Resenha Crítica de Filme: Amor por Contrato

Quero começar minha resenha hoje com um alerta: cuidado com o mercado capitalista, hein! Ele pode estar muito bem disfarçado. Mas esse disfarce pode ser minado se prestarmos muita atenção ou se você resolver assistir ao filme Amor por Contrato, que mostra claramente como o consumismo afeta a vida das pessoas.

Uma família linda e bem sucedida, os Jones, formado pelo casal e mais dois filhos, um casal de adolescentes, resolve se mudar para o bairro nobre de uma nova cidade, onde sua influência deixa de queixo caído qualquer um à sua volta. Além de serem ricos e terem uma casa extremamente luxuosa, cada membro chama a atenção do grupo específico de sua faixa etária e grupo social. A mãe é um exemplo de esposa, dona-de-casa e mulher, com seu corpo e rosto perfeitos, sua organização e seu sucesso familiar e profissional. O pai é um exemplo de marido e homem, também atraente, habilidoso nos esportes e com um baita carrão. A garota, uma patricinha linda, atraente, confiante e popular. E o menino é moderno, tem habilidades no vídeo-game e faz sucesso entre as garotas. É ou não uma família perfeita que provocaria inveja em qualquer um? Pois causar inveja era justamente a intenção dessa nobre família, que na verdade não era bem uma família, mas sim funcionários de uma empresa de marketing, cuja função era fazer com que sua vida se mostrasse tão atraente aos olhos alheios, que as pessoas consumissem os mesmos produtos para se tornarem parecidos, ou seja, eles queriam mesmo era vender, vender e vender. Mas essa vida pode ser, ao mesmo tempo, materialmente maravilhosa, já que eles tinham tudo do bom e do melhor que se possa imaginar, e emocionalmente cansativa e infeliz, para quem desejava realmente viver uma vida em família, e não usar uma "máscara" o tempo todo.

Esse filme mostra, com clareza, o mal que pode causar o consumismo excessivo, apesar de não notarmos quando o vivenciamos na realidade. Mostra também as possíveis consequências de o materialismo se sobrepor ao relacionamento afetivo. Sei que é clichê, mas as pessoas esquecem, muitas vezes, que é uma vida familiar bem sucedida que pode durar para sempre, e que aquilo que adquirimos para suprir nossas necessidades, digamos, carnais vão ficar bem longe de nosso caixãozinho e, principalmente, de nosso espírito quando deixarmos esta vida. Não estou dizendo, gente, que os bens materiais são dispensáveis. É claro que precisamos de dinheiro, e de uma vida materialmente confortável. No entanto, precisamos tomar cuidado para que nosso amor pelo que é perecível não seja superior ao que realmente ecoará pela eternidade.

Ah, esqueci de dizer que Demi Moore e David Duchovny estão maravilhosos e bem entrosados, além disso, o filme em si é incrivelmente bem bolado e mostra a realidade desse tipo de trabalho, que existe de fato, com humor e, ao mesmo tempo, drama de forma muito atraente e inteligente. O filme é o máximo!

Minha Nota: 9,0

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