Resenha Crítica de Livro: Amores Incertos

Leitura é sempre leitura. Sempre se aprende alguma coisa. Uma palavra nova, uma expressão, um novo local ou uma simples e possível experiência de alguém. Apesar de pouco proveitosa, uma leitura quase sempre rende um cadinho de conhecimento. Digo quase sempre porque há leituras que não são concluídas, tamanha a chatice. O caso do livro Amores Incertos é um exemplo de leitura que serve somente para duas coisas: enriquecer um pouco o vocabulário e conhecer a cultura de outro país, já que a trama se desenrola tanto no Brasil quanto na Itália. Ah! Serve para mais uma: auxiliar os casais a serem mais espertos se quiserem manter seu casamento alheio ao mundo de solteirões safados, psicóticos e possessivos.

A protagonista Marina é aquela personagem do tipo beleza discreta, bem comum, porém, encantadora, com uma inteligência rara e que consegue ser mãe perfeita, profissional igualmente perfeita e uma esposa quase perfeita, não fosse um deslizezinho mínimo que comete durante uma viagem de estudos. Sim! Marina vai sozinha para a Itália e deixa o filho aos cuidados do marido. Durante a viagem, conhece um italiano bem sedutor e insistente, seu professor Luca. Uma coisa que fiquei de cara: uma pessoa que não quer ser adulada e trair, não dá chances para que isso aconteça. Ela simplesmente corta e deu. Marina ficou o tempo todo fazendo charminho, dando uma de difícil, mas não acho que cortou o cara de verdade. Parecia que ela estava totalmente satisfeita com as investidas dele, apesar de não ter traído de fato. Quando ela volta para o Brasil, começa uma relação como nunca com seu marido, Edu. Só que Luca ficou louco por ela, e numa bobeira acabou mandando um cartão para ela, que quem encontra, claro, é Edu, que fica louco de ciúme e abandona todo mundo.

Em paralelo a tudo isso, enquanto Marina está em viagem, Edu reencontra uma antiga paixão, a Liz, uma mulher bem sucedida profissionalmente, loira, linda e... louca. Sim, ela era obcecada por Edu quando eles namoraram e com o reencontro essa obsessão veio à tona de novo, apesar de ele não ter levado o caso adiante. O primeiro relacionamento entre Edu e Liz começou com uma viagem que ele fez à Itália, anos antes, e foi lá que ele a conheceu. Mas quando retornou ao Brasil se reencontrou com Marina, com quem também já havia namorado. E foi ela quem acabou vencendo a disputa quando ficou grávida, e Edu optou em ficar com ela. Agora uma falha do livro, que foi muito bem observada pela minha amiga Kellen Baesso em sua resenha. Uma mulher obcecada por alguém, tanto quanto Liz era por Edu, não deixaria essa obsessão do nada e só voltaria a tê-la depois de um reencontro casual, não é mesmo? Depois que Edu optou por Marina, Liz simplesmente sumiu de sua vida. Se ela era obcecada naquela época, continuaria sendo durante um bom tempo, antes de esquecer seu romance. Mas não podemos generalizar a situação, não é mesmo?

Tudo bem! O caso é que depois de anos, ela o reencontra, enquanto Marina estava na Itália, e passa e infernizá-lo. Depois disso, as coisas começam a virar uma salada de pieguice e melodrama. Vários acontecimentos entre o quadrângulo amoroso faz com que a vida e a família de Marina sejam arriscadas. Comentamos no Clube do Livro, quando esse título foi discutido, que parecia uma novela mexicana pura, bem daquelas Maria do Bairro e Usurpadora mesmo, cheia de tramas, rolos e dramalhões.

Minha Nota: 6,0

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