Resenha Crítica de Filme: Shrek Para Sempre

São raras as exceções de sequências de filmes que sejam superiores ao primeiro. A grande maioria das produções que não acabam no início da história culminam com uma decadência impressionante nas continuações. O que dizer sobre a obra fantástica Matrix, que foi surpreendente no primeiro filme e nem tão boa assim nos dois últimos? Para não falar mal de verdade.

Mas hoje quero falar sobre o que o lendário Shrek representou para mim. Não posso deixar de mencionar que o Shrek deu um salto imenso para o sucesso dos filmes de animação. Foi um dos maiores sucessos do gênero, senão o maior. O primeiro filme foi impecável, perfeito na minha opinião. O segundo foi quase tão bom quanto o primeiro, mas perdeu a magia do primeiro encontro do público com os  personagens, ainda assim, merecia no mínimo um 9,0, mesmo com a chata da Fada Madrinha. O terceiro tem muita piada repetida e aquela adolescentada me tira do sério. Mas foi bem divertido. Só que eu daria um 7,0. Agora o quarto é uma história bem diferente. Minha Kaline, que é simplesmente louca pelo Shrek, pela Fiona e cia. limitada, adorou o desfecho da história do ogro mais querido do mundo, como se ela compreendesse a história e não meramente reconhecesse a fisionomia dos personagens.

Creio que quase todo mundo já conheça a história do Shrek Para Sempre. Meio cansadão de ter mudado o estilo de vida de solitário e dono de si, que amedronta todo mundo, para o pai de família, divertido e cheio de amigos em volta, Shrek resolve que quer sua antiga vida de volta por um dia apenas, só para sentir o gostinho. Encontra, então, um bruxo bem louco que proporciona isso para ele, com a condição de que Shrek dê um dia qualquer de sua vida para o mago. O ogrinho mais querido do mundo aceita, mas deixa que o bruxo, mago ou sei lá o que, escolha o dia que ele quiser. Ele escolhe o primeiro dia da vida de Shrek e a partir daí, as coisas viram uma baderna total na vida da família Shrek. Entendeu nada, né? Assiste que você entende. Explicar essa confusão toda é complicado mesmo.

Vou dizer que a história foi bem bolada, quem sabe até mais que a dos outros três, mas, claro, como regra, não chegou nem perto do primeiro filme, nem do segundo. Mas foi melhor que o terceiro. Bem diferente, bem criativo e bem mais sentimental. O último filme do Shrek mexeu muito com a emoção do público. Um amigo meu disse que o filme teve piadas muito repetidas. Francamente eu discordo. Apesar de emotivo, o filme me tirou boas risadas e dos outros espectadores do cinema também. Embora eu não tenha certeza se as risadas foram por causa do filme ou por causa da minha linda filha narrando "Oh, mãe, a Fiona tá cholando", "O Shrek caiu, mãe". Assistir ao lado da minha gatinha influenciou muito minha opinião sobre o filme. Não posso deixar de mencionar a graciosidade dos filhos do Shrek e da Fiona e a hilariedade em ver o Gato gordo.

Minha Nota: 8,0

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