Resenha Crítica de Filme: Idas e Vindas do Amor

Para muitos, um dia cheio de flores coloridas; para outros, o mais detestável do ano. E pra você, qual é o grau de importância do dia dos namorados? Aqui no Brasil, a data é comemorada em 12 de junho, mas a maioria dos países segue a tradição estadosunidense, que festeja a data romântica em 14 de fevereiro. Dia mais do que oportuno para lançar nos cinemas um filme que homenageia os apaixonados, e aqueles que, por algum motivo, não são muito chegados a trufas, cartazes em forma de coração ou músicas melosas. Idas e Vindas do Amor é o clichê romântico mais divertido do ano, sem dúvida. Clichê porque conta histórias de amor que todo mundo já está cansado de conhecer, ou seja, histórias para todos os espectadores compararem com as suas próprias. Mais divertido do ano porque agrada a todos os gostos. Se não tiver graça a solidão da solteirona, então podemos rir com a decepção dos apaixonados que descobrem podres dos seus amantes, se isso não for engraçado, pode ter graça a paixão "imortal" dos adolescentes, ou então a amizade colorida que nunca desenrola, e por aí vai. Porque a gente sabe que no fim, tudo dá certo, não é mesmo?

O filme é bacaninha, mas não vai ficar na história. De qualquer jeito, não cansa, principalmente por não ter uma única história, não sei se isso chega a ser uma vantagem. Ainda assim, as tiradas de humor deixam as duas horas de longa bem curtas. Por reunir dezenas de artistas, que vão de razoáveis (Patrick Dempsey) a excelentes (minha favorita do filme Anne Hathaway), o enredo pouco permite que o público se prenda aos personagens. Foi uma boa oportunidade de revelar alguns atores. Poucos já tinham ouvido falar em Emma Roberts, por exemplo, sobrinha da Julia Roberts. Eu mesma só tinha visto um filme bem meia boca com ela chamado Garota Mimada. Agora um bom destaque mesmo recebeu Ashton Kutcher (Efeito Borboleta, Recém-Casados), que nunca conseguiu ascender muito na carreira, embora seja bem cativante e tenha um humor nato naquele belo rosto. A partir daqui, é bem possível que o moço seja um pouco mais visível aos olhos de grandes produtores.

A despeito da crítica de alguns especialistas em cinema, tenho que ser honesta, deu-me vontade de ver o filme de novo. É um remédio pra aliviar as tensões, exceto a dos solitários.

Minha Nota: 7,0

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