A Vida de Cristo

Muitas pessoas têm ideias equivocadas a respeito do que Cristo representa na vida de um Santo dos Últimos Dias, ou melhor dizendo, de um mórmon. Algumas dessas ideias giram em torno de que os membros da Igreja não são cristãos, o que na verdade, é uma grande falta de informação. O Salvador Jesus Cristo é o alicerce dos membros da Igreja. Nada do que se aprende dentro dela isenta os ensinamentos de Cristo. Ele é o grande cabeça dessa religião, e nosso grande mestre.

Na verdade, Jesus Cristo é o ponto principal de todo o Plano de Salvação, realizado desde muito antes da Criação da Terra. Por isso, todos os profetas, desde Adão, sabiam da vinda de Jesus Cristo à Terra, Seu nascimento, Sua Expiação e Sua ressurreição. Por isso, os membros da Igreja seguem os ensinamentos de Jesus Cristo e procuram ser fiéis a Ele durante toda a vida.

Gosto muito da letra do hino da Igreja Creio em Cristo, que ilustra o sentimento de um verdadeiro santo dos últimos dias por tudo o que Ele é, fez e continua fazendo entre os mortais. A letra diz:

Creio em Cristo é Ele meu Rei,
Meu coração lhe ofertei
A minha voz hei de elevar
E em seu louvor assim cantar
Creio em Cristo o filho de Deus
Que entre os mortais
Mortal se fez
Curou enfermos, ensinou
Só boas obras praticou

Creio em Cristo ó nome que é luz
Da virgem mãe nasceu Jesus
Por nossas faltas expiou
E do pecado nos salvou
Creio em Cristo, herdeiro real
Da glória do Pai Celestial
Aos homens chama:
"Vinde a mim"
E os conduz ao céu enfim

Creio em Cristo, meu Rei, meu Senhor
Meus pés guiou com terno amor
Adorarei ao rei Jesus
A fonte da verdade e luz
Creio em Cristo, que me salvou
Das garras do mal
Me libertou
E assim feliz, eu viverei
Na eterna corte do meu Rei

Creio em Cristo, supremo ser
Por ele irei no céu viver
E neste vale da morte e dor
Eu sigo a voz do meu Pastor
Creio em Cristo, e não temerei
Por seu grande amor
Eu lá estarei
Quando ele à Terra regressar
E entre os homens governar.

Filho literal de Deus

Sobre os pais de Jesus Cristo, vou citar um trecho do manual Princípios do Evangelho que diz: "Jesus foi a única pessoa na Terra que nasceu de uma mãe mortal e de um pai imortal. Essa é a razão por que Ele é chamado de Filho Unigênito. Do Pai (Celestial), herdou poderes divinos. De Sua mãe, herdou a mortalidade, estando sujeito a fome, sede, fadiga, dor e morte. Ninguém poderia tirar Sua vida, a menos que Ele quisesse. Tinha o poder de entregá-la e de tomar o corpo de volta após a morte (ver João 10:17–18).

Sobre a vida de Jesus

Desde jovem, Jesus Cristo era obediente a Deus e a seus pais terrenos. Em Lucas 2:40, diz “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. Apesar de a Bíblia conter pouco da vida do Salvador enquanto Ele ainda era jovem, por alguns trechos, é possível perceber que sua sabedoria admirava até os doutores (ver Lucas 2:46-47). Desde pequeno, Ele cumpria os mandamentos de Seu Pai Celestial, para que pudesse cumprir Sua missão.

Aos 30 anos, começou Seu ministério terreno, por isso foi batizado por João Batista. Esse trecho das escrituras é um dos mais marcantes e esclarecedores. Afinal, Jesus Cristo viveu uma vida perfeita, e sabemos que o batismo é para a remissão dos pecados. Por isso, na Igreja não há batismo por crianças pequenas, porque elas não têm pecado. Mas se Jesus foi perfeito, por que então foi batizado? O próprio João lhe perguntou, porque sabia que Jesus não precisava de remissão dos pecados: "Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?" (Mateus 3:14). Mas Jesus deixou claro por que o batismo no seu caso era necessário: "Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça" (Mateus 3: 15). Ele veio à Terra para expiar por nós, mas veio também para nos deixar Seu exemplo perfeito de sabedoria, caridade e obediência.

Caridade é o puro amor de Cristo

Uma das grandes lições que Cristo nos deixou é o amor ao próximo. Mas o amor verdadeiro, e não aquele que se faz para esperar algo em troca. Ele cumpriu os dois grandes mandamentos: o primeiro amar a Deus com todo o coração, mente e força, e o segundo amar ao próximo como a nós mesmos (ver Mateus 22: 36-39).


