Resenha Crítica de Filme: Encantada

Eu sinceramente não sei se nos últimos anos as pessoas estão com uma enorme necessidade de explorar seu lado infantil, ou se sempre foi assim e agora com a liberdade de expressão as pessoas têm mais coragem de ser transparentes. Ou ainda se os programas infantis hoje estão sendo mais para atingir todos os públicos. Sei lá! Pode ser também que seja tudo isso. Mas uma coisa que tenho notado é que muito adulto tem mostrado seu lado criança por intermédio de programas e filmes infantis. Vá às redes sociais e repare como tem gente hoje que não tem vergonha de dizer o quanto o Chaves foi marcante e o quanto é engraçado e não tem apelação. Eu sou uma delas. Amo o Chaves, porque na terceira geração, com um número limitadíssimo de episódios, suas piadas inocentes, sem apelação, continuam sendo engraçadas, divertidas. Uma lição para a maioria dos programas humorísticos de hoje.


Mas não foi sobre o Chaves que vim falar hoje, mas sim sobre uma produção que desbancou (um pouco) os clichês das história de contos de fada. Digo um pouco, porque Encantada tem muito dos contos de fada originais, como princesas, bruxas malvadas, um ou dois príncipes encantados, um mundo mágico, etc. Mas o enredo toma um rumo totalmente diferente do que estamos acostumados.

Giselle, interpretada lindamente por Amy Adams, vive em um mundo de desenhos, é uma linda princesa que conhece seu príncipe encantado Edward (James Marsden) e está prestes a se casar, quando é atirada em um poço profundo e vai parar em Nova Iorque. É óbvio que o que aconteceu não poderia ter sido mais louco, e desnorteada com o agito da cidade e por não saber como reagir, a jovem tenta voltar para casa, mas quando pensa que encontrou um pedacinho de seu mundo, é ajudada pelo lindo, desiludido, advogado e divorciado Robert (Patrick Dempsey) e sua filhinha.

O caso é que o mundo de fadas e o mundo real acabam se mesclando, e enquanto Giselle espera que seu príncipe venha lhe resgatar, a linda moça acaba se acostumando com o mundo perigoso, agitado onde foi parar, bem como as pessoas ao redor dela se encantam com seu otimismo, sua alegria e sua simpatia, inclusive Robert, que também estava comprometido. Aliás, fiquei com um pouco de pena da namoradinha de Robert, mas no fim achei ela bem sortuda... hehehehe...

Um filme bem agradável. É nesse tipo de produção que Hollywood aposta agora. Quem sabe para dar um pouco de esperança ao povo como Robert, que é desiludido da vida e pessimista ao extremo. Não sei, mas a mim ajudou. E Amy é um encanto de fato.

Trailer Dublado

Trailer Original em Inglês

Música That's How You Know

Música So Close

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