "tudo bem, vou ver o que há de tão interessante nesse bando de bruxo". Comprei toda a série e "comi" os livros, compreendendo todo encantamento da história do Harry.


Ok, mas voltando ao Percy (filme). A história até é interessante, mas nada de extraordinário. Ainda assim, eu teria apreciado se não fosse o bando de atores arrogantes como protagonistas. Percy é semi-deus (fisicamente falando, o nome faz jus, porque ele é bem lindinho), filho de Poseidon, deus dos mares, e de mãe humana, mortal. Então, o menino é mortal com poderes e forças extraordinários. Acusado por Zeus, deus dos deuses, de ter roubado um raio, uma arma extremamente letal, o menino vai para uma área de proteção, onde vários jovens semideuses são treinados, mas, depois de perder sua mãe, ele não consegue ficar confinado e corre em busca dela, tendo na cola seu protetor de toda a vida, o sátiro Grover, que até então sempre fingiu ser um amigo com problemas nas pernas, e uma menina bem linda, por quem Percy teve uma queda assim que a viu.

Como já disse, o filme é divertidinho, mas não me deu nem um pingo de vontade de revê-lo. Nada de muita originalidade e os atores me pareceram bem arrogantes. Sei, com certeza, que os livros são melhores, ainda que não os tenha lido, por isso não tirarei o mérito todo do filme, porque posso mudar de ideia depois que conhecer as obras originais. Mas posso dizer que a primeira impressão não foi lá muito agradável. Achei o filme muito cheio de clichês. Os dois amigos e uma menina incrivelmente bonita. Um deles é o herói nato, inteligente, bonitão, líder e intocável. O outro é bobalhão, meio burrinho e mulherengo. Nesta última característica ele se salva porque os sátiros, segundo as lendas, tinham a tendência de estar sempre atrás de mulher. Mas o filme inteiro me trouxe flashes de outros, por causa desse excesso de clichês. Não vou contar detalhes de outros que notei para não estragar nenhuma surpresa do filme, embora ele já esteja obsoleto para uma crítica.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Cinema: Eclipse (A Saga Crepúsculo)

Ontem, finalmente, consegui sentar para assistir a Eclipse, o terceiro filme dos Crepúsculo da vida. E tenho que admitir, realmente houve uma mudança considerável em relação aos dois primeiros. Não sei se isso se deve ao fato de um novo diretor ter tomado as rédeas ou se foram as severas críticas ao Lua Nova que forçaram instigaram a produção, e em especial os atores, a tomarem uma atitude para tornar os filmes tão dignos de elogios e críticas positivas quanto os livros. Não chegaram a tanto, mas já estão um pouco mais perto.

Pela minha mera avaliação, o filme nunca é muito fiel aos livros. Não só na saga Crepúsculo, mas em quase todas as adaptações. E em Eclipse não foi diferente. Mas pelo menos a base da história se manteve. A Bella, segura nos braços de Edward, está agora com o coração inseguro, dividido entre o vampiro e o Jacob, e também em sua decisão de se tornar ou não uma vampira. Nesse desenrolar, ela acaba tomando sua decisão em ambos os aspectos, mas até lá, todo mundo sofre, ela e os dois apaixonados. Mas o triângulo amoroso é um probleminha de nada, se comparado com o que Victoria, a vampira enraivecida e cheia de vontade de vingar a morte de seu companheiro James, do primeiro filme, armou para matá-la. Como imã de problema, Bella não poderia ter escapado desta vez. E, sob comando de Victoria e de seu capacho Riley, um bando de vampiros recém-criados, ainda inexperientes e com uma sede incontrolável, vai atrás de Bella e dos Cullen. Uma nova aliança surge entre a família e os lobos, que trabalham em proteção da humana. Isso é que é ser gostosa, hein!

