Resenha Crítica de Filme: A Rede Social

Quando fiquei sabendo que um livro e um filme sobre a história do Facebook haviam sido produzidos, pensei de cara que não poderia ser nada demais, senão uma história comercial e sem conteúdo. Quando soube que concorreria ao Globo de Ouro, e pior, que era o mais cotado a ganhá-lo e também a levar o Oscar, fiquei perplexa. Mais ainda fiquei quando de fato ele levou o Globo de Ouro. Daí fui "obrigada" a assistir ao filme, para ver o que os críticos tanto viram nessa produção, aparentemente tão simples. Depois que vi o resultado nas telas, minha mente vagueou e pensei que qualquer história, mas qualquer mesmo, pode se tornar um prato cheio e requintado nas mãos de pessoas que sabem trabalhar. Digo isso, porque A Rede Social é um conjunto de fatores cinematográficos tão bem feito, que na primeira cena, nem foi necessário um cenário para prender o público, somente a trilha de abertura bastou.


O filme conta o curto período de tempo em que o prodígio da informática Mark Zuckerberg, interpretado pelo jovem e brilhante ator Jesse Eisenberg, fica bilionário quando tem a ideia de criar Facebook, o mais famoso site de relacionamento. Mas o filme não se limita tanto assim, porque tudo começa quando sua namorada Erica (Rooney Mara) termina o namoro com ele, e desapontado, Mark decide hackear os computadores de Harvard, onde estuda, roubar as fotos das meninas da universidade e criar uma página que eleja a estudante mais bonita. Resultado: em quatro horas o site teve 22 mil acessos, e Mark foi levado a conselho da universidade por ter sido o responsável por derrubar a rede, invadir a privacidade alheia e publicar as fotos sem permissão. É claro que esse feito gerou notícia e dois colegas resolveram fazer uma parceria com Mark para criar um site de relacionamento. O filme de verdade começa aí, porque Mark aceita a proposta, mas o que faz depois é enrolar os irmãos, incrementar a ideia dos meninos e desenvolver O Facebook, nome de início, com a ajuda de seu amigo brasileiro Eduardo. Depois disso tudo, o filme apresenta o desenrolar de vários processos judiciais que Mark toma nas costas por ter passado a perna em um monte de gente. Mas também a trajetória que levou o jovem de 23 anos a se tornar o mais jovem bilionário da história.


Você deve estar imaginando que a sinopse não é assim tão atrativa quanto a fama que levou o filme a ficar tão célebre, apesar da singularidade da história. Não culpo você, afinal foi isso que pensei de início também. Entretanto, a produção acertou tão em cheio no elenco, nos cenários, nos diálogos, na edição e, especialmente, na trilha sonora, que a obra, simplória ou não, ficou extraordinária, memorável, maravilhosa. Jesse interpretou de forma tão perfeita o personagem, que não deixou a menor dúvida de que seu espaço está garantido em Hollywood. O filme não se limita a contar uma história, ele apresenta de forma magnífica a insanidade que existe por trás da mente de um nerd, desse em particular, que era o símbolo da inteligência impecável, mas ao mesmo tempo o fracasso para criar vínculos afetivos. Sempre imaginamos que alguém rico, famoso e inteligente não tem com o que se preocupar. O jovem lendário Mark Zuckerberg tem muito, mesmo com sua fortuna de mais de U$ 10 bilhões.

Minha Nota: 10,0


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