Resenha Crítica de Filme: Amor à Segunda Vista

Não sei se já falei aqui, mas meu gênero favorito de filme é comédia romântica. Em parte por eu ser mulher e, naturalmente, incorporar o romance na minha personalidade. Em parte por esse tipo de produção contar uma história bem cotidiana, apesar de previsível, pouco original e nem muito real. Mas a maior parte é por ser um gênero que trata do assunto que mais encanta as mulheres de forma divertida e quase nunca deprimente, embora em algum momento da história geralmente haja uma desilusão, que em seguida é revertida em humor sentimental. Ainda assim, diferentemente dos romances melosos, o sentimentalismo apresentado nas comédias românticas é sempre agradável e quase nunca me faz derramar lágrimas de tristeza, só de emoção no momento em que os pombinhos finalmente ficam juntos.

Posso citar dezenas de comédias românticas que me encantam, mas somente uma ganha o título de produção mais engraçada: Amor à Segunda Vista, com minha queridinha Sandra Bullock e Hugh Grant. Nada de novo, só o encontro inusitado de duas almas gêmeas.

Lucy é uma advogada de mão quase cheia, formada em Harvard e super estimada na sua área de atuação. Só que, ao contrário da maioria dos advogados, que se formam para se tornarem ricos, Lucy sempre quis seguir os passos dos pais e trabalhar para o bem da comunidade e não está nem aí para luxos. Passou boa parte da vida protestando contra empresas que demoliam instituições comunitárias para erguer grandes edifícios corporativos. Um dia ela resolve dar de frente com George, um multimilionário, dono de uma grande corporação, e, detalhe, um mulherengo que contrata para cuidar dos problemas jurídicos da sua empresa apenas advogadas mulheres, bonitas e que caem nos galanteios do chefe. O problema é que elas nunca conseguem conciliar essas três características com inteligência e um diploma de peso, o mais importante para seu irmão e sócio exigente. Quando George encontra Lucy faz a pergunta chave: "onde você se formou?", ao que ela responde "em Harvard". Pronto! Estava feito. Ele faz um acordo com Lucy de que não demoliria o centro comunitário, que estava em seus planos, e motivo por que Lucy foi falar com George, se ela aceitasse trabalhar para ele. No entanto, George se torna dependente da opinião de Lucy para tudo, invadindo completamente sua vida. Exausta dessa situação, Lucy pede demissão, e depois de muita relutância, George aceita, mas pede para que Lucy entreviste advogadas substitutas em potencial. Quando Lucy encontra uma linda ruiva que se encaixa perfeitamente nesse perfil, e ainda por cima demonstra de cara que fica caída pelo chefe, que corresponde da mesma forma, Lucy passa a perceber que também tem certa dependência de George, e que começa a sentir algo que nunca havia sentido antes.

Como disse, o filme está cheio de tiradas engraçadas e naturais. É o tipo de comédia que nos tira da deprê, principalmente por mostrar que duas personalidades tão diferentes podem acabar dando tão certo. Se acontece ou não na vida real, não sei, mas aqui deu certo. Pena eu não ter achado o trailer legendado, mas já dá uma boa ideia da piada que é esse filme.

Minha Nota: 10,0

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