Resenha Crítica de Filme: 127 Horas

Imagine-se em uma situação desesperadora em que você está impedido de sair do lugar, está longe de qualquer alma viva e, para piorar, você não avisou ninguém a respeito de seu paradeiro quando podia fazê-lo. É! Creio que poucas situações podem ser tão desesperadoras. Principalmente quando a morte, que parece ser a única saída disponível, demora dias e dias para chegar.

Foi exatamente por essa situação que passou Aron Ralston no filme 127 Horas. Aliás, não é bem apropriado dizer que foi um filme, já que se trata de uma história real. Então, vou começar de novo. Foi exatamente por essa situação que passou Aron Ralston em 2003, quando escalava os canyons, em Utah, e por um infeliz, mas muito infeliz azar, escorregou por uma, digamos, fenda e com ele uma rocha, que prendeu seu braço às paredes de forma inacreditavelmente violenta, e como poderíamos dizer, desgraçada. A partir desse segundo, o que começou foi a luta inútil pela liberdade, e depois pela sobrevivência, afinal, a rocha nem se movia. A única coisa a fazer era esperar um milagre, ou o pior, a morte, apesar de sua demora.

Aron cria estratégia para tentar sair do
pesadelo em que se meteu
Muitos não gostam de filmes baseados em fatos reais, e esse teria tudo para ser uma chatice, já que são 90, ou melhor, uns 70 minutos contando literalmente a história de um homem solitário, que não podia nem se mover direito. Mas o diretor, Danny Boyle, usou sequências de cenas incríveis para reproduzir o que se passava na mente de Aron durante os dias terríveis em que ficou sem poder fazer nada. E conseguiu mesclar adrenalina, drama e comédia, sim, por incrível que pareça, algumas cenas foram bem divertidas. James Franco ganhou os críticos com esse filme, porque sem dúvida foi o papel de sua vida. O mais incrível foi que Aron conseguiu gravar alguns vídeos, já que carregava câmeras para suas aventuras. Depois, vendo os vídeos originais, podemos analisar com mais clareza pelo que passou o aventureiro, até que chegou ao ápice do desespero e teve que escolher entre uma morte dolorosa e tortuosa, ou criar uma coragem sem limite, que lhe causaria uma dor delirante, mas que o levaria a, finalmente, conquistar a liberdade. O que mais posso dizer? Superou minhas expectativas, porque elas eram mínimas, apesar de tanta indicação ao Oscar.

Não há como não comentar sobre o próprio Aron, que, apesar da dor imensa que estava sentindo, ficou o tempo todo sóbrio, não entrou em pânico e fez bastante piadas. Eu não teria acreditado que uma pessoa seria tão corajosa, animosa e divertida se a história não fosse real. Por isso, tiro meu chapéu para Aron e também para o lindo James Franco, que fez uma interpretação magnífica.

Minha Nota: 9,0

Não consegui incorporar o trailer no texto, então estou colocando o link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=YriKOWCnTzs

Abaixo está o vídeo da Isabela Boscov sobre o filme


Abaixo está um vídeo original de Aron durante os dias em que ficou nas rochas

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