O filme foi o melhor dos três mesmo, como todo mundo vem dizendo. Mas ainda não se compara ao livro. Apesar de Eclipse (o livro) ter sido o que eu menos gostei dos quatro, ainda assim é superior ao filme. Mas, reforço minha opinião, essa é uma regra que se aplica a quase todas as adaptações. Taylor Lautner de fato interpretou muito bem. As expressões de Jake foram muito naturais, muito bem focalizadas, não me pareceu forçação de barra. Só acho que no livro ele é mais sarcástico, o que no filme, em nenhum momento, o ator deixou transparecer da mesma maneira. Mas não sei, pode ser mera opinião. O que dizer sobre Kristen e Robert? O Edward do filme dessa vez chegou perto de parecer com o Edward "de verdade". Suas expressões melhoraram consideravelmente se for comparar com a péssima atuação de Lua Nova. Mas precisamos ser realistas, o Edward está se esforçando muito mais e mostrou dessa vez que tem potencial. Dos três personagens principais, o Edward foi o que ficou mais parecido com o personagem do livro. Jacob interpretou bem, mas precisava ser mais brutal e debochado para ficar um pouco mais parecido com o Jacob do livro. E a bella, por favor. Continua engatinhando em minha opinião. Sei que a menina é sofredora, na história original, com todos aqueles seres mitológicos tentando morder e matar a menina, mas no livro, gente, ela é mais feliz não é tão melancólica e apática. É mais cheia de atitudes. Mas tudo bem, ela está um pouquinhozinho melhor na terceira sequência. Vamos esperar para ver o que dá em Amanhecer. Eu, sinceramente, espero melhoras, porque o último filme, baseado no livro, vai precisar de muito mais expressões da Bella do que jamais foi exigido dela, porque é cheio de aventuras, romance e é muito mais eletrizante.

Gastei tempo demais falando dos atores principais e me esqueci do resto. Enfim, o terceiro filme da saga foi realmente bom. A trilha sonora muito mais bem escolhida do que aquelas chatices do Lua Nova. Os efeitos muito mais "realistas", não no real sentido da palavra, mas por ser comparado ao livro. E a produção conseguiu dar uma emoção bem penetrante para a história.

Tem mais crítica abaixo do trailer

Minha Nota para o filme: 8,0
Vou aproveitar e dar minha nota ao livro: 9,0


O que achei dos outros filmes
Lua Nova

Fiquei bem triste, exceto por algumas partes do filme, quando vi que meu livro preferido da Saga tinha sido tão decadente no cinema. O filme Lua Nova foi, resumindo, muito chato. Tiro o chapéu para a cena em que Bella se atira do penhasco e quando ela encontra Edward na Itália. Foram cenas bem emocionantes e salvou um pouco da dignidade da produção. Impossível não comparar a atuação de Edward em Lua Nova com a de Eclipse. Neste último o ator não foi perfeito, como deixei claro na minha crítica acima, mas foi infinitamente melhor do que aquelas aparições ridículas e vazias dele em Lua Nova. Quando Bella escuta Edward no livro (porque ela só escuta na história original), ele parece ser muito mais preocupado, desnorteado com as deciões de Bella e muito mais desesperado em determinadas cenas do que aquelas falinhas sem a menor expressão no filme.

Minha Nota para Lua Nova (o filme): 6,0
Minha Nota para o Livro: 10,0

Crepúsculo
A Bella sorrindo? Que é isso?

Como deu início à série, Crepúsculo amenizou um pouco os defeitos. Mas não posso dar muita opinião sobre ele. Quando assisti ao filme, não entendi nem de longe porque tanto estardalhaço, afinal não era tão bom assim. Nota: assisti ao filme antes de ler o livro. Depois, quando finalmente li o livro, entendi. A história, apesar de não tão original assim, é muito envolvente, bem escrita e encantadora. Daí, a imparcialidade fica meio de lado e a gente acaba gostando pra valer do filme também, quase tanto quanto do livro. Adorei o livro e gostei do filme. Do filme Crepúsculo, mais do que do filme Lua Nova. Mas o livro fica em terceiro lugar, perdendo em primeiro para Lua Nova e em segundo para Amanhecer. Entendeu?

