Resenha Crítica de Livro: Cabeça de Vento

Meg Cabot é conhecida no mundo literário por sua agilidade e criatividade em escrever histórias e lançar livros. São mais de 60 obras, incluindo grandes best-sellers, sendo que o mais famoso é a série O Diário da Princesa, que fez um grande sucesso também nos cinemas, com protagonização de Anne Hathaway. Mas estou falando o que todo mundo já sabe. Dizem que ela escreve como quem come, tão habitual que já é para essa crânio das palavras. Hoje, no entanto, vou falar de uma obra de Meg que não foi tão bem aceita quanto as outras dela no nosso Clube do Livro. Com a maioria das notas acima de 7,0, mas com algumas bem abaixo disso, o livro acabou ficando com média 6,75. Reprovado!

Cabeça de Vento conta a história de Em Watts (Em de Emerson), uma menina comum, sim, uma menina, impopular, nerd, que detesta moda, não se preocupa com a aparência, debocha das patricinhas e dos mauricinhos, a quem chama de mortos-vivos etc, etc e etc. Lembre-se de todos os clichês que você já leu na maioria dos livros juvenis, que abordam o tema aparência, e inclua quase todos nesse em questão. O caso é que Em tem uma irmã, que ao contrário dela, é viciada em moda, e está por dentro de tudo o que acontece no mundo da beleza. Ama grandes modelos e celebridades renomados da mídia. As irmãs passam parte do tempo criticando os gostos uma da outra, mas no fundo se amam. Em(erson) demonstra isso, quando, meio a contragosto, vai com a maninha à inauguração de uma mega loja na sua cidade, a Stark Megastore, onde a, então, modelo adolescente mais fashion e famosa do mundo está presente, pois é a garota propaganda da rede, juntamente com um monte de outras celebridades que descontrolam os fãs. Em contrapartida, alguns grupos contra o monopólio da Stark fazem protesto em defesa das pequenas lojas da região que certamente iriam falir com a abertura da grande loja. Ninguém, no entanto, imaginaria que um simples protesto poderia causar um desastre, muito menos envolvendo a modelo mais idolatrada do momento, e a menina que menos interessada estava nas atrações apresentadas no local. E que esse desastre mudaria a história da desengonçada Em para sempre, e ela se tornaria o tipo de pessoa que menos esperava um dia se tornar. E vai precisar de tempo, paciência e jogo de cintura para se acostumar com a nova vida, já que ela não tem escolha, nem como voltar atrás.

É o tipo de livro que lemos em dois dias, pois a leitura flui. Provavelmente pela superficialidade das palavras e da história. Mas ainda assim dá para o gasto. Não posso dizer que foi uma leitura que me marcou, mas também não foi aquela que desperdiçou meu tempo. Agregou um pouco e me divertiu. Por isso, recomendo. Mas, por ser de Meg Cabot, de quem conhecemos o potencial, com certeza deixou a desejar, pois não ficou nem de perto tão bem criativo e escrito quanto a maioria de suas obras.

Minha Nota: 7,0

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