Liberdade de Escolha

Uma das maiores, ou quem sabe a maior dádiva que recebemos de Deus foi o privilégio de fazermos nossas escolhas livremente. Por isso, temos o poder de optar entre o bem e o mal, e jamais perderemos tal liberdade de agirmos por nós mesmos, de acordo com nossa vontade.

O livre arbítrio sempre existiu, mesmo na vida pré-mortal. Você já imaginou como seria terrível se simplesmente não pudéssemos escolher nossas decisões? Se alguém nos impusesse tudo o que deveríamos fazer e não tivéssemos nem mesmo a liberdade de negar? Nós teríamos somente um caminho a escolher. Seria muito triste, porque não teríamos o privilégio de aprender com nossos erros, nem com nossos acertos. Por isso, Deus sempre nos concedeu a liberdade de escolher, e jamais a tirará de nós.

"Se fôssemos forçados a escolher o bem, não nos seria possível demonstrar o que escolheríamos por nossa própria vontade. Além disso, somos mais felizes fazendo as coisas que decidimos fazer por nossa livre escolha. O livre-arbítrio talvez tenha sido um dos principais assuntos levantados no Conselho no Céu na pré-mortalidade. Foi uma das causas mais importantes do conflito entre os seguidores de Cristo e os seguidores de Satanás. Satanás disse: 'Eis-me aqui, envia-me; serei teu filho e redimirei a humanidade toda, de modo que nenhuma alma se perca; e sem dúvida eu o farei; portanto dá-me a tua honra' (...) Ao dizer isso, ele havia 'se rebelado contra [Deus] e procurado destruir o arbítrio do homem (...). Sua proposta foi rejeitada, e ele foi expulso dos céus com seus seguidores (ver D&C 29:36-37)" (Princípios do Evangelho, p. 17).

Para que conseguíssemos cumprir nosso plano na Terra, bem como viver uma vida de testes, o livre arbítrio é uma parte essencial do Plano de Salvação. Se não tivéssemos o livre arbítrio, seria impossível provar para Deus que obedeceríamos a seus mandamentos de coração. O livre arbítrio nos torna responsável por nossas ações. Gostaria de escrever literalmente um trecho desta lição que se encontra no manual Princípios do Evangelho:

"Quando fazemos a escolha de viver de acordo com o plano de Deus, fortalecemos nosso livre arbítrio. Escolhas certas aumentam nossa capacidade de fazer mais escolhas certas. Ao obedecermos a cada um dos mandamentos do Pai, aumentamos nossa sabedoria e firmeza de caráter. Nossa fé também aumenta. Achamos mais fácil fazer escolhas certas. Começamos a fazer escolhas como filhos espirituais da forma como fazíamos na presença do Pai Celestial. Nossas escolhas lá nos tornaram merecedores de vir à Terra. O Pai Celestial deseja que desenvolvamos nossa fé, nossa força, nosso conhecimento, nossa sabedoria e todas as outras coisas boas. Se guardarmos Seus mandamentos e fizermos escolhas certas, aprenderemos, teremos entendimento e nos tornaremos como Ele é" (p. 19).

Existe uma teoria de pessoas descrentes de que não somos livres por pertencermos a um grupo religioso, já que somos privados de determinadas coisas. Creio que essa seja um dos maiores equívocos já inventados pelo ser-humano. Primeiro, porque ninguém é obrigado por religião nenhuma a fazer nada. Tudo o que fazemos é por nossa livre escolha. Muitos usam a teoria da "lavagem cerebral", mas a minha opinião diz que ninguém vai a qualquer lugar onde possa haver a dita lavagem cerebral, sem o próprio consentimento. Ou seja, nós vamos, participamos, e seguimos as regras que quisermos. Ninguém jamais me forçou a ser mórmon. Eu sou porque eu quero, porque eu amo a Igreja, porque ela me tornou uma pessoa melhor do que a que eu era antes de ser batizada. Eu sigo os mandamentos que Deus me deu, porque tenho o desejo de ficar ao lado Dele, de ter uma vida semelhante à que Ele tem, e quero ter minha família para sempre comigo. Ninguém despejou um indutor de decisões em meu chá, ou enfiou uma arma na minha cabeça para que eu fosse batizada, fosse selada a meu marido no Templo, ou decidisse seguir o caminho que meu Salvador me indicou. Eu fiz tudo isso porque quis, porque, como qualquer outra pessoa, tenho o arbítrio de acreditar no que quiser, mas além disso tudo, tenho o desejo de herdar uma família eterna.

