Há quase cinco anos, eu me formava jornalista. E algo importante que aprendi na faculdade e que levo comigo desde então é que a imprensa não é santa. Por trás de palavras que "retratam" a realidade está um mercado capitalista ferrenho. Muitas vezes, por isso, as informações de fato importantes ficam em segundo plano. De qualquer modo, o que seria de nós sem a imprensa, não é mesmo? Afinal, coisas acontecem por aí, e precisamos de alguém que as conte para nós. Mas quer saber? A imprensa também precisa de nós para lhes dar audiência, então, se seus profissionais dependem tanto do público, que tal ele mostrar uma participação mais efetiva?
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Salve Salve
Tenho novidades! Depois vou colocar à disposição minha crítica do maravilhoso filme A Rede Social, que me encantou. Mas agora gostaria de falar um pouco sobre algumas mudanças que estão ocorrendo comigo. Vocês viram que mudei o layout do blog? Pois há uma razão para isso. Aliás, existem várias razões. Mas a principal é que também mudei meu estilo pessoal, e nada mais normal do que transferir essa mudança para todas as coisas importantes da minha vida.
21 é o número
Em menos de um mês ouvi de duas pessoas um mesmo princípio, até então, desconhecido para mim: o fato de que tudo o que fazemos durante 21 dias seguidos se torna hábito, já que nosso inconsciente se acostuma com a repetição. Perguntava-me constantemente por que temos hábitos dos quais não abrimos mão, como simplesmente almoçar e dormir todos os dias no mesmo horário, e outros são tão difíceis, como estudar ou realizar determinadas tarefas seguindo um cronograma diário. Fiquei curiosa e fui atrás de respostas concretas. Achei alguns links interessantes que falam sobre o assunto. Num deles diz o seguinte:
O que tem a ver a cor do cabelo?
Existe guerra de tudo, não é mesmo? Existe guerra entre países, guerra religiosa, guerra política, guerra dos sexos e uma das mais absurdas das guerras: a guerra dos cabelos. Quê? É verdade, a sociedade e, em especial, a mídia criaram um estereótipo tão apurado em relação à cor do cabelo que é de dar nos nervos. Veja os filmes por exemplo. A loira e a morena estão sempre competindo. Nos filmes infantis ou de adolescente mesmo sempre existe uma competição acirrada do bem contra o mal geralmente representada por um loira e uma morena. Daí varia, mas geralmente nos desenhos, as morenas são as feiosas, astutas e maldosas; e as loiras são as inocentes, lindas e bondosas. Nos filmes, geralmente a figura do bem é representada por uma morena inteligente e discretamente bonita, e as maldosas são as loiras burrinhas e patricinhas. Fico tão irritada com tais clichês que sempre que vejo um filme desses me pergunto: que relação a cor do cabelo tem com o caráter da pessoa? Se alguém souber, por favor me explique. Conheço mulheres de todo o tipo de caráter e não consigo relacioná-lo de jeito nenhum à cor do cabelo. As ruivas são menos instigadas a essa competição, sorte delas. Então, vamos parar com isso, por favor! Sou como mãe de um monte de adolescentes, tanto loiras como morenas, e vejo que essa disputa está ficando cada vez mais tão encorajada, começando, claro, pela mídia, que eu vejo um monte de meninas crescer com complexos ridículos e infundados. Chega né? Repito pela milésima vez aqui no blog: chega de comparações e competições. Todas as pessoas têm sua beleza, seus talentos e suas ricas peculiaridades. Vamos gastar tempo com coisas mais construtivas ao invés de passá-lo guerreando para ser mais bonita, mais inteligente, mais sei lá o que dos que os outros. Muitos pensam que competir obsessivamente vai trazer sucesso ou vai levar ao topo de tudo. Grande equívoco!
