Resenha Crítica de Filme: A Branca de Neve e o Caçador

É muito chato quando um ator se torna figurinha carimbada por determinada atuação, porque dessa forma, fica muito difícil deixar de associá-lo àquele personagem. Já falei de Daniel Hadcliffe, por exemplo, em sua atuação recente A Mulher de Preto e como foi esquisito não relacioná-lo com Harry Potter, embora um filme não tenha nada a ver com o outro. O mesmo aconteceu agora com Kristen Stewart e sua atuação em A Branca de Neve e o CaçadorE embora não tenha sido seu único papel além de Bella na Saga Crepúsculo, já que a filmografia da moça já está bem extensa, ainda assim, é um pouco difícil deixar de comparar sua atuação em outros filmes, e a sua interpretação, digamos, precária na Saga Crepúsculo. Mas tenho que admitir que a pressão em cima dela rendeu resultados bem positivos, pelo menos nesse filme.

O filme em si, claro, é uma adaptação da história infantil A Branca de Neve, mas como em todas as produções readaptadas, a história foge bastante da original. Esse especificamente, além de ter um enredo alterado, ainda traz bastante aventura, ação e um tanto de violência. A violência em si não é exatamente uma novidade nas histórias infantis. Porque, embora sejam infantis, todas elas têm fundos bastante brutais. Em todas elas, alguém tenta matar alguém de forma muito cruel por inveja, avareza, ódio. Só que, claro, amenas para que sejam adaptadas para crianças, e as histórias não se tornem amedrontadoras demais. A Branca de Neve e o Caçador não tem nada de ameno. Mas ainda assim, não é tão tenebroso quanto se imaginava.

Sinopse: A menina Branca de Neve (Kristen Stewart) fica durante anos trancafiada em uma torre depois que seu pai viúvo, o rei, apaixona-se por uma belíssima mulher, Ravenna (Charlize Theron), e resolve se casar com ela sem ao menos conhecê-la direito. Na noite de núpcias, a mulher mostra sua cara e mata o rei e muitas pessoas do reino, tornando-se a rainha cruel, e faz da pequena Branca de Neve sua prisioneira. Obcecada por sua beleza e juventude, a nova rainha consulta esporadicamente seu oráculo para saber se existe alguém mais bela que ela, até que um belo dia, mesmo que com seu poder Ravenna sugue a beleza e a juventude de muitas moças do reino, o oráculo lhe responde que sim, há uma mulher mais bela que ela, e seu nome é Branca de Neve. Se Ravenna conseguir o coração de Branca de Neve, ela se tornará tão poderosa que jamais ficará velha ou feia. Mas a princesa enclausurada consegue escapar da masmorra, mas a partir daí começa a enfrentar perigos mortais a cada passo. O caçador Eric (Chris Hemsworth) é convocado para capturar Branca de Neve, mas quando descobre que essa missão não lhe traria benefício algum, e ainda provocaria um terrível destino para o reino, decide ajudar Branca de Neve, ao invés de capturá-la, e passa a contar com a ajuda de outros personagens que também são revoltados com as maldades da rainha.

Crítica: Do início para frente, o filme prendeu totalmente minha atenção, porque além de muito bom, imaginei que ele seria imprevisível e cheio de aventuras instigantes. Mas depois de uma altura, pareceu-me que os produtores estavam querendo que o filme acabasse logo e não investiram mais tanto em conteúdo. Discordando da opinião da minha inspiração, Isabela Boscov, gostei demais da atuação da linda, maravilhosa e excelente atriz Charlize Theron no papel da rainha má. E, como mencionei anteriormente, Kristen também não foi ruim, embora algumas de suas expressões irritantes e apáticas de sempre estiveram presentes em algumas cenas. De um modo geral, a produção não foi espetacular, mas dá para o gasto. No entanto, pela riqueza de conteúdo, muito mais poderia ter sido explorado do filme. Vamos esperar ansiosos pela sequência, que está prevista para ser lançada em 2014.

Minha Nota: 7,0


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