Resenha Crítica de Cinema: A Invenção de Hugo Cabret

Apesar de Martin Scorsese ser um dos grandes queridinhos de Hollywood, eu não sou assim tão fã desse diretor de mão cheia, à frente de 29 filmes. No entanto, há dois filmes dele que me conquistaram bastante, um deles A Ilha do Medo, está entre meus filmes de suspense favoritos, o que é um grande fato, se levar em consideração que eu não sou tão fã de suspense. Mas a produção bastante peculiar de Scorsese, e que rendeu 11 indicações ao Oscar de 2012 foi A Invenção de Hugo Cabret, uma mistura de drama, romance e aventura.

Sinopse: o longa narra a aventura do pequeno órfão Hugo Cabret, interpretado pelo lindo Asa Butterfield, e sua amiga Isabella (Chloë Grace Moretz), quando ambos tentam dar vida a um boneco mecânico. Depois de perder seu pai (Jude Law), Hugo foi morar com um tio atrás de um grande relógio de uma estação ferroviária. Era o pequeno que fazia funcionar esse relógio e, ao mesmo tempo, surrupiava peças de uma loja de conserto com o objetivo de fazer funcionar novamente um pequeno autômato que seu pai um dia encontrou. Vivendo às escondias, Hugo era obrigado a roubar também alimento, tomando cuidado para não ser descoberto pelo inspetor da estação, que certamente o mandaria a um orfanato. Um dia, o garoto é descoberto por George, dono da loja de suprimentos, que o flagra roubando e se apossa do pequeno caderno de Hugo, onde estavam anotadas quais eram as engrenagens necessárias e o projeto que poderia pôr em funcionamento o autômato.

Hugo fica desesperado, especialmente depois que George o faz acreditar que teria queimado o caderno. Mas em meio a essa pequena confusão, o menino conhece Isabella, sobrinha de George, com quem faz uma grande amizade. E é com ela que Hugo vai descobrir a magia do cinema primitivo, e uma forte ligação dessa bela arte com o durão George.

Crítica: todos os aspectos do longa evidenciam um esforço minucioso para deixá-lo impecável. Muitas produções são feitas com o intuito escancarado de ganhar o Oscar, e A invenção de Hugo Cabret notadamente faz parte dessa lista. Mas não pense que estou dizendo isso de forma pejorativa. Quando a produção de um filme se esforça para atender a uma série de exigências de Hollywood, a possibilidade de o resultado ser negativo cai absurdamente. E no caso desse longa, praticamente não há pontos negativos. Desde a escolha do elenco e sua linda atuação, até a trilha sonora e a fotografia foram feitos com tanto empenho e cuidado que só poderia ter resultado em uma grande obra, que não serve só para entreter, mas também para informar, encantar e ficar na história. Sim, informar, já que traz valiosas informações sobre os primórdios do cinema. Aliás, esse, quem sabe, foi o ponto alto do longa, já que durante o desenrolar da trama, quando Hugo e Isabella estão em fase de descobrir alguns mistérios que lhe apareceram, acabam se deparando com uma relação muito ínfima entre a história do cinema e George. Fascinante e simplesmente incrível. Amei!

Minha Nota: 10,0

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