Nota para o filme (Crepúsculo): 7,0
Nota para o livro: 9,0

Nota para Amanhecer (o livro): 10,0

Resenha Crítica de Filme: Distrito 9


Não sei se de fato merecia uma indicação ao Oscar, mas tenho que admitir, Distrito 9 é bem original. Nunca pensei em um filme que tratasse de invasão alieníngena como sendo os invasores os coitadinhos. É tão comum o cinema retratá-los como inimigos selvagens e crueis, e uma ameaça que não possibilita nenhum tipo de acordo, a não ser a destruição total dos aliens. Apesar de o filme ter apresentado os ETs como monstrengos sem "educação", desta vez os produtores deram uma chance para eles, traçaram-lhes um perfil mais condizente com tal realidade, se é que ela existe. Exceto pelo fato de a dura realidade africana ter sido apresentada como o lixo do mundo. Fico de cara com tanto pedantismo por parte dos produtores, como se os EUA fosse o centro do universo e o exemplo de uma sociedade perfeita, e o "resto" do mundo fosse a escória, a ralé.

O nome do personagem principal é bem incomum aos ouvidos dos acostumados com filmes americanos. Mas como se trata de uma produção da Nova Zelândia, o personagem é Wikus Van De Merwe, um funcionário do governo, recém promovido, que foi encarregado de expulsar aliens que, havia 20 anos, invadiram algumas terra de Joanesburgo, capital da África do Sul, e lá permaneceram. Isso aconteceu por causa de defeitos na nave espacial, que ficou pairando sobre a cidade. O homem é bem corajoso e tenta impor autoridade aos "visitantes" inconvenientes, prometendo-lhes outras terras, já que o local atual, nomeado Distrito 9, não é mais apropriado para a habitação dos então principais inimigos do governo. Só que os aliens se recusam a sair. E numa das discussões o coitado do Wikus é infectado por um fluido dos aliens, que dá início a uma transformação paulatina no corpo dele, e uma força anormal. O governo o captura, mas ele consegue fugir e conhece um ET bem legal, Christopher, que promete ajudá-lo caso Wikus também ajude ele e toda a raça alieníngena a escapar da Terra.

A história é, como eu disse, bem peculiar e intrigante. Gostei porque os ETs foram mostrados como seres inteligentes, não tanto quanto de fato eu os imagino. Além disso, eles só atacam se são provocados e não de forma deliberada como em Independence Day, por exemeplo. Na verdade, o que eles realmente querem é voltar para o planeta deles. O problema maior do filme é que é muito violento, e tem um ambiente sujo demais. Não gosto de filmes assim. Agonia-me ver bagunça em filmes, já não chega a nossa própria vida ser bagunçada?

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: 300


Demorei para assistir ao filme 300 porque me falaram tanto da sanguera que protelei ao máximo. Mas, enfim, gastei duas preciosas horas vendo a história dos 300 soldados de Esparta que enfrentaram um batalhão de, sei lá, 50 mil soldados e se safaram até certo ponto.

Mas não entendo, francamente, como é possível que tanta gente tenha comparado a produção em questão com Tróia. Por favor, gente, entendo que 300 foi um filme bem produzido, com ótimos atores, tem o mesmo estilo dos filmes épicos, incluindo Troia. Amo o Gerard Butler. Gostei de sua interpretação de Rei Leônidas, líder honesto, patriota e bom pai de família, embora seja fácil saber que as coisas não funcionavam bem assim naquela época. Gostei também do papel da esposa dele, Rainha Gorgo (Lena Headey), que, apesar de não ter conseguido desfazer aquela careta de maldosa, fez bem a personagem de rainha e mãe de família, fazendo jus ao esposo que tinha. Mas vamos ser sinceros. A qualidade não é, nem de longe, comparável a Troia. Afora o gênero do filme, são duas histórias completamente diferentes, com efeitos diferentes e produções completamente diferentes também.

