Resenha Crítica de Livro: Pequena Abelha

Comentei no post anterior que sábado tivemos mais uma reunião do Clube do Livro, a última do ano. E demos os pareceres a respeito do livro que lemos em novembro Pequena Abelha (Chris Cleave), sobre o qual está sendo produzido um filme, estrelado por Nicole Kidman. Na sinopse do livro, exposta na contra-capa, o autor e demais colaboradores pedem encarecidamente que a história não seja revelada antes que o livro seja lido, porque ela é especial demais. Por conta disso, eu não vou explorar demais os detalhes para respeitar essa espécie de "corrente" que o livro provocou. Mas alguns pequenos aspectos creio que não seja problema algum que eu revele.

Por exemplo, que o enredo se baseia na vida distinta de duas mulheres que se encontraram por acaso, e que por força de circunstâncias dramáticas, ocorridas em um dia, acabaram por fazer parte uma da vida da outra de forma tão familiar e íntima que acabaram mudando seus futuros para sempre. Também posso revelar que se trata de uma história que tematiza um problema social desconhecido ou por alguns quem sabe até conhecido, mas ignorado. E posso também descrever um pouquinho da personalidade das protagonistas. Abelhinha, menina em quem a história toda se baseia, é alheia ao mundo contemporâneo, porque viveu grande parte de sua vida em uma área isolada da Nigéria, a área em que a felicidade do povo se traduz principalmente nas brincadeiras ingênuas, parecidas com as que éramos acostumados a escutar de nossos avós, contato total com a natureza, isolamento total de televisão, livros e muito mais internet. Quem sabe um rádio velho, nada muito além. Sarah, ao contrário, jornalista de uma grande revista, classe alta, totalmente ligada a todas as modernidades possíveis. Mãe de um menino sapequinha de quatro anos, que jura ser o Batman, e insegura em quase todos os aspectos da vida. Não tem muito claro o que quer da vida, por isso toma decisões meio precipitadas. Mas tem um aspecto muito claro, é idealista, só que tão acostumada com o mundo que escolheu, não tem muita coragem de mudar seu estilo para encarar o que de fato gosta. Exceto por uma escolha rídicula que fez, Sarah tem praticamente todas as qualidade que eu gostaria de ter.

O livro é muito bom, bem escrito, empolgante e cativante. Só é triste demais, e um cadinho pesado e exposto, em vários aspectos. Mas creio que sejam características necessárias para a intenção do autor, que é chamar a atenção dos leitores para uma realidade tão distante de todos nós, mas que indiretamente nos afeta, sem percebermos ou até mesmo, como é o meu caso, sem sabermos.

Minha Nota: 8,0

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