Resenha Crítica de Livro: O Dia do Coringa

A imaginação fértil é um dom dado às crianças que lamentavelmente, com raras exceções, estende-se à fase adulta. Creio que eu esteja sentindo necessidade de me infiltrar novamente nesse mundo e relembrar os sentimentos que tinha na minha tenra infância, pois casualmente vários filmes, livros e histórias tem me chamado a atenção para o que é irreal, porém belo. Já falei aqui a respeito do filme Onde Vivem os Monstros, que não me agradou muito, mas me fez sentir um pouco da alegria de infância de enxergar o mundo de uma perspectiva imaginária e não plenamente real.

Uma das obras literárias mais agradáveis para se vivenciar novamente os fascínios da infância e colocar a mente para viajar por um mundo com o qual não somos acostumados é O dia do Curinga de Joistein Gaarder. A história é fantástica e narra a viagem de um filho com seu pai pela Europa à procura da mãe, que foi embora porque queria "encontrar a si mesma". Logo no início da viagem, o menino ganha uma lupa que não por coincidência serve para ler um minúsculo livro que ele "encontra" logo no início de sua viagem. É a partir dessa leitura que Hans, o menino, mergulha na leitura e descobre ligações interessantes entre a história do livrinho e sua própria história. Ao mesmo tempo, o pai de Thomas aproveita o tempo livre que a viagem oferece para ensinar lições filosóficas importantes ao filho.

É incrível como o autor consegue expressar seu conhecimento sobre questões filosóficas um tanto complexas de forma tão clara e interessante que tanto crianças quanto adultos conseguem captar. Joistein é um grande filósofo, e de maneira não convencional consegue atrair a atenção para a filosofia, sendo que raramente sua narrativa é maçante e com essa arte de atrair a atenção brincando com as palavras, ele ensina e diverte ao mesmo tempo.

Minha Nota para O Dia do Curinga: 9,0

Comente com o Facebook:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...