Resenha Crítica de Filme: Sete Vidas

Algumas obras, sejam literárias ou cinematográficas, não terminam para o público quando, respectivamente, as últimas palavras são lidas, ou os créditos começam a aparecer. Ao contrário, ficam martelando lições ou simplesmente fazendo-nos lembrar daquelas cenas magníficas que nos tiraram o fôlego e nos fizeram refletir tanto sobre o enredo, equiparando-se à nossa própria realidade muitas vezes. É essa a magia dos livros e dos filmes que me faz amá-los tanto. E quando uma história enfim acaba é como se um pedaço do corpo nos fosse arrancado.


Hoje quero citar o tão falado Sete Vidas, com o Will Smith, que me fez pensar bastante na vida. Não foi nada parecido com o que eu já tinha visto nos cinemas, mas tocou em assuntos bem comuns, entretanto, um tanto insignificantes para a sociedade. Lembrei-me de um amigo que disse uma vez que "se estivéssemos em perigo de nos afogar, não nos preocuparíamos com a água enquanto ela não batesse na bunda", ou seja, enquanto os problemas não nos afetam, eles têm pouca relevância. Foi o caso do Ben (Will Smith), que passou a reparar nos problemas das pessoas depois que um acidente causou sete mortes, incluindo o de sua esposa. Depois de recuperado fisicamente, resolveu tomar uma atitude para ajudar outras sete pessoas que estivessem passando por problemas. Ajudou-as de todas as maneiras que estavam ao seu alcance, dedicando-se ao máximo, em especial a uma mulher (Emily Posa) com sérios problemas cardíacos, de quem se aproximou mais do que esperava. O fim do filme foi um dos mais emocionantes e chocantes que já vi, e me trouxe uma pergunta à mente: quantos de nós, seres humanos, seríamos capazes de fazer isso? Meio vago? Quem assistiu ao filme vai entender.

Achei uma produção barata, mas muito bem feita, a história é magnífica, original, incomparável. O final do filme explica o porquê de ele não ser aconselhável para pessoas depressivas. Mas apesar de piegas, a lição nos dá um tapa na cara e nos faz pensar que a vida, os amigos, a família e cada bem de dispomos têm que ser valorizados sempre, e não só depois que uma tragédia nos obriga a perceber tal valor.

Minha nota: 9,0

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