Resenha Crítica de Filme: Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Não li o livro e demorei para escrever sobre o filme pela simples razão de que estava martelando como exporia minha opinião sem ser esculachada. Falo do meia-boca Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Assisti duas vezes ao filme, até pensei em ler o livro, mas ainda não tive coragem. Diferentemente dos afixionados pela moda, eu prefiro que a história me comova de algum jeito (ou que uma boa promoção apareça) antes de me envolver. Lembra o que falei do Harry Potter? Não era muito fã até que a poeira baixou, no breve período de dois anos entre o lançamento do quinto e do sexto filme. Pensei: "tudo bem, vou ver o que há de tão interessante nesse bando de bruxo". Comprei toda a série e "comi" os livros, compreendendo todo encantamento da história do Harry.


Ok, mas voltando ao Percy (filme). A história até é interessante, mas nada de extraordinário. Ainda assim, eu teria apreciado se não fosse o bando de atores arrogantes como protagonistas. Percy é semi-deus (fisicamente falando, o nome faz jus, porque ele é bem lindinho), filho de Poseidon, deus dos mares, e de mãe humana, mortal. Então, o menino é mortal com poderes e forças extraordinários. Acusado por Zeus, deus dos deuses, de ter roubado um raio, uma arma extremamente letal, o menino vai para uma área de proteção, onde vários jovens semideuses são treinados, mas, depois de perder sua mãe, ele não consegue ficar confinado e corre em busca dela, tendo na cola seu protetor de toda a vida, o sátiro Grover, que até então sempre fingiu ser um amigo com problemas nas pernas, e uma menina bem linda, por quem Percy teve uma queda assim que a viu.

Como já disse, o filme é divertidinho, mas não me deu nem um pingo de vontade de revê-lo. Nada de muita originalidade e os atores me pareceram bem arrogantes. Sei, com certeza, que os livros são melhores, ainda que não os tenha lido, por isso não tirarei o mérito todo do filme, porque posso mudar de ideia depois que conhecer as obras originais. Mas posso dizer que a primeira impressão não foi lá muito agradável. Achei o filme muito cheio de clichês. Os dois amigos e uma menina incrivelmente bonita. Um deles é o herói nato, inteligente, bonitão, líder e intocável. O outro é bobalhão, meio burrinho e mulherengo. Nesta última característica ele se salva porque os sátiros, segundo as lendas, tinham a tendência de estar sempre atrás de mulher. Mas o filme inteiro me trouxe flashes de outros, por causa desse excesso de clichês. Não vou contar detalhes de outros que notei para não estragar nenhuma surpresa do filme, embora ele já esteja obsoleto para uma crítica.

Minha Nota: 7,0

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