Resenha Crítica de Filme: Vestida para Casar

Há estilos de filmes, que por mais que sejam pouco originais e bastante manjados, encantam, atraem e divertem o público. São filmes simples, mas adoráveis e inteligentes como Mensagem para Você, Letra e Música, Como Perder Um Homem em 10 Dias, Um amor para recordar, Um lugar chamado Notting Hill, e por aí vai. E o que dizer sobre aqueles que apesar de não serem tão aclamados pela crítica, nem concorrerem a grandes prêmios da Academia, se tornam ícones de sucesso cinematográfico? Não é muito difícil puxar pela memória para dar de exemplo alguns desses filmes. Harry Potter, Saga Crepúsculo, Matrix: nenhum deles sequer foi indicado ao Oscar ou a qualquer grande prêmio na categoria de melhor filme, mas há alguma mínima dúvida de que foram três das melhores histórias já criadas até hoje? Eu não tenho dúvida, assim como centenas de milhões de outras pessoas que concordam 100% comigo.
  
Por outro lado, há aqueles filmes que, apesar de terem uma história interessante e lembrarem outros filmes que deram o que falar, não saem muito das prateleiras das locadoras. Não tiveram muita publicidade, nem ganharam muitos fãs. São aqueles filmes, cuja arrecadação mal pagou o custo de produção. Menos difícil ainda é lembrar alguns títulos que entram nessa categoria de produções esquecidas, apesar de divertidas. Mas como a lista é grande, hoje vou me concentrar em só um deles.


Para muita gente, o casamento se tornou obsoleto. Coisa de gente cafona, ou resultado de um acidente "grávido". Mas para outras muitas pessoas, inclusive para mim, ele ainda é algo mágico e puro, a união entre duas pessoas que realmente se amam, que desejam juntas construir uma vida cheia de desafios, mas também de alegrias e conquistas. E gostei de uma produção em particular que apresentou o casamento dessa forma, na sua verdadeira natureza sagrada. Quem sabe por isso tenha feito pouco sucesso. Vestida para Casar é a história de uma mulher demasiadamente responsável e metódica, que se preocupa mais com os outros do que consigo mesma. É obcecada por casamentos, de modo que se torna a dama de honra de todas as suas amigas noivas, e praticamente a organizadora absoluta das cerimônias. A verdade por trás disso tudo é que Jane (Katherine Heigl) deseja mais do que tudo estar no lugar das suas amigas ao lado do homem que ama.

O filme não é nada extraordinário, mas é um dos meus preferidos por ser divertido, ter uma lição de moral bem inteligente, sem ser meloso, e principalmente por desmetificar toda aquela bobagem que vem sendo incutida na mente das pessoas, pela mídia em especial, de que casamento é antiquado e sinônimo de fracasso.

Minha nota: 9,0

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