Isso aconteceu comigo ontem

Fiz uma dessas ontem e quase morri de vergonha...

Resenha Crítica de Filme: Encantada

Eu sinceramente não sei se nos últimos anos as pessoas estão com uma enorme necessidade de explorar seu lado infantil, ou se sempre foi assim e agora com a liberdade de expressão as pessoas têm mais coragem de ser transparentes. Ou ainda se os programas infantis hoje estão sendo mais para atingir todos os públicos. Sei lá! Pode ser também que seja tudo isso. Mas uma coisa que tenho notado é que muito adulto tem mostrado seu lado criança por intermédio de programas e filmes infantis. Vá às redes sociais e repare como tem gente hoje que não tem vergonha de dizer o quanto o Chaves foi marcante e o quanto é engraçado e não tem apelação. Eu sou uma delas. Amo o Chaves, porque na terceira geração, com um número limitadíssimo de episódios, suas piadas inocentes, sem apelação, continuam sendo engraçadas, divertidas. Uma lição para a maioria dos programas humorísticos de hoje.

Filme Brasil Doce Lar

O filme Brasil Doce Lar retrata o trecho da história de uma família mórmon natural de Utah, Estados Unidos, que morou no Brasil por muitos anos para proclamar o Evangelho no país. Hoje, todos da família falam português e adquiriram um amor sem igual pelo Brasil e pelo povo, sendo que quase todos seguiram a saga dos primeiros membros da família e também fizeram missão no país. Um filme incrível!

Brasil Doce Lar - Português from Brasil Doce Lar on Vimeo.

A rebeldia jornalística sob a visão crítica do ser humano

A imprensa perdeu credibilidade para parte do público, aquele mais culto, que tem mais senso crítico. O público passivo acredita piamente no que o jornal fala. Mas as pessoas que entendem que os apresentadores e os repórteres são imperfeitos, como qualquer um, sabem que somente versões da realidade estão sendo apresentadas diante de nós. Por isso, alguns casos de notícias com informações distorcidas, fizeram com que muita gente desacreditasse na imprensa. Levanto uma questão então: o ser humano crítico é mais extremista ou mais cauteloso?

Resenha Crítica de Livro: Anna e o Beijo Francês

Às vezes fico imaginando como será viver na França. Tanto se fala que duvido alguém que não queira conhecer todos os inúmeros pontos turísticos de lá e tudo o mais que essa cultura super sofisticada oferece. Mas existe algo a mais que supera todas as curiosas culturas e aventuras relacionadas à França: o romantismo da cidade mais linda do mundo, Paris. Não que eu tenha muito o que comprovar em relação ao ar de romantismo que Paris oferece, nem muitos conhecidos que possam falar a respeito, mas dos poucos que de fato já foram pra França, pelo menos 2/3 afirmam que Paris tem tudo para fazer com que os coraçõezinhos de qualquer um bata mais forte. E nem é necessário um cupido.

Playlist da Semana #2: Brian Adams

Muitos dizem que sou dramática. Eu gosto de me classificar como uma romântica, manteiga derretida. Nada mais prova isso do que minha paixão pelas músicas do Brian Adams. Um dos meus cantores estrangeiros preferidos. E é dele a Playlist da Semana #2. Entre no clima de romantismo e aproveite as músicas arcaicas do rei do drama romance.


Resenha Crítica de Filme: Um Olhar do Paraíso

Existem filmes de todos os gêneros que marcam a vida do público. Passam-se anos e eles continuam na mente dos expectadores. Alguns exemplos são Titanic, Ben Hur, Avatar, e vários outros que já se estamparam na nossa mente. Apesar de Um Olhar do Paraíso não ter agradado os críticos tanto quanto o esperado, sem dúvida entra na lista da categoria "filmes que mais chocaram". Embora não haja explicitamente cenas de violência, o diretor conseguiu mexer tanto com a imaginação do público, que a violência somente nas entrelinhas foi mais do que suficiente para deixar qualquer um arrepiado e de queixo caído.

