Resenha Crítica de Filme: A proposta

Definitivamente, 2009 foi o ano de Sandra Bullock. Apesar de a coitadinha ter sido a vencedora do Framboesa de Ouro de 2010 em duas categorias pelo filme All About Steve (Maluca Paixão), e ter passado por toda aquela dor de cabeça com o ex-marido, a moça recebeu o Oscar e o Globo de Ouro pela primeira vez pelo já comentado aqui Um Sonho Possível, e recebeu outra indicação deste mesmo prêmio por outro bom filme estrelado por ela no ano passado, A Proposta. Ou seja, em um mesmo ano, ela interpretou dois dos seus papéis mais aclamados pela crítica.

A Proposta não é nada original. Um filme do estilo dos que Sandra é acostumada a fazer. Uma comédia romântica bem clichê, daqueles tipos de amor que nasce por acaso. O filme conta o episódio da vida de Margaret (Sandra Bullock), que é uma editora de livros bem sucedida profissionalmente, mas que, por algum motivo, que todo mundo sabe qual é, não se envolve emocionalmente. Fria, arrogante e autoritária, ela praticamente escraviza seus empregados, especialmente Andrew (Ryan Reynolds), seu assistente executivo, que se submete à chefe, porque tem esperança de conseguir um dia se tornar editor também. Mas toda a humilhação que Andrew sofre muda de cenário, quando a chefinha tem seu visto cassado e é obrigada a ser deportada para seu país de origem, o Canadá. Ela inventa uma história bem cabeluda, dizendo que ela e seu assistente se apaixonaram e vão se casar. Pego de surpresa, Andrew fica perplexo, mas depois acaba vendo grandes e oportunas vantagens na história inventada por Margaret. Agora, a história muda de figura e Andrew passa a ser o dono da festa.

Bastante previsível, como a maioria das comédias românticas, o filme me lembrou muito Como Perder um Homem em Dez Dias. Só que com uma diferença bem evidente. O filme de Kate Hudson teve bons elementos que levaram os dois personagens a se apaixonarem, afinal foram dez dias em que ambos se aproximaram, culminando com a visita dela aos pais do suposto namorado. Em A Proposta eu não consegui em momento algum identificar em que ponto os dois se encantaram um pelo outro. Em um dia, os dois se detestavam, três dias depois, na casa da família de Andrew, eles estavam se amando. Esquisito isso. Apesar de ter ficado evidente que Margaret era mais velha que Andrew, a atriz foi um pouco pintada como jovenzinha. A máscara de menina não cai do rosto de Sandra, mas agora as marcas da idade já estão aparecendo, creio que os papéis que ela interpreta deveriam combinar com a idade real da atriz. Apesar de alguns pontos falhos, o filme é muito divertido. Sandra, como sempre, faz muita graça sem forçar a barra. Graciosa como sempre. Ryan, desta vez, não deixou a desejar, ao contrário do seu papel em Apenas Amigos. E ficou demais a química entre os dois personagens. Não posso dizer que é uma das minhas comédias românticas preferidas, mas assisto de novo sem problema algum.

Minha nota: 7,0

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