As ramificações do orgulho
Não sou especialista em sentimentos ou em desvendar os mistérios da emoção, mas algumas coisas ficam um tanto batidas quando se faz terapia, como por exemplo, reconhecer as maneiras de como o orgulho pode se apresentar. Uma das coisas que constatei neste ano, trabalhando com a minha psicóloga, foi que a maioria dos sentimentos negativos que carregamos em nosso coraçãozinho problemático, lá bem no fundo, tem como raiz o orgulho. Não que ela tenha dito com essas palavras, mas foi o que, por conta própria, acabei por aprender. O orgulhoso tem todos os sentimentos listados abaixo. Um ou outro é mais notório. Mas pouco ou muito, todos eles acabam aparecendo no orgulhoso. Bom, em maior ou menor grau, sinceramente, não sei se já conheci alguém que não tivesse nem um pouquinho sequer de orgulho.
Agora vamos lá. De que forma esse sentimento tão desgostado, mas também tão atado à nossa personalidade, mostra-se presente? Ah, mas vamos deixar claro que não falo aqui a respeito do orgulho no sentido de sentimentos de satisfação por um objetivo alcançado ou por um talento ou atributo, falo a respeito do orgulho em excesso, que se torna, muitas vezes, uma baita pedra no sapato, sem ao menos percebermos. O orgulho muitas vezes é considerado sinônimo da soberba, mas minha mera opinião diz que a soberba é um dos "ramos" do orgulho, já que é o a mais aparente deles. Creio que o sentido da palavra soberba seja mesmo mais comparável ao da palavra arrogância. Então vamos começar por ela:
1. Arrogância ou Soberba: é o ramo do orgulho que mais detesto, embora hoje tenha mais tolerância a ele. É quando o indivíduo crê de todo o coração que é melhor do que os outros, ou que é mais sábio, mais inteligente, mais bonito, ou que faz mais bem à humanidade do que qualquer outra pessoa de seu convívio. Uma coisa é se considerar sábio, inteligente, bonito. Outra, bem diferente, é defender com unhas e dentes que essas qualidades o tornam superiores aos outros. Agora uma coisa: se você, por exemplo, acha-se bonito e lhe perguntam sobre isso, dizer a verdade, que, sim, você se acha bonito, não é arrogância. "Sou bonito" e ponto, sem comparação. Ao invés de "sou o mais bonitão do pedaço". A arrogância só existe quando você acha que a sua beleza, sua inteligência, ou sua pessoa, de um modo geral, transcende a dos outros, ou de alguém específico.
2. Rixa: vem seguida da arrogância, porque alguém que se considere superior vai estar sempre competindo com os outros para poder estar à frente. Vai tentar superá-los em tudo, e aí vem a frustração, porque sempre acharemos alguém que vai ser melhor do que nós em alguma coisa. Se eu pretendo ser a mulher mais inteligente do mundo, vou lutar dia e noite para superar os outros, em especial os mais próximos, naquilo que mostre minha capacidade intelectual, mas na realidade, sempre vou acabar encontrando pessoas com mais inteligência do que eu. Sempre! A verdade mesmo é que não há exatamente como medir esse tipo de coisa, porque eu posso ser mais inteligente do que alguém visado em matemática, por exemplo, mas ela com certeza vai ser mais inteligente do que eu em algum outro aspecto, em artes ou em línguas, ou seja lá no que. O caso é que eu sempre vou tentar correr para chegar à frente, mas nunca vou conseguir, porque cada um tem seus talentos e suas aptidões, e é isso que torna cada um especial de modo distinto. Competir, senão para ganhar um campeonato esportivo ou por diversão, é pura bucha, pois vai trazer a cada "vitória" uma imediata "derrota".
3. Inveja: fica juntinha com a rixa, porque ao tentar superar alguém, vou perceber qualidades nessa pessoa que eu não tenho, aí vou invejá-la e tentar superá-la nessas também. É o famoso círculo vicioso. Invejo alguém e crio uma rixa com ela. Daí vou lutar para superá-la, mas vou perceber que em outros aspectos ela é melhor, daí vou tentar superá-la de novo... e por aí vai. Sentimento danado este.
4. Complexo de Inferioridade: contraditório? Que nada! O invejoso se acha inferior àquele a quem tenta superar. Com certeza! E vai se achar sempre que perceber nos outros algo que gostaria de ter.