Resenha Crítica de Livro: Cabeça de Vento

Meg Cabot é conhecida no mundo literário por sua agilidade e criatividade em escrever histórias e lançar livros. São mais de 60 obras, incluindo grandes best-sellers, sendo que o mais famoso é a série O Diário da Princesa, que fez um grande sucesso também nos cinemas, com protagonização de Anne Hathaway. Mas estou falando o que todo mundo já sabe. Dizem que ela escreve como quem come, tão habitual que já é para essa crânio das palavras. Hoje, no entanto, vou falar de uma obra de Meg que não foi tão bem aceita quanto as outras dela no nosso Clube do Livro. Com a maioria das notas acima de 7,0, mas com algumas bem abaixo disso, o livro acabou ficando com média 6,75. Reprovado!

Resenha Crítica de Filme: O Informante

Quando a verdade é inconveniente para um jornalismo mascarado

Existe uma relação extremamente tênue entre o jornalismo televisivo e o cinema. Ambos são partes fundamentais dos meios de comunicação de massa que informam e entretêm. Há, no entanto, alguns pontos relevantes que os distinguem. A diferença entre ambos está, principalmente, na maneira como chegam ao público. O jornalismo tem como característica informar e propagar os fatos da realidade, o cinema existe para entreter, como principal função. O que muitas pessoas não sabem, ou mesmo não param para pensar, é que jornalismo televisivo e cinema, não raramente, mesclam-se de forma tão discreta, que acabam um tomando o lugar do outro, ou cumprindo ambos os papéis. Por isso, sempre defendo que o público precisa tomar mais cuidado ao acreditar piamente nos fatos jornalísticos, especialmente no jornalismo televisivo, que é o de maior credibilidade do público; assim como, em alguns casos, levar mais a sério a mensagem por trás das cenas dos filmes.

Playlist da Semana #1: Roupa Nova

Para inaugurar minha nova coluna no blog, vamos acompanhar a primeira playlist que fiz de uma das melhores bandas nacionais, Roupa Nova.




Resenha Crítica de Livro: A menina que não sabia ler

O mundo literário está ficando cada vez mais rico e criativo, concorda? Isso é bom por vários motivos, primeiro, porque é sinal de que as pessoas estão dando mais valor à leitura, e, por conta disso, novos autores estão surgindo e nos abrilhantando com conhecimento e nos remetendo a um mundo completamente imaginário. Segundo, porque tanta concorrência obriga os escritores a serem mais criativos. Alguns não precisam de criatividade, pois já ganharam seu espaço e seus fãs, e por isso, muitas histórias acabam sendo bobinhas e sem muito conteúdo mesmo, mas outros, como John Harding, precisam botar a cabeça para funcionar a fim de ocupar seu espaço entre os grandes escritores. Mas tudo bem, porque quando a mente é brilhante de verdade, o trabalho funciona de uma forma magnífica.

Resenha Crítica de Filme: Amor por Contrato

Quero começar minha resenha hoje com um alerta: cuidado com o mercado capitalista, hein! Ele pode estar muito bem disfarçado. Mas esse disfarce pode ser minado se prestarmos muita atenção ou se você resolver assistir ao filme Amor por Contrato, que mostra claramente como o consumismo afeta a vida das pessoas.

Reportagens de Fábio Panunzzio, repórter da Band, sobre a Igreja

Com poucos equívocos, essa série de reportagens abaixo foi, provavelmente, a melhor já feita pela imprensa brasileira. Vale a pena conferir uma visão a respeito da Igreja sob a ótica de pessoas que não compartilham das mesmas crenças. Coloquei duas matérias de cada assunto, pois são com edições diferentes. Esse repórter é muito bom, viu!

