Resenha Crítica de Livro: Mulherzinhas (Little Woman)

É muito estranho escutar por aí que o clássico da literatura antiga Mulherzinhas (Little Woman), de Louisa May Alcott, não agradou muita gente. É verdade que a adaptação para os cinemas, com o título Adoráveis Mulheres, foi superior à história contada nos livros, mas ainda assim, a leitura nos convida a uma época em que a vida para as mulheres não era exatamente um mar de lavandas (prefiro lavandas a rosas). E por sinal, o filme é maravilhoso, um dos meus preferidos, e acho que vou resenhá-lo na próxima semana.

Sinopse: A vida é dura para a sra. March e suas quatro filhas, que precisam enfrentar as dificuldades sozinhas, já que o patriarca da família foi enviado para a guerra. Mas ainda assim, Meg (Margareth), Jo (Josephine), Beth e Amy conseguem encontrar alegria nas coisas mais simples de que dispõem. Cada uma com uma personalidade diferente, cada uma com sonhos diferentes. Meg e Beth gostam da vida doméstica, e sentem prazer nas tarefas singelas do dia-a-dia. Jo e Amy são mais aventureiras, e querem enfrentar os preconceitos da sociedade, e explorar o mundo. Nesse contexto, em meio a problemas e, ao mesmo tempo, diversões que elas mesmas inventam, as quatro meninas crescem inteligentes e prontas para encontrar o belo destino de cada uma, que sua adorável mãe ajudou a construir.

Crítica: Esse primeiro livro mostra ser bem um preparativo para o segundo, Mulherzinhas Crescem, que embora eu ainda não tenha lido, certamente revela as aventuras das quatro irmãs já adultas, independentes e bem formadas. Mulherzinhas apresenta bem os personagens, suas características, e suas ambições. Mostra o encontro das meninas com Laurie, um vizinho rico, que se apaixona por Jo, mas que é considerado apenas um grande amigo por ela, e as algazarras que aprontaram juntos. Mas não vai muito além disso, já que é recheado de detalhes e excesso de atividades simples do cotidiano das meninas, por isso, quem sabe, não esteja caindo no gosto do público contemporâneo, que espera mais aventuras e mais concisão nos textos. Mas para a época em que o livro foi publicado, o enredo mostra muito bem as dificuldades das pessoas, especialmente das mulheres, que estavam muito longe ainda de ter liberdade de expressão e política. Apesar de o filme ser bem melhor que o livro, que além de uma salada de excelentes atores (Susan Sarandon, Winona Ryder, Claire Danes, Kirsten Dunst, Trini AlvaradoChristian Bale e Gabriel Byrne), apresenta a história da família Mach na totalidade, deixando o enredo mais sucinto e interessante, o livro ainda merece ser um clássico, e me agradou bastante na época em que o li.

Minha Nota: 8,0

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