Resenha Crítica de Filme: Entre Irmãos

Imagine um pai de família, forte, casado com um mulherão e conclamado dezenas de vezes a defender o país na guerra, sendo considerado, entre todos os soldados, o melhor deles. Qual é a imagem construída com base nessas características? Eu imaginaria um homem mais ou menos como Russel Crowe ou no mínimo um Gerard Butler. Mas não é a respeito de nenhum desses dois que quero falar. Porque quem encarnou o papel de homem serião, extremamente responsável e forte foi o miudinho e desajeitado, mas já acostumado com papéis heróicos, Tobey Maguire, no filme Entre Irmãos.


Não quis de modo algum desmerecer ou subestimar a capacidade de Tobey, porque apesar da dificuldade de desassociá-lo da personalidade taxada pela interpretação como Homem Aranha, o homenzinho, com rosto de menino, foi fantástico no papel de Sam Cahill, e não deixou em nenhum momento a desejar no seu papel de pai, marido e trabalhador sério.

No filme, Sam é apaixonado por sua esposa Grace, papel da graciosa Natalie Portmann, que compartilha esse amor com o marido e com quem tem um relacionamento sério desde a adolescência. Mas apesar de insistência da esposa para que Sam não aceite a solicitação de ir à guerra, ele vai como prova de seu "heroísmo" e amor ao trabalho. Na mesma época, o irmão problemático Tommy, interpretado por Jake Gyllenhaal, sai da cadeia e se aproxima da família. Logo que chega ao Afeganistão, Sam e outros soldados sofrem um acidente e são tidos como mortos. Percebendo o sofrimento de Grace e especialmente das filhas do casal, Tommy se aproxima, preenchendo o vazio deixado por Sam. Mas Sam foi encontrado com vida, e horrendamente torturado física e psicologicamente por soldados talibãs. Consegue ser libertado, mas quando volta para casa, todos da família percebem que ele não é mais o mesmo, e que apesar de ter tido sua vida poupada, dificilmente vai recuperar as sequelas deixadas pelo sofrimento pelo qual passou.

Um filme muito bem produzido e com ótimas atuações. Mas não tem nada de novidade. Aliás, ele é um tanto previsível. Bastante cheio de clichês. E muito triste, não é um filme a que se assista num momento de depressão. Gostei o suficiente para apreciá-lo, mas não para assistir mais do que uma vez.

Minha Nota: 7,0

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