Resenha Crítica de Livro: Como Se Livrar de um Vampiro Apaixonado

Uma vez li, em algum blog crítico, que existem leituras que não se aproveitam para nada. Discordo disso. Sou mais da opinião que, por mais idiota que possa ser um livro, a gente sempre acaba aprendendo alguma coisa, pois nossa mente exercita um pouco a imaginação, e ficamos um pouquinho, que seja, mais inteligentes. Além disso, nosso vocabulário sempre é acrescido quando lemos, mesmo que a obra seja uma joça. Mas, descartando minha mera e insignificante opinião, quero falar hoje a respeito de uma obra que se encaixaria perfeitamente nessa definição de leitura inútil.

Resenha Crítica de Livro: 3096 Dias

O mundo inteiro ficou ciente de um dos sequestros mais longos e chocantes já conhecidos. Estou falando do caso da menina que foi raptada aos dez anos e ficou em cativeiro por mais de oito, período em que foi submetida a quase todo tipo de violência física e psicológica. Natascha Kampusch estava saindo de casa em direção à escola em um dia normal, quando foi raptada por um desconhecido, em plena luz do dia, num trecho aparentemente seguro próximo de casa. Foi na época em que Natascha começara a ir sozinha à escola, pois tinha recebido a permissão da mãe, o que seria o símbolo de sua maturidade. Mas Natascha estava bem preocupada com tantos casos de sequestro, violência sexual e assassinato contra crianças de sua idade, aos quais assistia pela televisão, embora ela mesma nunca se visse enquadrada ao estilo de meninas selecionadas para serem sequestradas. Então, apesar de sua tranquilidade por não ser o tipo comumente escolhido dos sequestradores, estava com um pé atrás, afinal, nesse mundo doido, quem poderia se dizer 100% seguro, não é mesmo? Mesmo assim, aproveitou sua "liberdade" e foi feliz para a escola, naquele dia fatídico, e uma caminhada tranquila de quinze minutos, entre o lar e a escola, tornou-se o início de uma vida que ela jamais havia incluído nem imaginado em seus planos.

Resenha Crítica de Filme: 127 Horas

Imagine-se em uma situação desesperadora em que você está impedido de sair do lugar, está longe de qualquer alma viva e, para piorar, você não avisou ninguém a respeito de seu paradeiro quando podia fazê-lo. É! Creio que poucas situações podem ser tão desesperadoras. Principalmente quando a morte, que parece ser a única saída disponível, demora dias e dias para chegar.

O lar e a família: presentes sem preço e de valor inestimável

Apesar de o mundo afirmar o contrário, nada tem mais importância e nada proporciona maior alegria do que um lar cheio de amor e respeito. No verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, a família é o bem de maior valor que podemos receber, e do qual temos a chance de nunca nos separar. Na edição de agosto deste ano da revista A Liahona, uma compilação de vários discursos de nosso querido presidente Thomas S. Monson elucida pontos básicos de uma família bem sucedida e nos ensina como caminhar para alcançar o verdadeiro e puro amor no lar. Às vezes nos queixamos que nada vai bem em casa, que meu marido, minha mulher ou meus filhos não me dão o devido respeito. Pergunto então: o que você está tentando fazer para mudar esse conceito além de reclamar e exigir mudança alheia? O transformação começa em nós. Não podemos forçar que os outros façam ou sejam aquilo que desejamos. A única atitude que pode fazer a diferença é aquela que parte de nós e que pode influenciar positiva ou negativamente os outros.

Resenha Crítica de Filme: Rio

Não há como contestar que Carlos Saldanha é o diretor cinematográfico estrela de nosso país. Não só pelo incrível talento, mas também pelo sucesso que fez lá fora dirigindo os longas A Era do Gelo 2 e 3, com co-produção do primeiro filme da trilogia, além de outros menos conhecidos, como Robôs. Claro que ele aproveitou seu currículo magnífico e lutou para ficar pelos terrenos hollywoodianos mesmo, mas como um bom brasileiro, nunca abandonou completamente os ares da terra natal.