Os 300 soldados espartanos se unem para acabar com o exército do Rei Xerxes (nosso Rodrigão Santoro) que queria invadir as terras de Esparta. A partir daí a história não se prolonga mais. Entretanto, quero pontuar algumas lições bem importantes evidenciadas no filme. O Rei Leônidas era extremamente bem organizado e amava sua família, não só a esposa e o filho, mas sua família de batalha. Organizado ao extremo e com uma estratégia de batalha muito eficiente, sabia como enfrentar (incluindo todo o grupo), milhares de soldados saindo intactos da batalha.

Como disse, uma ótima produção, mas não me agradou nem de longe tanto quanto Troia, se vamos compará-los. Mas é um filme bem textualizado, com uma história bem fundamentada. Santoro não ficou para trás. O gigantão interpretou muito bem o rei Xerxes. O filme é baseado em uma história em quadrinhos.

Não sei porque estou falando tanto. Acho que todo mundo já tinha visto o filme, menos eu... hehehehe...

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: Entre Irmãos

Imagine um pai de família, forte, casado com um mulherão e conclamado dezenas de vezes a defender o país na guerra, sendo considerado, entre todos os soldados, o melhor deles. Qual é a imagem construída com base nessas características? Eu imaginaria um homem mais ou menos como Russel Crowe ou no mínimo um Gerard Butler. Mas não é a respeito de nenhum desses dois que quero falar. Porque quem encarnou o papel de homem serião, extremamente responsável e forte foi o miudinho e desajeitado, mas já acostumado com papéis heróicos, Tobey Maguire, no filme Entre Irmãos.


Não quis de modo algum desmerecer ou subestimar a capacidade de Tobey, porque apesar da dificuldade de desassociá-lo da personalidade taxada pela interpretação como Homem Aranha, o homenzinho, com rosto de menino, foi fantástico no papel de Sam Cahill, e não deixou em nenhum momento a desejar no seu papel de pai, marido e trabalhador sério.

No filme, Sam é apaixonado por sua esposa Grace, papel da graciosa Natalie Portmann, que compartilha esse amor com o marido e com quem tem um relacionamento sério desde a adolescência. Mas apesar de insistência da esposa para que Sam não aceite a solicitação de ir à guerra, ele vai como prova de seu "heroísmo" e amor ao trabalho. Na mesma época, o irmão problemático Tommy, interpretado por Jake Gyllenhaal, sai da cadeia e se aproxima da família. Logo que chega ao Afeganistão, Sam e outros soldados sofrem um acidente e são tidos como mortos. Percebendo o sofrimento de Grace e especialmente das filhas do casal, Tommy se aproxima, preenchendo o vazio deixado por Sam. Mas Sam foi encontrado com vida, e horrendamente torturado física e psicologicamente por soldados talibãs. Consegue ser libertado, mas quando volta para casa, todos da família percebem que ele não é mais o mesmo, e que apesar de ter tido sua vida poupada, dificilmente vai recuperar as sequelas deixadas pelo sofrimento pelo qual passou.

Um filme muito bem produzido e com ótimas atuações. Mas não tem nada de novidade. Aliás, ele é um tanto previsível. Bastante cheio de clichês. E muito triste, não é um filme a que se assista num momento de depressão. Gostei o suficiente para apreciá-lo, mas não para assistir mais do que uma vez.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: Onde Vivem os Monstros

Muita gente classificou Onde Vivem os Monstros como um filme infantil, mas melhor dizendo, ele é mais um filme sobre infância, que com certeza agrada mais adultos do que crianças, já que trata de conflitos internos bem profundos, que crianças, até mesmo as crescidinhas com seus 12 anos, vão ter dificuldades de compreender.

Max, um menino de seus 10 anos, desentende-se com sua mãe e sai correndo pelas ruas escuras de seu bairro, até que chega a um barco e navega até uma ilha distante e desconhecida. Lá chegando encontra vários monstros, com quem constrói um relacionamento amigável e afetuoso. Mas, liberto das exigências de sua mãe, o menino põe todos os seus anseios para fora, e fingindo ser um rei de outro mundo, põe "ordem" ao lugar, a seu modo, fazendo muita bagunça. O que ele não esperava é que esse seu modo de viver acabaria lhe dando dor de cabeça.

