Resenha Crítica de Filme: O Impossível

Já comentei aqui que sou fã de filmes catastróficos. Sinto um pouco de vergonha de assumir, já que vivo criticando produções que apelam para questões, digamos, instintivas para atrair o público. Sei lá, por que, mas as catástrofes me trazem um sentimento de esperança, além de claro, instigar minha curiosidade mórbida, o que faz parte na natureza do homem.

De qualquer forma, seja lá qual é a intenção real dos produtores quando lançam filmes catastróficos, a verdade é que a adrenalina sobe horrores nos momentos de tensão, quando o desastre começa a acontecer. Produções meia-boca, como 2012, por exemplo, tiveram como atrativo somente os efeitos, e um monte de cenas forçadas... ah! E umas tiradas de humor bem sem graça. Aliás, não entendo muito bem por que os produtores têm que enfiar piadinhas no meio dos filmes catastróficos, porque para mim, não cola. Só os efeitos e a emoção dariam conta do recado, sem dúvida. Outro exemplo bem claro de piadas sem noção está em Armaggedon. Não é o caso de Impacto Profundo, como já mencionei, ou Titanic, que oportunamente misturaram emoção ao enredo. Combina bem mais. Mas vamos ao filme de hoje, O Impossível.

Sinopse: o longa retrata a tristeza vivida por umas das família vítimas de uma das maiores catástrofes já ocorridas na história, o tsunami que atingiu a costa do sudeste asiático em 26 de dezembro de 2004 e matou mais de 220 mil pessoas em 14 países. No filme, o relato é de Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e seus três filhos Lucas, Thomas e Simon. Depois do desastre, enquanto Maria consegue encontrar o filho mais velho Lucas e com ele luta para sobreviver, separados deles estão Henry e seus dois filhos pequenos, que fazem todo o possível para encontrar Maria e Lucas.

Crítica: Quem não ficou comovido, não somente com esse tsunami em questão, mas com tantos outros recentes que tiraram números absurdamente grandes de vidas, entre eles o que ocorreu no Japão em 2011? São histórias que nos fazem parar para pensar em muitas coisas. E a julgar pela minha pobre sinopse, o filme pode parecer bem sem graça, mas não é. Além dos excelentes efeitos e da bela atuação do elenco, especialmente da Naomi, o que mais dá riqueza ao longa é a série de cenas emocionantes. Aí, aqueles que não gostam muito de cenas comoventes, e até piegas, podem contar com as cenas de ação que ocorrem mais no início do filme, mas que rendem tanta tensão que compensam por todo o resto. Eu fiquei atraída pelos dois fatores: ação e pieguice, achei a combinação bem mais atraente do que ação e humor. Claro que existem alguns pontos negativos (ou não), por exemplo e como muitos críticos apontaram, os clichês, tão comuns em filmes do gênero. Reencontros milagrosos, pessoas que sobreviveram a acidentes terríveis, esse tipo de coisa. Daí eu me pergunto: se a história é baseada na história real dessa família, será que não teve um cadinho de enfeite na maneira como eles conseguiram se salvar? Óbvio, né? É filme. É só baseado em fatos reais, não é o retrato fiel da vida da família. Então, nada de ficar dizendo: "ai, capaz que foi assim", ou "capaz que eles sobreviveriam". Vai saber se eles não foram um milagre em meio a esse desastre. De um modo geral, o filme é ótimo. Grande produção.

Minha Nota: 9,0

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