5. Egoísmo e egocentrismo: quando alguém quer tudo para si e acha que o mundo gira em torno do seu umbiguinho. Digo que ambos os sentimentos são unidos aos outros por uma cordinha fina, porque pode aparecer de forma sutil, escondido dos itens anteriores, ou de forma bem clara, superando-os. Acho que nunca vi alguém demonstrar tanto seu egoísmo quanto demonstra a rixa, a inveja ou a arrogância. Sei lá, opinião. Mas de qualquer forma, acaba se relacionando com os outros, pois o orgulhoso quer a glória ou as conquistas só para si.
Que mais? Bom, existem inúmeras outras desagradáveis consequências quando uma pessoa possui um orgulho excessivo. Mas creio que sejam mesmo só consequências. Uma pessoa pode se tornar desonesta por querer obter muito dinheiro. Ou pode acabar sendo maldosa para acabar com alguém que inveje, difamando-a, quem sabe. Pode ainda se tornar ignorante para humilhar os outros e mostrar sua suposta superioridade. Enfim, muito pode acontecer com o orgulhoso, porque o orgulho se apresenta de modo diferente para cada um. Alguns têm mais domínio sobre ele. Mas pode acontecer também de o orgulho ter mais domínio sobre a pessoa que o possui. O negócio é o seguinte: todo mundo é orgulhoso, creio eu, mas temos maneiras bem diversas para tentar superar esse sentimentozinho chato. Procurar ajuda psicológica e tentar imitar Jesus Cristo são as mais eficientes, pelo menos pra mim.
Ah! A inferioridade pode aparecer desvinculada de quaisquer outros sentimentos, quando alguém é por demais maltratado, humilhado, criticado ou ignorado. Daí é complicado mesmo. Acho que nesse caso a pessoa não possui orgulho, mas sim um ódio de si mesma bem complicado de superar. Nossa! Que rolo tudo isso, né? Só santo mesmo para não ter raiva de si mesmo e também nem um pouco de orgulho. Por isso que digo, acho que nunca conheci ninguém que não fosse orgulhoso ou não estivesse na pindaíba de tão maltratado. Socorroooooooooo! Já me disseram o segredo: "não tentar ser o melhor, mas fazer o melhor que puder, sem querer superar ninguém, exceto a si mesmo", legal, né? Está aí. Fazer o máximo que pudermos, mas sem visar o nosso sucesso em cima do fracasso dos outros. O nosso sucesso só vale de verdade se for para superarmos a nós mesmos, senão seremos competidores a vida inteira.
Agora vamos lá. De que forma esse sentimento tão desgostado, mas também tão atado à nossa personalidade, mostra-se presente? Ah, mas vamos deixar claro que não falo aqui a respeito do orgulho no sentido de sentimentos de satisfação por um objetivo alcançado ou por um talento ou atributo, falo a respeito do orgulho em excesso, que se torna, muitas vezes, uma baita pedra no sapato, sem ao menos percebermos. O orgulho muitas vezes é considerado sinônimo da soberba, mas minha mera opinião diz que a soberba é um dos "ramos" do orgulho, já que é o a mais aparente deles. Creio que o sentido da palavra soberba seja mesmo mais comparável ao da palavra arrogância. Então vamos começar por ela:
1. Arrogância ou Soberba: é o ramo do orgulho que mais detesto, embora hoje tenha mais tolerância a ele. É quando o indivíduo crê de todo o coração que é melhor do que os outros, ou que é mais sábio, mais inteligente, mais bonito, ou que faz mais bem à humanidade do que qualquer outra pessoa de seu convívio. Uma coisa é se considerar sábio, inteligente, bonito. Outra, bem diferente, é defender com unhas e dentes que essas qualidades o tornam superiores aos outros. Agora uma coisa: se você, por exemplo, acha-se bonito e lhe perguntam sobre isso, dizer a verdade, que, sim, você se acha bonito, não é arrogância. "Sou bonito" e ponto, sem comparação. Ao invés de "sou o mais bonitão do pedaço". A arrogância só existe quando você acha que a sua beleza, sua inteligência, ou sua pessoa, de um modo geral, transcende a dos outros, ou de alguém específico.