Resenha Crítica de Filme: Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte II

Os fãs de Harry Potter não poderiam ter ficado mais desolados agora que a série acabou de vez, não só nas páginas como também nas telonas. Ainda bem que podemos reviver a história quantas mil vezes quisermos, não é mesmo? Mas ainda assim, o grand finale abriu um baita buraco no peito de cada um dos fãs que acompanharam a história dos bruxos de Hogwarts desde o início, especialmente do menino mestiço que tinha como maior inimigo o mais temido bruxo do mundo da magia. De uma produção ousada, com atores leais e fieis a seus papeis do início ao fim, agora só sobrou os vídeos, os livros, a saudade e a expectativa por uma sequência que não virá mais.

Resenha Crítica de Livro: Água para Elefantes

Apesar de ter sido lançado em 2009, o drama literário Água para Elefantes, de Sara Gruen, está agora, dois anos depois, bombando entre os adolescentes, apesar de o conteúdo ser bastante adulto. O motivo, é claro, deve-se ao fato de Robert Pattinson ser o protagonista do roteiro adaptado para o cinema. De qualquer forma, a obra passa bem longe de ser uma mera historinha de jovens apaixonados. Está mais para uma lição, que ao mesmo tempo imprevisível, melancólica, envolvente e excitante, faz com que o leitor ora se sinta apaixonado pela vida, ora veja nela a pura injustiça do tempo.

Resenha Crítica de Filme: A Lenda dos Guardiões

A princípio, os mais fascinados deveriam ser as crianças. Mas a verdade é que A Lenda dos Guardiões tem cativado tanto os pequenos, quanto os adultos, devido à mescla do gênero animação, com cenas de ação extremamente intensas, até mesmo violentas em alguns momentos. A verdade é que há muitos anos, as animações computadorizadas não se limitam a agradar as crianças, mas já se tornaram opção mais do que aprovada pelos adultos. A Lenda dos Guardiões foi o exemplo mais típico de que a habilidade em usar efeitos gráficos pelo computador para gerar efeitos visuais magníficos está conquistando cada vez mais pessoas, sejam elas adultas, crianças, velhos ou adolescentes. Especialmente quando a história deixa a desejar e a produção precisar ganhar adeptos de outras formas.

Qual é o papel da mulher da Igreja de Jesus Cristo

Estou apresentando um programa na Rádio Bandeirantes AM aqui de Tubarão todas as terças-feiras das 20 às 22 horas. Para quem preferir ou não puder escutar o programa no rádio, ele pode ser acompanhado pelo site http://www.bandeirantes1090.com.br/ ao vivo. No programa, o Fabiano, o Val e eu discutimos temas pertinentes ao Evangelho de Jesus Cristo. Minha participação específica é sobre a participação das mulheres na Igreja, na sociedade e especialmente no lar. Abaixo está o assunto que tratei na última terça-feira.

Resenha Crítica de Filme: À Prova de Fogo

Hoje não pretendo falar de nenhuma produção grandiosa perante os críticos, ou que tenha concorrido ao Oscar, ou ainda que tenha movimentado milhões e milhões de dólares, ou tenha efeitos especiais extraordinários e um elenco famosíssimo. Pretendo atingir desta vez não aqueles que amam estar por dentro do mundo cinematográfico, mas aqueles que assistem a um filme e desejam que a história inspire algo positivo em suas vidas, por menos aclamado que ele seja.


Meu pai no Globo Rural

Oi, meu povo amado. Gostaria de estufar o peito e fazer propaganda da matéria sobre um trabalho do pai, seu Frederico Denardi, que saiu no Globo Rural ontem de manhã. Êta, orgulho da filhota!

Olha o link


Abaixo está a matéria que passou na RBS TV. Bem mais completa...