O Salvador passou todo o ministério servindo as outras pessoas. Curando-as, ensinando-as, realizando milagres entre elas. Hoje, esses dois mandamentos continuam em vigor na Igreja. Os membros trabalham para servir a Deus e ajudar as outras pessoas, além de suprir suas próprias necessidades. Por isso, é voluntário todo o trabalho realizado dentro da Igreja para o Evangelho de Cristo. As pessoas não são pagas, elas fazem o trabalho por amor e por testemunho. E é maravilhoso servir dessa forma.

Jesus perdoou

Uma das coisas que me indignam profundamente na humanidade é o julgamento alheio. Não estou falando do julgamento judicial, tá? Embora estou triste com tamanha injustiça no nosso sistema de lei. Mas o que falo é de as pessoas julgarem as outras como se estivessem aptas a dizer que fulano e ciclano não prestam. Quem a maior lição que Cristo nos deixou foi que não devemos julgar. Ele, que foi perfeito e não cometeu pecados, perdoava e não criticava equivocadamente as pessoas. Quem somos nós, então, para apontar o dedo para os outros e jogar-lhes pedras? Ele perdoou até aqueles que pediram sua crucificação e não as condenou como muitos de nós estamos acostumados a fazer.

A Igreja verdadeira e a Expiação de Jesus Cristo

Jesus esperava que todas as pessoas conhecessem seu Evangelho, por isso, escolheu doze Apóstolos que levariam a verdade ensinada por Ele a toda a face da Terra. Esses doze apóstolos receberam a autoridade do Sacerdócio para poder agir em nome de Deus e para continuar levando as lições de Cristo às pessoas, poderem batizá-las, e realizar outras ordenanças do Evangelho. Depois que Cristo morreu, os apóstolos continuaram ministrando em nome de Cristo, mas as pessoas começaram a se corromper e mataram todos os apóstolos. Dessa forma, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo não permaneceu mais na Terra por um tempo.

Mas certamente o maior sacrifício que Jesus Cristo fez por nós enquanto estava na Terra foi o de expiar por nossos pecados e permitir que pudéssemos voltar à presença de Deus. Sua Expiação tornou possível que os homens fossem perdoados de todos os pecados, e voltassem a viver com Ele, com Deus e em família eternamente. A Expiação começou quando Jesus Cristo se dirigiu ao jardim do Getsêmani e lá tomou sobre si todas as dores, os pecados, as doenças e os sofrimentos da humanidade. Nesse momento, Seu sofrimento foi tamanho que Ele sangrou por todos os poros, e chegou a suplicar a Deus: "(...) se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" (Mateus 26:39).

Nós jamais conseguiremos entender quão grande foi seu sofrimento naquele momento. A Expiação foi consumada ainda no dia seguinte, quando Jesus teve que carregar sua própria cruz e ser pregado e erguido nela. Mas o momento de maior sofrimento certamente foi quando o Espírito de Deus se afastou de Jesus e, além de toda a dor física e espiritual que Ele sentia, também teve que sentir como é não ter amparo espiritual de Deus. Somente dessa forma, Jesus poderia sentir todas as dores e os sofrimentos da humanidade e suportá-los, para que pudesse ter a vitória sobre as forças do pecado e da morte.

Quando o Salvador soube que Seu sacrifício havia sido aceito pelo Pai, exclamou em voz alta: “Está consumado” (João 19:30). “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). Baixou a cabeça e voluntariamente entregou Seu espírito. O Salvador estava morto. Um violento terremoto sacudiu a terra. Alguns amigos levaram o corpo do Salvador para uma tumba, onde permaneceu até o terceiro dia. Durante esse tempo, Seu espírito foi organizar o trabalho missionário em favor de outros espíritos que precisavam receber Seu evangelho (ver I Pedro 3:18–20; D&C 138). No terceiro dia, que era domingo, Ele retornou ao corpo e o levantou de novo. Ele foi o primeiro a sobrepujar a morte. A profecia que dizia que “era necessário que ressuscitasse dentre os mortos” (João 20:9) cumprira-se. Logo após a Ressurreição, o Salvador apareceu aos nefitas e estabeleceu Sua Igreja nas Américas. Ensinou o povo e abençoou-os. Essa tocante narrativa encontra-se em 3 Néfi 11 a 28(Manual Princípios do Evangelho, p. 59).

Seu Sacrifício foi voluntário. Ele o fez porque nos ama, e ama Deus. Graças a Ele, hoje temos disponíveis todas as bênçãos da eternidade. E para recebê-las basta que nos acheguemos a Cristo, arrependemo-nos de nossos pecados, amemos a Ele, e façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para guardar Seus mandamentos.

Amo Jesus Cristo de todo o coração. E espero poder me juntar a Ele um dia ao lado de minha família. Sei que todos nós podemos. =)


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