Claro que tudo é fruto de sua imaginação, mas uma imaginação bem real para o garoto. E com certeza o filme ensina algumas lições. O menino, solitário e revoltado por não ter amigos, ter uma irmã mais velha que não lhe dá atenção, e uma mãe atarefada que não tem tempo para ele, foge de seu mundo real acreditando que os problemas ficarão para trás, mas aprende que eles correm atrás dele, onde quer que ele esteja. E que às vezes nós vemos "defeitos" somente nos outros, mas esquecemos que nós também somos seres humanos, imperfeitos e cheios de conflitos a serem resolvidos. Para os pais gera uma boa reflexão de que os filhos precisam muito de carinho, atenção e pelo menos um irmãozinho... rsrsrsrs...

O filme é interessante e bem peculiar, mas é um tanto chato, desgastante, não oferece muita novidade. Mas tenho que dar um crédito para a atuação do menino, ele é uma graça e representou direitinho as características de uma criança confusa de 10 anos.

Minha nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: A proposta

Definitivamente, 2009 foi o ano de Sandra Bullock. Apesar de a coitadinha ter sido a vencedora do Framboesa de Ouro de 2010 em duas categorias pelo filme All About Steve (Maluca Paixão), e ter passado por toda aquela dor de cabeça com o ex-marido, a moça recebeu o Oscar e o Globo de Ouro pela primeira vez pelo já comentado aqui Um Sonho Possível, e recebeu outra indicação deste mesmo prêmio por outro bom filme estrelado por ela no ano passado, A Proposta. Ou seja, em um mesmo ano, ela interpretou dois dos seus papéis mais aclamados pela crítica.

A Proposta não é nada original. Um filme do estilo dos que Sandra é acostumada a fazer. Uma comédia romântica bem clichê, daqueles tipos de amor que nasce por acaso. O filme conta o episódio da vida de Margaret (Sandra Bullock), que é uma editora de livros bem sucedida profissionalmente, mas que, por algum motivo, que todo mundo sabe qual é, não se envolve emocionalmente. Fria, arrogante e autoritária, ela praticamente escraviza seus empregados, especialmente Andrew (Ryan Reynolds), seu assistente executivo, que se submete à chefe, porque tem esperança de conseguir um dia se tornar editor também. Mas toda a humilhação que Andrew sofre muda de cenário, quando a chefinha tem seu visto cassado e é obrigada a ser deportada para seu país de origem, o Canadá. Ela inventa uma história bem cabeluda, dizendo que ela e seu assistente se apaixonaram e vão se casar. Pego de surpresa, Andrew fica perplexo, mas depois acaba vendo grandes e oportunas vantagens na história inventada por Margaret. Agora, a história muda de figura e Andrew passa a ser o dono da festa.

Bastante previsível, como a maioria das comédias românticas, o filme me lembrou muito Como Perder um Homem em Dez Dias. Só que com uma diferença bem evidente. O filme de Kate Hudson teve bons elementos que levaram os dois personagens a se apaixonarem, afinal foram dez dias em que ambos se aproximaram, culminando com a visita dela aos pais do suposto namorado. Em A Proposta eu não consegui em momento algum identificar em que ponto os dois se encantaram um pelo outro. Em um dia, os dois se detestavam, três dias depois, na casa da família de Andrew, eles estavam se amando. Esquisito isso. Apesar de ter ficado evidente que Margaret era mais velha que Andrew, a atriz foi um pouco pintada como jovenzinha. A máscara de menina não cai do rosto de Sandra, mas agora as marcas da idade já estão aparecendo, creio que os papéis que ela interpreta deveriam combinar com a idade real da atriz. Apesar de alguns pontos falhos, o filme é muito divertido. Sandra, como sempre, faz muita graça sem forçar a barra. Graciosa como sempre. Ryan, desta vez, não deixou a desejar, ao contrário do seu papel em Apenas Amigos. E ficou demais a química entre os dois personagens. Não posso dizer que é uma das minhas comédias românticas preferidas, mas assisto de novo sem problema algum.