Beijos

Resenha Crítica de Filme: A Rede Social

Quando fiquei sabendo que um livro e um filme sobre a história do Facebook haviam sido produzidos, pensei de cara que não poderia ser nada demais, senão uma história comercial e sem conteúdo. Quando soube que concorreria ao Globo de Ouro, e pior, que era o mais cotado a ganhá-lo e também a levar o Oscar, fiquei perplexa. Mais ainda fiquei quando de fato ele levou o Globo de Ouro. Daí fui "obrigada" a assistir ao filme, para ver o que os críticos tanto viram nessa produção, aparentemente tão simples. Depois que vi o resultado nas telas, minha mente vagueou e pensei que qualquer história, mas qualquer mesmo, pode se tornar um prato cheio e requintado nas mãos de pessoas que sabem trabalhar. Digo isso, porque A Rede Social é um conjunto de fatores cinematográficos tão bem feito, que na primeira cena, nem foi necessário um cenário para prender o público, somente a trilha de abertura bastou.

Salve Salve

Tenho novidades! Depois vou colocar à disposição minha crítica do maravilhoso filme A Rede Social, que me encantou. Mas agora gostaria de falar um pouco sobre algumas mudanças que estão ocorrendo comigo. Vocês viram que mudei o layout do blog? Pois há uma razão para isso. Aliás, existem várias razões. Mas a principal é que também mudei meu estilo pessoal, e nada mais normal do que transferir essa mudança para todas as coisas importantes da minha vida.

21 é o número

Em menos de um mês ouvi de duas pessoas um mesmo princípio, até então, desconhecido para mim: o fato de que tudo o que fazemos durante 21 dias seguidos se torna hábito, já que nosso inconsciente se acostuma com a repetição. Perguntava-me constantemente por que temos hábitos dos quais não abrimos mão, como simplesmente almoçar e dormir todos os dias no mesmo horário, e outros são tão difíceis, como estudar ou realizar determinadas tarefas seguindo um cronograma diário.  Fiquei curiosa e fui atrás de respostas concretas. Achei alguns links interessantes que falam sobre o assunto. Num deles diz o seguinte:

Resenha Crítica de Filme: O Discurso do Rei

No último domingo, os cinéfilos de plantão foram prestigiados por mais uma entrega do prêmio mais importante do mundo do cinema, o Oscar, que já está no seu 83º ano. Achei muito interessante a reviravolta que ocorreu entre a premiação do Globo de Ouro e a última cerimônia do Oscar, porque até um dia após a entrega do Globo de Ouro, o grande favorito a liderar o recebimento das estatuetas era o filme A Rede Social, e ao longo do mês de fevereiro, críticos de todo o mundo passaram a apostar no filme O Discurso de Rei, que cresceu consideravelmente no conceito popular e recebeu previsivelmente o prêmio pelas quatro principais categorias, filme, diretor, ator e roteiro original.

Resenha Crítica de Filme: A Origem

Até algum tempo atrás eu me perguntava se era possível que ainda fosse criado um filme com um roteiro totalmente original e instigante, um elenco coletivamente impecável, e efeitos especiais perfeitamente elaborados. Sempre imaginava que tais qualidades em um filme não fossem mais possíveis, já que o cinema, pensava eu, já extrapolara todos os limites da criatividade. Aí me deparo com uma produção maravilhosamente bem feita, sem nenhum defeito aparente, e que faz os limites da imaginação ainda serem ultrapassados, dando vazão a mais novidades, e dando a certeza de que para a mente humana nada é impossível, e nunca haverá um ponto final para a criação.

Resenha Crítica de Filme: Cisne Negro

Muito mais suspense do que drama, embora com mesclas de ambos os gêneros, o filme Cisne Negro tem como foco apresentar os conflitos internos inerentes a muitos seres humanos que não se contentam com nada menos do que a “perfeição”. E mostra, sem censura, o resultado da pressão em excesso que, não raras vezes, pode provocar no ser humano, um desequilíbrio psíquico fatal.