2. Rixa: vem seguida da arrogância, porque alguém que se considere superior vai estar sempre competindo com os outros para poder estar à frente. Vai tentar superá-los em tudo, e aí vem a frustração, porque sempre acharemos alguém que vai ser melhor do que nós em alguma coisa. Se eu pretendo ser a mulher mais inteligente do mundo, vou lutar dia e noite para superar os outros, em especial os mais próximos, naquilo que mostre minha capacidade intelectual, mas na realidade, sempre vou acabar encontrando pessoas com mais inteligência do que eu. Sempre! A verdade mesmo é que não há exatamente como medir esse tipo de coisa, porque eu posso ser mais inteligente do que alguém visado em matemática, por exemplo, mas ela com certeza vai ser mais inteligente do que eu em algum outro aspecto, em artes ou em línguas, ou seja lá no que. O caso é que eu sempre vou tentar correr para chegar à frente, mas nunca vou conseguir, porque cada um tem seus talentos e suas aptidões, e é isso que torna cada um especial de modo distinto. Competir, senão para ganhar um campeonato esportivo ou por diversão, é pura bucha, pois vai trazer a cada "vitória" uma imediata "derrota".
3. Inveja: fica juntinha com a rixa, porque ao tentar superar alguém, vou perceber qualidades nessa pessoa que eu não tenho, aí vou invejá-la e tentar superá-la nessas também. É o famoso círculo vicioso. Invejo alguém e crio uma rixa com ela. Daí vou lutar para superá-la, mas vou perceber que em outros aspectos ela é melhor, daí vou tentar superá-la de novo... e por aí vai. Sentimento danado este.
4. Complexo de Inferioridade: contraditório? Que nada! O invejoso se acha inferior àquele a quem tenta superar. Com certeza! E vai se achar sempre que perceber nos outros algo que gostaria de ter.
5. Egoísmo e egocentrismo: quando alguém quer tudo para si e acha que o mundo gira em torno do seu umbiguinho. Digo que ambos os sentimentos são unidos aos outros por uma cordinha fina, porque pode aparecer de forma sutil, escondido dos itens anteriores, ou de forma bem clara, superando-os. Acho que nunca vi alguém demonstrar tanto seu egoísmo quanto demonstra a rixa, a inveja ou a arrogância. Sei lá, opinião. Mas de qualquer forma, acaba se relacionando com os outros, pois o orgulhoso quer a glória ou as conquistas só para si.
Que mais? Bom, existem inúmeras outras desagradáveis consequências quando uma pessoa possui um orgulho excessivo. Mas creio que sejam mesmo só consequências. Uma pessoa pode se tornar desonesta por querer obter muito dinheiro. Ou pode acabar sendo maldosa para acabar com alguém que inveje, difamando-a, quem sabe. Pode ainda se tornar ignorante para humilhar os outros e mostrar sua suposta superioridade. Enfim, muito pode acontecer com o orgulhoso, porque o orgulho se apresenta de modo diferente para cada um. Alguns têm mais domínio sobre ele. Mas pode acontecer também de o orgulho ter mais domínio sobre a pessoa que o possui. O negócio é o seguinte: todo mundo é orgulhoso, creio eu, mas temos maneiras bem diversas para tentar superar esse sentimentozinho chato. Procurar ajuda psicológica e tentar imitar Jesus Cristo são as mais eficientes, pelo menos pra mim.
Ah! A inferioridade pode aparecer desvinculada de quaisquer outros sentimentos, quando alguém é por demais maltratado, humilhado, criticado ou ignorado. Daí é complicado mesmo. Acho que nesse caso a pessoa não possui orgulho, mas sim um ódio de si mesma bem complicado de superar. Nossa! Que rolo tudo isso, né? Só santo mesmo para não ter raiva de si mesmo e também nem um pouco de orgulho. Por isso que digo, acho que nunca conheci ninguém que não fosse orgulhoso ou não estivesse na pindaíba de tão maltratado. Socorroooooooooo! Já me disseram o segredo: "não tentar ser o melhor, mas fazer o melhor que puder, sem querer superar ninguém, exceto a si mesmo", legal, né? Está aí. Fazer o máximo que pudermos, mas sem visar o nosso sucesso em cima do fracasso dos outros. O nosso sucesso só vale de verdade se for para superarmos a nós mesmos, senão seremos competidores a vida inteira.
