Resenha Crítica de Filme: Ilha do Medo


A adolescência é um período da vida um tanto complicado. Dã! Essa frase parece aqueles trocadilhos óbvios que a gente é acostumado a ouvir de gente que pensa que é filósofo. Mas em todo o caso, é um fato real que na fase da adolescência acontecem tantas transformações e de forma tão inusitada e repentina que quase todo mundo nessa fase fica confuso e começa a gostar de coisas sem o mínimo sentido para ele só para ser parte aceita na sociedade. Conheço um monte de gente que não suporta suspense, mas que na adolescência assistia só para mostrar a "força" a "coragem", a "resistência". Quem me conhece um pouco hoje sabe que eu sou hiper mega sensível a sangue, cenas de violência, mortes macabras e grotescas no cinema. Mas na adolescência, amava ver filmes do estilo de Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Sanguera pura, estilo totalmente oposto aos que me agradam atualmente. Posso dizer que suspense é o segundo gênero que menos me agrada, perdendo só para aquelas comédias forçadas.

Quem diria, então, que Ilha do Medo, com Leozinho DiCaprio, iria me agradar? Pois foi bem isso que aconteceu. O filme une suspense, investigação, e mostra que todo mundo pode viver num mundo, de certo modo, irreal.

Teddy Daniels (DiCaprio) é um agente federal que é mandado para um hospital psiquiátrico juntamente com um novo companheiro Chuck (Mark Ruffalo). O objetivo? Encontrar uma paciente misterosamente desaparecida. Mas um probleminha bem sério acontece durante sua investigação, além de ter alucinações com sua esposa falecida, Daniels descobre que existe um paciente a mais na clínica sobre quem não há registros, e as pessoas não gostam de falar. Mas ainda tem mais uma coisinha, em sua investigação, ele descobre que a vida desse paciente, o tal de Laeddis, e sua própria são muito próximas, e que sua ida a essa clínica não foi meramente um acaso.

Um dos melhores filmes de suspense que já vi. História fantástica. Não posso deixar de elogiar a atuação de DiCapario, que, de novo, mostrou que está no ramo certo. Adoro quando ele faz papéis em que precisa explorar o lado emocional dos personagens, porque é o momento em que ele mais mostra a qualidade de seu trabalho. Ruffalo é um ator fantástico também, embora eu não consiga desvencilhá-lo muito dos seus papéis em comédias românticas, ainda assim, na cara seriona de Chuck, ele não ficou para trás.

Minha Nota: 9,0

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