Resenha Crítica de Filme: Um Sonho Possível

Eu já estava meio cansada de ficar deprimida toda vez que terminava de assistir a um filme, em especial depois do chá de baixo astral que tomei assistindo a Preciosa e Guerra ao Terror. Aliás, não só os filmes, mas a imprensa principalmente exagera apresentando a podridão da realidade. Como mergulho com tudo no enredo do filme, acabo tomando as dores e o lugar dos personagens. Por isso, uma sucessão de filmes demasiado deprimentes não me faz muito bem. Mas fui dormir tranquila e feliz da vida ontem. Era de um filme pra cima que eu precisava. Então decidi avaliar o papel da minha queridinha Sandra Bullock no filme Um Sonho Possível pelo qual, merecidamente, venceu o Oscar pela primeira vez como melhor atriz. E tenho que ser franca que o filme não foi nada mais do que eu esperava, o fato é que eu esperava muito dele, então, resumindo, o filme é incrível.

Sem muitos efeitos, sem muita originalidade, sem um elenco renomado, exceto por Sandra Bullock e Kathy Bates, o longa é bem simples, e baseado na história real do jogador de futebol americano Michael Oher, que cresceu no subúrbio em meio a brigas e assistiu à decadência da mãe que era viciada em crack. Conseguiu uma bolsa em uma escola cristã de ricos, mas ainda assim não tinha um lugar para morar nem a menor ideia de como alcançaria o nível disciplinar exigido pela nova escola. Até que uma mulher muito dominadora, determinada e com um coração extremamente bondoso enxergou o problema do garoto e decidiu ajudá-lo. Resultado: entre outras maravilhas que a família fez, em especial a mãe adotiva Leigh Anne Touhy (Sandra Bullock), por causa do incentivo recebido, o garoto se tornou um grande astro de futebol americano.

Com certeza valeu a indicação ao Oscar, apesar da simplicidade na produção. Além de retratar uma história maravilhosa, mostra que é possível pensarmos em outras pessoas, enquanto pensamos em nós mesmos. Que, embora às vezes não pareça, existem pessoas boas espalhadas por aí. E que a solidariedade não é uma obrigação, mas um ato que melhora a vida de quem ajuda e de quem é ajudado. Tive vontade e ânimo de ser uma pessoa melhor depois que o filme terminou. É desse tipo de história que a mídia deveria se aproveitar para estimular uma transformação positiva na sociedade. Embora tenha ficado muito claro o aumento expressivo da desigualdade social que reina no nosso mundinho medíocre.

O filme é maravilhoso. Só o nome em português que podia muito bem ter sido simplesmente traduzido, ficaria O Lado Cego. Um Sonho Possível não ficou muito bom.

Minha Nota: 8,0

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