O futuro do presente... o presente do passado... e quantas eus existem pelo universo afora
Já comentei em outro post do blog sobre a teoria da viagem ao tempo, quando fiz uma crítica ao livro Operação cavalo de Troia. E a verdade é que há algum tempo venho me interessando demais pela possiblidade, real ou não, de visitarmos o passado e o futuro. Aliado a essa, por enquanto, teoria, discute-se outra hipótese, a de existirem universos paralelos.
No cinema, creio que ambas as questões começaram a acerretar discussões depois da trilogia fantástica De Volta para o Futuro, em que uma pequena alteração do passado mudou todo o futuro do mundinho de Marty. Em Efeito Borboleta o tema principal também se baseou nas consequências de nossas escolhas, e Evan, com o poder sobrenatural de voltar ao seu passado, através de seus diários, mostrou a quantas realidades diferentes estava sujeito quando retrocedia a um ponto determinado de sua vida e fazia uma escolha diferente. Depois que voltava ao presente, tudo estava diferente, tanto com ele, quanto com as pessoas com quem era envolvido. No filme Déjà Vu, uma tecnologia de última geração permitiu que o agente Doug mudasse um fato ocorrido quatro dias antes. Daí me pergunto, será que essa hipótese de viagem ao tempo já pode ser conjeturada de fato?
Voltar ao passado, mudando detalhes que fariam imensas diferenças lá na frente. Conhecer o que nos espera, com base nas nossas escolhas atuais. Viajar no tempo, mesmo que só em pensamento, permite-nos imaginar milhões de fatos que estaríamos vivendo, com base na escolha de dois caminhos, a cada segundo de nossas vidas. Em universos paralelos, eu teria escolhido outras profissões, esperado mais tempo para casar, teria mais de um filho, teria pintado meu cabelo de acaju. As possibilidades são infinitas. Essa é a graça da teoria do Universo Paralelo. Em mundos distantes e em outras dimensões, existem zilhões de "eus" fazendo escolhas e vivendo vidas diferentes das que esta Márcia está vivendo agora, aqui. Se em algum ponto da minha vida eu tivesse tomado outra decisão, quem sabe não estaria aqui escrevendo, estaria bordando.
Aí podemos ver que a teoria do universo paralelo está estritamente ligada à viagem ao tempo. Em De Volta para o Futuro, Marty mudou todo o seu futuro simplesmente por ter salvado seu pai do atropelamento que sofreu na história "original". Em Efeito Borboleta, o pobre Evan era muito azarado, nenhuma de suas escolhas foi de fato a melhor, entrando em outra discussão, a de que existe um destino. Mesma discussão levantada em A Máquina do Tempo. Bom, em destino eu não acredito. Concordo aí, com a minha psicóloga, que diz que nossas vidas estão alinhavadas, mas não determinadas.
Já questionei diversas pessoas com respeito à questão da viagem ao tempo, e já obtive milhares de repostas, milhares também nem tanto, mas em todo caso aqui vão as duas que mais ouvi, obviamente, com variações: "a Nasa está escondendo a tecnologia de viagem ao tempo, mas ela já foi criada há muitos anos" e "a teoria de viagem no tempo é uma bobagem inventada pelo ser humano para criar a ilusão de que pode mudar os erros do passado, mas o que foi não volta mais". E agora? Minha mera opinião é a de que nada é impossível, e que, sim, a viagem ao tempo PODE existir, mas ela não vai ser manipulada por qualquer pangaré, não. Vou deixar minha resposta bem vaga, porque não quero ficar falando muita bobagem. Quero simplesmente imaginar o que os outros "eus" estão fazendo agora, e o que poderia mudar no meu passado caso tivesse a possibilidade de fazê-lo? E você, o que acha? Só sei que é um assunto que funde a cabeça e nos faz viajar, não pelo tempo, mas na maionese.
"O simples vôo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo (Teoria do Caos)"
Mencionada no filme Efeito Borboleta
Cidade pequena e modesta com um espaço de lazer de primeiro mundo
| Museu municipal de Caçador |
Fonte: Site do governo do estado. Outras fotos do parque também estão disponíveis abaixo ou no link.