Resenha Crítica de Filme: Os vampiros que se mordam

Como presumir que um filme é feito com intenções puramente comerciais? Cito três fatores bem claros: quando ele não tem nenhuma moral, quando as piadas, no caso das comédias, são forçadas, apelativas e sem graça, e quando os produtores usam um sucesso do momento e fazem uma paródia tosca para atrair os fãs desse sucesso. Alguns filmes capitalistas têm só uma ou duas dessas características, outros têm características que eu nem citei, e há aqueles filmes que são o extremo, têm todos esses fatores negativos que citei acima e muitos outros que nem se pode listar. Quer um exemplo? A sátira a Crepúsculo, intitulado Os Vampiros que se Mordam, lançado ano passado.


Já devo ter falado mais de uma vez aqui que detesto comédias forçadas, tais como essas sátiras de filmes de sucesso. O exemplo mais clássico para mim é Todo Mundo em Pânico, que se tornou o ícone de comédias podres em minha opinião. Daí, recentemente, tive a má sorte de assistir ao filme que tenta tirar proveito da saga Crepúsculo e apresenta um enredo totalmente vulgar e desagradável. Nem vou perder meu tempo descrevendo a sinopse desse filme, porque é basicamente a mesma história de Crepúsculo e Lua Nova, mas, claro, com o humor grotesco que deve haver nos filmes sarcásticos. Becca, a protagonista, tem expressões ridículas, forçadas e me fez perder a paciência no mínimo dez vezes. Edward até interpretou um pouco melhor, pelo menos não perdeu tanto o foco do personagem a quem ironiza. E os coadjuvantes, por favor, um pior que o outro. Expressões totalmente artificiais. Além disso, para não fugir da regra dos besteiróis, o filme é totalmente apelativo. Definitivamente, é um péssimo filme, e com certeza, não é uma boa opção de filme para eu avaliar, já que detesto besteirol.


Minha Nota: 1,0

Resenha Crítica de Filme: Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família

Uma baita fria de fato

Comédia para ser comédia de verdade precisa de um fator essencial: criatividade. Falo isso porque atualmente há zilhões de filmes taxados de comédias, mas que na verdade são nada mais que pura apelação e sem a mínima graça. Há extremos de apelação que acabam com o filme. É o caso, por exemplo, na minha mera opinião, de Todo Mundo em Pânico. Mas não é dele que pretendo falar hoje. E sim sobre Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família.


O terceiro filme da série continua a história de Greg Focker (Ben Stiller), em português Gaylord Pinto se não me engano, que agora já se casou com sua amada Pam e enfrentou a carranca impenetrável de seu sogro (Robert de Niro), o pior parente que possa se imaginar. Agora, com uma vida sólida e bem sucedida ao lado da esposa e dos dois filhos gêmeos, Greg enfrenta outros desafios, o de manter seu casamento tão aceso quanto no início. Com o radar quase infalível do sogro e as investidas insistentes de uma colega de trabalho bem sensual (Jessica Alba), Greg vai ter que provar que ama sua esposa acima de tudo e que nada o fará desistir da vida que escolheu.

O filme de estreia Entrando numa Fria passou raspando por minha avaliação, porque, apesar de exagerado, teve cenas bem divertidas. O segundo filme foi clara e puramente comercial. Pura apelação, com linguagem obscena o tempo todo. Uma chatice! Nada diferente deste terceiro, que apelou o tempo todo para a vulgaridade. Por isso digo: uma comédia para ser comédia de verdade precisa de criatividade, precisa de pessoas que planejem perfeitamente a diversão sem que tenham que apelar para a sexualidade, fator que só compromete a qualidade dos filmes. Não sou assim aquela fã de Jessica Alba, mas não posso negar que a menina é uma ótima atriz, e que sua participação nesse filme tirou pontos de seu currículo. Falo o mesmo de Dustin Hoffman e Laura Dern, embora suas participações tenham sido relativamente pequenas.

