Nossa Família Celestial

No último fim de semana, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou os mórmons, foram enriquecidos espiritualmente com mais uma Conferência Geral Semestral, que ocorre duas vezes por ano. Nessa conferência escutamos discursos proferidos diretamente pelos grandes líderes da Igreja, que chamamos de autoridades gerais. São assuntos diversos, que nos ajudam a fazer boas escolhas para nossas vidas, tanto em âmbito espiritual, quanto familiar e material. Sempre saio edificada dessas conferências. E agora com a tecnologia avançada da qual dispomos, podemos assistir pela internet, sendo que as sessões da conferência ficam arquivadas no site da Igreja. Aproveite para assistir caso você tenha perdido a oportunidade.

Hoje, no entanto, gostaria de dar continuidade às nossas lições sobre o Evangelho de Jesus Cristo. Anteriormente, escrevi sobre a natureza de nosso Pai Celestial. Hoje vou abranger um pouco mais e escrever sobre nossa família celestial. Vou citar, para isso, alguns trechos do manual Princípios do Evangelho:

"Deus não é somente nosso Governante e Criador; é também nosso Pai Celestial. Todos os homens e as mulheres são literalmente filhos e filhas de Deus. (...) Todos os que já nasceram na Terra são nossos irmãos espirituais. Por sermos filhos espirituais de Deus, herdamos Dele o potencial para desenvolvermos Suas qualidades divinas. Por meio da Expiação de Jesus Cristo, podemo-nos tornar semelhantes a nosso Pai Celestial e receber uma plenitude de alegria".

Antes de nascermos aqui na Terra, portanto, vivíamos como uma grande família. E enquanto estávamos ao lado de nossa família celestial, éramos todos semelhantes. Lá já "tínhamos diferentes talentos e habilidades e fomos chamados para fazer coisas diferentes na Terra". Mas como seres espirituais ao lado do Pai Celestial, poderíamos progredir somente até certo ponto, por isso, nascemos nesta Terra, a fim de progredir. É semelhante ao que acontece quando crescemos e estamos prontos para deixar nossos pais para termos nossa própria vida. Nossos pais, a maioria pelo menos, sentem saudade, gostariam que nunca saíssemos de perto deles, mas sabem que precisamos viver por nossa conta e risco, administrar nossa vida para que saibamos andar pelo resto da vida com nossas próprias pernas. Claro que o amor do Pai Celestial é perfeito, de uma forma que não podemos nem imaginar, por isso, deu-nos condições para que conseguíssemos passar por esta vida e voltar a viver com Deus. Além disso, para que nos tornássemos pessoas divinamente perfeitas, precisávamos de um corpo de carne e ossos, para revestir nosso espírito. Todos morrerão, no entanto. E o que acontecerá a nosso corpo depois de perder o fôlego da vida? Em um dia, não muito distante, ele será reunido a nosso espírito novamente, no evento que chamamos de Ressurreição, mas ele será imortal e semelhante ao de Nosso Pai Celestial. Nossa vida mortal é uma prova que nos possibilitará viver como o Pai Celestial e ter os mesmos privilégios que Ele. Em outra postagem vou abrir um tópico sobre ressurreição.

O caso é que antes de virmos para a Terra, "O Pai Celestial convocou um Grande Conselho, a fim de apresentar Seu plano para o nosso progresso (...). Aprendemos que, caso seguíssemos esse plano, viríamos a ser como Ele. Receberíamos um corpo ressurreto; teríamos todos o poder no céu e na Terra; tornar-nos-íamos pais celestiais e teríamos filhos espirituais, assim como Ele" (pág.11). Ou seja, nós temos potencial de ser como Deus, já que somos Seus filhos, não simbólica, mas literalmente. Ele providenciou um lar para nós, que chamou de Terra, onde seríamos testados, sem jamais perder nosso livre arbítrio. Quando nascemos, um véu cobriu nossa memória e esquecemos nossa vida pré-mortal. Isso era necessário para que exercêssemos nosso livre arbítrio sem a influência de nossa vida anterior, de nossa convivência com o Pai Celestial. Se você estiver acompanhando o raciocínio, vai entender que é necessário agirmos pela fé, por isso deixamos para trás nossas lembranças da vida pré-mortal, para que andássemos pela fé, e não por nossas lembranças. Ou seja, obedeceríamos ao Pai Celestial com a fé, que é extremamente necessária para o nosso progresso. E mais para frente falarei especificamente sobre ela.

Nesse mesmo Grande Conselho, ficamos sabendo que o propósito de nosso progresso é ter alegria, apesar de todas as provações que naturalmente teríamos em nossa vida (doenças, dor, decepção, tristeza, morte), as quais seriam para o nosso bem, para o nosso crescimento espiritual. Essas provações nos ensinam atributos divinos, como persistência, paciência e caridade (ver pág. 11). Ainda aprendemos que "(...) devido a nossas fraquezas, todos nós, com exceção das criancinhas, pecaríamos (...). Soubemos que um Salvador nos seria enviado para que pudéssemos sobrepujar o pecado e a morte por meio da Ressurreição. Soubemos que, se tivéssemos fé Nele, obedecêssemos Sua palavra e seguíssemos Seu exemplo, seríamos exaltados e tonar-nos-íamos como nosso Pai Celestial. Receberíamos a plenitude da alegria" (pág. 12).


1. Lição completa de hoje (em pdf)
2. Manual Princípios do Evangelho
3. Site oficial da Igreja
4. Encontrar locais de adoração
5. Site oficial sobre as doutrinas do Evangelho


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