Política literalmente suja
Sei que posso me comprometer com o que vou escrever aqui. Sei que um monte de gente vai me xingar, mas não posso ficar calada diante de tal infâmia que vi ontem. O caso é que, por volta das 10 horas da manhã, quando me dirigia à seção eleitoral, vi nas duas quadras em torno da Unisul, milhares e milhares de panfletos e santinhos espalhados pelas ruas, cobrindo e adentrando os bueiros. Não me conformo que isso aconteça. Tantas pessoas estão preocupadas e se esforçando de fato para minimizar a poluição das ruas e dos esgotos e em um dia, acontece uma bábarie dessas. Agora eu pergunto: as pessoas que espalharam esses papéis vão limpar as ruas? Vão tirá-los de dentro dos bueiros para evitar que fiquem entupidos? Duvido muito. Procurei minha candidata à Deputada Federal e, por sorte, não encontrei santinhos dela, porque se tivesse, sem dúvida, teria mudado de ideia na hora.
Fico feliz por saber que minha opinião tem apoio. Encontrei na net vários sites de pessoas que reclamam por essa sujeirada. Olha só.
E aqui também.
Fico feliz por saber que minha opinião tem apoio. Encontrei na net vários sites de pessoas que reclamam por essa sujeirada. Olha só.
E aqui também.
O valor da espera
Não é novidade para ninguém o fato de que, nos tempos atuais, quando tudo precisa obrigatoriamente ser feito de forma rápida, com prazos curtíssimos e ainda assim de modo que saia "perfeito", a paciência, em épocas passadas considerada a maior virtude do ser humano, passou a ser uma qualidade raríssima e para a qual se dá uma mínima importância. Já ouvi uma pessoa dizer que a arte de saber esperar é para preguiçosos e gente que tem tempo de sobra. Nem preciso comentar que essa mesma pessoa foi uma das mais grossas indelicadas que já conheci e que sua saúde era exorbitantemente precária.
Estou me referindo neste post sobre a paciência no sentido de esperar, mas lá no fundo, ela acaba se relacionando à paciência propriamente dita, a maneira delicada como tratamos nossos semelhantes, em especial nossa família. Eu tinha um sério problema com a paciência. Não éramos amigas muito próximas. Além de eu querer que as coisas acontecessem imediatamente, ainda tratava mal todas as pessoas íntimas, enfim, era bem frustrada e ignorante. Não que agora eu seja um monge tibetano, calminha, mas já melhorei bastante.
Daí, entrando de uma vez no assunto que quero tratar, deixo claro que não sou da opinião de que devemos esperar sentadinhos de braços cruzados que as coisas aconteçam em nossas vidas. Não é a isso que me refiro quando falo de esperar. A luta não deve ser protelada. O que devemos esperar com calma e paciência são os resultados dessa luta, entende?
Algumas semanas atrás, eu estava lendo um discurso da Conferência Geral que ocorre duas vezes por ano em nível mundial na minha Igreja. Um dos líderes que discursaram, Dieter F. Uchtdorf, contou que há cerca de cinquenta anos um professor universitário realizou um teste com algumas crianças de quatro anos para avaliar o nível de força de vontade e paciência. Deixou à disposição delas um doce e disse que podiam comê-lo imediatamente ou esperar 15 minutos e ganhar mais um. Deixou as crinças sozinhas e observou por aqueles espelhos falsos, sabe? O resultado: Algumas crianças não esperaram nem um minuto e cataram o doce na mesma hora; outras esperaram um tempinho, mas não resistiram; e 30% delas esperaram os quinze minutos sugeridos e ganharam os dois doces. Esse pesquisador acompanhou a vida dessas crianças e percebeu, depois de anos, que as crianças que não conseguiram esperar sofreram com problemas de comportamento. Já as que conseguiram tornaram-se mais positivas e mais bem sucedidas na escola, por exemplo.
Óbvio que o teste só foi uma avaliação, que refletiu a maneira como as crianças estavam crescendo. Sem correção quando pequenas, essas características que o pesquisador verificou só foram reforçadas ao longo dos anos.