Minha nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: O Fim da Escuridão

Nem tão bom que mereça algum prêmio. Nem tão ruim que não mereça uns bons aplausos. Empatou! Quando li a sinopse do filme O Fim da Escuridão, imaginei mais uma daquelas produções em que o protagonista busca vingar a morte da família. Só mais um enredo de ação e violência sem muito fundamento, exceto, claro, por mostrar a vítima sobrevivente descontando todo tipo de sentimento negativo naquele ou naqueles que provocaram a morte das pessoas inocentes e amadas. Mas minha opinião mudou 50% quando o filme terminou, porque, ao contrário de tantos outros longas, cujas histórias se baseiam em vingança, Thomas Craven, interpretado por Mel Gibson, acaba lutando por uma causa grandiosa, ao procurar os responsáveis pela morte, neste caso, de sua filha, e, afora vingar-se por ela, termina salvando a vida de muitas outras pessoas ao descobrir toda a verdade por trás do assassinato.

Mas minha opinião mudou somente a metade do que poderia, porque grande parte da produção permaneceu no clichê dos filmes de ação, a começar pelo excesso de violência explícita, que poderia ter sido controlado, sem alterar em nada a coerência da história. Outro clichê absurdo foi o heroísmo intacto do protagonista, que se desviou de quase todas as armadilhas em seu caminho. E o que dizer sobre a atuação quase principiante de Mel Gibson depois de oito anos sem protagonizar um filme? As emoções do ator não ficaram bem claras. Demonstrou as mesmas expressões à perda da filha e à intimidação de um suspeito. Ainda assim, o brilhantismo do astro transcendeu sua inexperiência provocada por anos fora das telas.

De um modo geral, o filme é um pouco mais do que eu esperava. Assisto novamente sem problemas, mas agora mais preperada, vou fechar os olhos nas cenas que me embrulharam o estômago. E posso dizer que o final ultrapassou muito minhas expectativas. Salvou todas as partes indigestas, mas neste caso, deixo um pouco de lado minha opinião de crítica e falo como mulher bastante emotiva e melosa.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: Idas e Vindas do Amor

Para muitos, um dia cheio de flores coloridas; para outros, o mais detestável do ano. E pra você, qual é o grau de importância do dia dos namorados? Aqui no Brasil, a data é comemorada em 12 de junho, mas a maioria dos países segue a tradição estadosunidense, que festeja a data romântica em 14 de fevereiro. Dia mais do que oportuno para lançar nos cinemas um filme que homenageia os apaixonados, e aqueles que, por algum motivo, não são muito chegados a trufas, cartazes em forma de coração ou músicas melosas. Idas e Vindas do Amor é o clichê romântico mais divertido do ano, sem dúvida. Clichê porque conta histórias de amor que todo mundo já está cansado de conhecer, ou seja, histórias para todos os espectadores compararem com as suas próprias. Mais divertido do ano porque agrada a todos os gostos. Se não tiver graça a solidão da solteirona, então podemos rir com a decepção dos apaixonados que descobrem podres dos seus amantes, se isso não for engraçado, pode ter graça a paixão "imortal" dos adolescentes, ou então a amizade colorida que nunca desenrola, e por aí vai. Porque a gente sabe que no fim, tudo dá certo, não é mesmo?