Para quem acredita ser aprisionador frequentar uma igreja ou ter uma religião, gostaria que elas me explicassem então o que significa ser viciado em bebida alcoólica, em uma macoinha ou em pornografia? Pergunto-me então se ser viciado em coisas que acabam com nossa saúde física e mental não é de longe mais aprisionador do que seguir leis religiosas, que nos indicam um bom caminho a seguir e nos edificam espiritualmente, já que em qualquer desses casos citados exercemos o livre arbítrio, mas quando se trata de vício fica muito mais difícil de se libertar?

Nos dois parágrafos anteriores, eu simplesmente expus minha opinião, ok? Não significa que sou a dona da verdade, nem que sou superior a ninguém por seguir Jesus Cristo. Eu simplesmente sou mais feliz, se comparar minha vida atual com a da época em que não tinha muito propósito, e não sabia nem por que tinha nascido. Antes eu não entendia por que a vida era tão complicada e por que tínhamos que tropeçar tanto para aprender, até que conheci a Igreja e minhas dúvidas em relação ao propósito da vida me foram respondidas. E tive mais interesse em crescer e força de vontade para enfrentar os desafios da vida. Com mais clareza, tive mais vontade de realizar meus sonhos porque descobri que depois do agora, existe um para sempre, que para ser bom, dependerá de quão proveitosa for minha vida aqui.

Entretanto, gostaria de reescrever um trecho do capítulo 4, do manual Princípios do Evangelho, que nos ajuda a entender por que somos muito mais presos a coisas ruins, quando escolhemos descumprir uma lei de Deus, do que quando decidimos fazer o que Ele sabe que é bom para nossa vida.

"Imagine ver um cartaz na praia, dizendo: 'Perigo - Redemoinho. Proibido nadar!'. Podemos achar que isso é uma restrição. Mas será? Ainda temos muitas escolhas. Somos livres para ir nadar em outro lugar. Somos livres para caminhar pela praia e apanhar conchas. Somos livres para ver o pôr-do-sol. Somos livres para voltar para casa. Somos livres também para ignorar o aviso e e nadar no local perigoso; mas, uma vez que tenhamos sido apanhados pelo redemoinho e levados para baixo, teremos bem poucas escolhas. Podemos tentar escapar ou pedir ajuda, mas também podemos nos afogar. Embora sejamos livres para escolher nosso curso de ação, não somos livres para escolher as consequências de nossas ações. As consequências, boas ou más, seguem-se como resultado natural de qualquer escolha que tenhamos feito" (p. 20).

Creio que esse trecho traduz o que quis dizer anteriormente ao afirmar que, embora como membros da Igreja tenhamos que seguir algumas leis eternas, somos mais livres do que quando decidimos quebrar essas leis. Quem já foi viciado em droga, em bebida ou em cigarro deve estar entendendo. Afinal, podemos escolher nem chegar a ficar viciado, negando a primeira pitada ou o primeiro gole, ou então, sofrer muito mais para sair do vício depois, correndo o risco de nem conseguir. Mais um exemplo apenas.

Mas finalizando a aula...

O arbítrio nos permite fazer escolhas, por isso, temos a cada dia, milhares de opções a nosso dispor. Algumas são boas, outras nem tanto. Essa é a grandeza do livre arbítrio, podermos aprender a discernir o bem do mal, escolhas boas, das ruins, as ruins das péssimas, e por aí vai. Por isso, a oposição também tem uma estrita relação com o arbítrio, afinal, como podemos saber que o doce é doce, se não tivermos o salgado, o azedo e o amargo para comparar? (ver 2 Néfi 2:11)

1. Lição completa de hoje (em pdf)
2. Manual Princípios do Evangelho
3. Site oficial da Igreja
4. Encontrar locais de adoração
5. Site oficial sobre as doutrinas do Evangelho

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