Por isso a grande importância de desenvolvermos a paciência. E mais, a de trabalharmos para termos sucesso. Uchtdorf deixou uma mensagem incrível nesse discurso:
"(...) Aprendi que a paciência era muito mais do que simplesmente esperar que algo acontecesse. A paciência exigia que trabalhássemos ativamente em direção a metas, e não ficássemos desanimados quando os resultados não aparecessem imediatamente ou viessem sem esforço. (...) A paciência significa esperar ativamente e perseverar. Significa permanecer em algo e fazer todo o possível: trabalhar, esperar e exercer fé; suportar as dificuldades com coragem, mesmo que os desejos de nosso coração demorem a ser cumpridos. A paciência não é apenas suportar, mas suportar bem. (...) As promessas de Deus nem sempre são cumpridas tão rapidamente ou da maneira que esperamos. Elas podem vir de acordo com o tempo Dele e à maneira Dele. (...) Sei com certeza que as promessas do Senhor são, sem dúvida, cumpridas, embora talvez nem sempre com rapidez. E por fim: (...) Paciência significa perseverar com fé, sabendo que às vezes é na espera e não no recebimento que crescemos mais"
Pequenos gestos, grandes feitos
"É por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas" (Alma 37:6).
Escritura extraída do Livro de Mórmon
Escritura extraída do Livro de Mórmon
Ontem tive o privilégio de acompanhar um gesto que não ficou conhecido nas páginas dos jornais, e sem dúvida não vai ficar na história, por ter sido simples, mas grandioso. Sei que atitudes assim ocorrem diariamente em vários lugares, mas não ficam na boca do povo, não merecem a atenção de ninguém, por não ser nada extraordinário.Minha amiga Brenda encontrou um passarinho que estava tonto e prestes a ser atropelado. Ela o pegou nas mãos e o carregou por um longo trecho, até que o passarinho se sentiu seguro e bateu asas novamente. Pode parecer bobagem eu gastar um post inteiro falando sobre algo tão singelo, tão comum e tão costumeiro. Mas estou sentindo falta dessas coisas costumeiras receberem destaque. Estou cansada de assistir a um jornal e só presenciar morte, assassinato, corrupção, catástrofes. Gostaria muito que fatos positivos tomassem mais espaço, e creio que por menos incrível que seja salvar a vida de um passarinho, são repetidas atitudes dessa natureza que limpam nossa consciência, treinam positivamente nosso caráter e dão paz de espírito. Podemos salvar uma passarinho por dia, e quando um ser humano estiver precisando de nossa ajuda, estaremos treinados para prestar-lhe um auxílio e o faremos sem hesitar.
"E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mateus, 25:40).
Mudei... de novo!
Ainda não soube distinguir quais são os benefícios da mudança constante. Para alguns ela pode interessante, vantajosa, sinônimo de humildade, luta para o progresso. Para outros, ela é característica de alguém cuja indecisão prevalece, de mãos dadas com a desordem e a incoerência de objetivos e ideias. E para mim, você sabe o que a mudança significa? Ainda não sei bem, mas posso afirmar que sempre que mudo algo em mim, acabo definindo, ou quase, algum aspecto da minha vida outrora bagunçado.
Este blog é bom exemplo de como a mudança organiza um pouco a minha vida. Quando iniciei a contrução do meu blog, não tinha a mínima ideia do que escreveria, qual nome daria, como faria o layout. Dei um nome provisório e o layout ficou um pouco alinhavado. Escrevia sobre o que me desse na cabeça, até que, algum tempo depois, dei um outro nome e passei a escrever sobre Cinema e Literatura. Ficou claro para mim que jornalisticamente falando, essas são as duas áreas de que mais gosto. Com o objetivo de ganhar dinheiro, passei a divulgá-lo. Mas as visitas não eram suficientes para eu ser paga pelo Google. Encontrei outra maneira de ganhar dinheiro, por isso, fiz mais uma mudança no meu blog. Amo escrever sobre cinema e literatura, mas meu blog não se limitará mais a esses dois temas apenas. Isso porque, ao contrário do que era até algumas semanas atrás, agora ele será ainda menos formal, bem mais a minha cara.