O filme é bacaninha, mas não vai ficar na história. De qualquer jeito, não cansa, principalmente por não ter uma única história, não sei se isso chega a ser uma vantagem. Ainda assim, as tiradas de humor deixam as duas horas de longa bem curtas. Por reunir dezenas de artistas, que vão de razoáveis (Patrick Dempsey) a excelentes (minha favorita do filme Anne Hathaway), o enredo pouco permite que o público se prenda aos personagens. Foi uma boa oportunidade de revelar alguns atores. Poucos já tinham ouvido falar em Emma Roberts, por exemplo, sobrinha da Julia Roberts. Eu mesma só tinha visto um filme bem meia boca com ela chamado Garota Mimada. Agora um bom destaque mesmo recebeu Ashton Kutcher (Efeito Borboleta, Recém-Casados), que nunca conseguiu ascender muito na carreira, embora seja bem cativante e tenha um humor nato naquele belo rosto. A partir daqui, é bem possível que o moço seja um pouco mais visível aos olhos de grandes produtores.

A despeito da crítica de alguns especialistas em cinema, tenho que ser honesta, deu-me vontade de ver o filme de novo. É um remédio pra aliviar as tensões, exceto a dos solitários.

Minha Nota: 7,0

Resenha Crítica de Filme: Amor sem Escalas


O que carregamos em nossas mochilas? Algumas pessoas põem nos ombros, durante toda a vida, o peso de um trabalho árduo, descartando a possibilidade de reservar um espaço da bagagem para um vínculo amoroso e/ou familiar. Outras, ao contrário, preferem sentir as alças cortando os ombros ao levar consigo a responsabilidade de criar relações familiares, ainda que, vez por outra, essas relações não sejam nenhum mar de rosas. Há ainda aquelas pessoas que, embora raramente, sabem construir um equilíbrio com tudo o que é importante em suas vidas, e carregam nas costas, não tudo, mas os mais importantes objetos que formam o adequado modo de viver. Todos são estilos de vida. Cada um escolhe o que mais lhe convém.

E o estilo de vida escolhido por Ryan Bingham (George Clooney) em Amor sem Escalas é o de um homem pra lá de frio, que não tem o mínimo de empatia pelas pessoas que é obrigado a demitir, já que seu trabalho consiste em, basicamente, viajar país afora dispensando pessoas, polpando os donos das empresas de fazer tal desagradável tarefa. Resultado: Ryan se recusa a criar qualquer tipo de relacionamento afetivo e não se coloca nem minimamente no lugar da pessoa a quem está demitindo. Até conhecer duas mulheres. A primeira é Natalie Keener (Anna Kendrick), uma menina recém saída da Universidade, que desenvolve um projeto eficiente, econômico e prático para demitir pessoas por vídeo conferência. O que derrubaria a rotina de Ryan e o faria deixar as atividades de que mais gosta, passar horas e horas em aviões, aeroportos e hotéis. Mas o trabalho de Ryan impressiona Natalie mais que o normal, já que a menina possui uma sensibilidade agravada pelos problemas alheios e acaba se envolvendo mais profundamente do que esperava, sentindo pelas pessoas que demite uma piedade sincera, como se ela estivesse recebendo a "facada". A segunda pessoa que muda a visão de Ryan é Alex Goran (Vera Farmiga), uma mulher que, como Ryan, passa a maior parte do tempo em hotéis e poltronas de aviões, e desperta no "demitidor" um sentimento antes desconhecido por ele, fazendo-o redefinir suas prioridades.

De um modo geral, o filme é bem produzido, com uma boa atuação dos três protagonistas, tendo destaque a bela Anna Kendrick, que surpreendeu todo mundo. Francamente, a escolha do nome em português intimidou a qualidade do filme. A história é intrigante e faz o público se prender ao enredo, e ter sede de saber o desfecho de tudo isso. Entretanto, a uma certa altura, o meu interesse se esfumaçou por completo. A história migra de contentamentos a decepções em segundos. Tirando todo o fôlego de pessoas que anseiam por um final feliz. Além disso, tem um pouco mais de vulgaridade do que o necessário.

Lição do filme para mim: cada um escolhe a melhor maneira de viver. E não é porque existem estilos diferentes de se fazer isso que as escolhas de algumas pessoas sejam superiores às de outras.

Minha Nota: 7,0