Minha Nota: 5,0

Resenha Crítica de Livro: A Bruxa de Portobello

Sempre ouvi falar de Paulo Coelho como sendo um grande escritor. Li pela primeira vez uma de suas obras ainda na infância. Como não tinha muita opinião própria e me baseava significativamente pela influência alheia, achei O Diário de um Mago um bom livro e merecedor de todo o sucesso. Bom, eu tinha 9 anos e na verdade não tinha achado nada, porque meu nível de entendimento se limitava às historinhas da Turma da Mônica. Mas você já imaginou o status de quem lê Paulo Coelho com 9 anos?

Retomei as leituras do Paulo Coelho há mais ou menos um ano. Sempre intercalo uma leitura pela qual eu realmente esteja interessada com algum livro do autor em questão. Desta vez o escolhido foi o relativamente novo A Bruxa de Portobello (2006). Já comentei aqui a respeito do único livro do autor que me deixou profundamente satisfeita. Ainda está na lista Onze Minutos, que me parece agradável, mas ainda não pude ler. Em relação ao livro da bruxa, tenho péssimos pontos de vista.


Sherine, ou Athena, apelido pelo qual prefere ser chamada, é uma menina adotada por uma família libanesa, que depois de sofrer problemas políticos, resolve se mudar para Londres. A menina, sempre estudiosa e que cresceu em um ambiente de educação impecável, é toda misteriosa, e logo aos 20 anos, casa-se e tem um filho, porque acreditava que a missão de sua vida era ter um bebê. Mas seu casamento, que começou por motivos precipitados, acaba muito cedo. Obviamente que Sherine teve que lutar sozinha e se acostumar com uma vida de labuta com a qual anteriormente não estava habituada. Ao longo de suas conquistas e curiosidades sobre o mundo, Sherine descobre o misticismo e mergulha fundo nessa realidade. Até aí, tudo bem. O problema é que a mulher se empolga demais com seus "poderes" sobrenaturais e em pouco tempo um monte de gente fica sabendo, inclusive pastores cristãos, que se enfurecem com a novidade.


A linguagem do livro até que me prendeu a atenção, com algumas exceções, o final do livro, por exemplo. Tive que lê-lo duas vezes para compreender bem. Mas de um modo geral, a leitura é fácil mesmo, uma das características que fizeram os livros de Paulo terem estourado em todo o mundo. Só que, tirando a leitura fácil, o livro é muito enrolado, com poucos picos de emoção e muito blá blá blá até chegar ao final, nada empolgante também e bem fora da realidade. Sherine é uma personagem bem arrogante, embora o autor tenha tentado ascendê-la a uma escala de boa mocinha e sábia. Quero fazer uma crítica específica sobre uma fraqueza de muitos religiosos: a necessidade de ganhar fieis à base da crítica destrutiva a outras crenças. No livro, por exemplo, Sherine é perseguida por fieis cristãos, o que aparentemente demonstra serem estes os preconceituosos, concordo em partes. Mas em vários momentos no livro, a suposta bruxa insinua que os "ignorantes" são aqueles que seguem uma religião cujo ponto principal é Deus, e que aqueles que adotam como doutrina a adoração à Mãe Deusa são os verdadeiros libertos. Na verdade, houve o mesmo desrespeito ao cristianismo e outras religiões que adoram Deus, quanto o contrário. Irrita-me consideravelmente essa mania que algumas pessoas têm de querer arrastar as pessoas para suas crenças descendo a lenha nas outras. Respeito em primeiro lugar, né? Não é porque eu sou mórmon que vou falar mal de todos os outros dogmas na tentativa frustrada de fazer com que as pessoas acreditem no mesmo que eu. Sinceramente, essa é a forma menos eficaz para se conquistar adeptos. E Paulo Coelho a usa muito em seus livros, deixando margem para muita gente desgostar de seus livros. Também achei bem infundada a ideia que o autor passou de que as pessoas que vivem sob regras são ignorantes e limitadas, e que o certo mesmo é fazer o que dá na telha sempre.

Minha Nota: 6,0
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