Fiz uma entrevista recentemente para saber o que os leitores esperavam do blog. Um rapaz em especial disse, resumindo em miúdos, que gostaria de ler minha visão sobre cinema e literaura, "afinal é um blog com sua autoria", pontuou. Então, resolvi seguir seu conselho em partes, e também meu coração, por mais piegas que isso possa soar. Como eu sou a autora do blog, e não viso mais ao lucro e sim a uma maneira de externar minhas ideias, intenções e os assuntos que contornam meu mundo, vou escrever sobre o que mais me agrada como ser humano e profissional. Afinal de contas, meu objetivo principal não é mais ganhar leitores, mas sim escrever sobre meus assuntos preferidos e mostrá-los pra quem quiser saber.
Bem-Vindo mais uma vez!!
O consumidor sai sempre prejudicado
Estou abismada com a falta de compromisso das empresas de uns tempos pra cá. Não quero citar nomes por vários motivos, mas desde que nos mudamos para Tubarão, de mais de 20 serviços solicitados, apenas duas empresas agiram com responsabilidade, entregando os produtos com pontualidade. A última dor de cabeça ocorreu com a empresa de telefonia que pedimos. Quando o sistema era monopolizado, há mais ou menos cinco anos, eu acreditava que as coisas mudariam assim que outros concorrentes chegassem para assustar a principal empresa de telefonia que existia na época, mas hoje vejo que o problema é geral. Já tivemos três diferentes serviços de telefonia, e nenhum deles, até agora, mostrou-se 100% eficiente. Especialmente quando se trata de cumprir regras relacionadas ao atendimento ao consumidor.
Protagonistas de vários papéis
Olhei o escasso sol curitibano, às 6 horas da manhã na última sexta-feira, único horário em pega sol aqui em casa, e me deparei com um ímpeto pensamento que não parou de me seguir durante o dia todo. É estranho como tudo muda repentinamente na vida e sem mais nem menos, enfrentamos bruscas mudanças de estilo que nos transformam, de heróis a vilões; de mocinhos a bandidos; de vítimas a novamente heróis. Às vezes, devido à nossa inevitável imperfeição, somos obrigados a dar uma guinada no estilo de vida. Foi nesse momento, quando contemplei a beleza do sol, que decidi que desta vez, seria uma baita heroína.
A que ponto chegou a desinformação
Agora as emissoras Globo e Record gastam metade de seu tempo para difundir a desinformação com ataques uma contra a outra. E nós, meros telespectadores passivos, estamos no meio desse tiroteio sem fundamento. Queria expor minha opinião sobre esse episódio lamentável de infantilidade e orgulho de ambas as emissoras.
Síndrome da Babaquice Midiática
Tenho percebido que, de uns dez anos pra cá, a população brasileira vem sendo atacada com o que eu chamo de "síndrome da babaquice midiática". Vou explicar o que é isso: as pessoas estão se tornando tão passivas que mal percebem o quanto a mídia tem estimulado a decadência da consciência e a inversão de valores. Só para esclarecer, babaca é a mídia.
A vida não é só teoria
De vez em quando, é bom dar uma revisada na cachola e avaliar quais são os pontos fortes e fracos da personalidade. Ontem, decidi fazer essa avaliação, e o que percebi? Que não é nada fácil reconhecer as falhas, que a cabeça é uma máquina complicada de se controlar, e que os sentimentos negativos são fraquezas bem difíceis de se mudar.
Estudar, conhecer, exercitar a inteligência
Nós corremos atrás de um montão de coisas, do ônibus, de gente que às vezes acreditamos conhecer, de ofertas tentadoras, da pessoa amada que se decepcionou com nossa atitude estúpida, de dinheiro, de beleza, de status, enfim, de tudo o que queremos, precisamos ou que pode encher nosso ego. Em alguns momentos, corremos de algumas coisas, do cachorro do vizinho que pulou o muro, da chuva que vai nos molhar, andemos rápido ou não, daquele cidadão que insiste em pedir dinheiro emprestado.
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