Retrato da Realidade: o domingo de Páscoa para os Cristãos

No post abaixo, citei dois filmes que apresentam histórias bíblicas. Ben Hur, entretanto, mais indiretamente, mostrando somente vez por outra ensinamentos de Jesus Cristo e Sua crucificação. E é para esse fato que quero chamar a atenção dos meus leitores hoje na coluna Retrato da Realidade.

Estamos em época de Páscoa, feriadão marcado por visitas familiares, descanso, chocolate, união, enfim, para a maioria das pessoas, por sentimentos e eventos positivos. Creio que todos sabem que o feriadão de Páscoa é relacionado com a morte de Jesus Cristo, na sexta-feira, e Sua subsequente Ressurreição, no domingo, sendo a data de comemoração mais importante para os cristãos, juntamente com o aniversário do nascimento de Jesus, comemorada simbolicamente em 25 de dezembro. Mas será que todos sabem por que a sexta-feira que marcou a morte de Jesus e o domingo de Páscoa são tão importantes para os verdadeiros cristãos?

Conversando com algumas pessoas, perguntei, sem compromisso, o que elas entendiam pelo feriadão de Páscoa. A maioria respondeu a mesma coisa "morte e ressurreição de Jesus", respectivamente na sexta e no domingo. Daí perguntei "e por que Jesus morreu e ressuscitou?". Todo mundo engoliu em seco, porque poucos entendiam o verdadeiro significado da crucificação e da ressurreição. Muitos creem, assim como eu acreditei um dia, que Jesus Cristo foi uma pessoa boa, que deu bons ensinamentos e que foi morto brutalmente por mera injustiça.

Mas o sofrimento que Jesus Cristo passou ao ser espancado e depois pregado na cruz tem um significado muito mais profundo do que podemos imaginar. E Seu maior sacrifício foi durante algumas horas antes de Sua crucificação, quando se retirou para um bosque, chamado Jardim do Getsêmani, e tomou sobre Si todas as dores e pecados da humanidade. O apóstolo M. Russell Ballard, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a qual pertenço, explica o que significou esse evento.

Na calma reclusão do Jardim do Getsêmani, o Salvador ajoelhou-Se entre as oliveiras retorcidas e, de alguma maneira inacreditável que nenhum de nós é capaz de compreender plenamente, tomou sobre Si os pecados do mundo. Apesar de Sua vida ser pura e sem pecados, pagou o mais alto preço do pecado, pelos pecados que vocês, eu e todos que já viveram cometeram. Sua angústia mental, emocional e espiritual foi tanta que fez com que Ele sangrasse por todos os poros. (Ver Lucas 22:44, D&C 19:18.) Mas Jesus sofreu de boa vontade para que tivéssemos a oportunidade de ser purificados por meio de nossa fé Nele, do arrependimento de nossos pecados, do batismo realizado pela devida autoridade do sacerdócio, de recebermos o dom purificador do Espírito Santo (...) e de aceitarmos todas as outras ordenanças essenciais. Sem a Expiação do Senhor, nenhuma dessas bênçãos estaria ao nosso alcance e não conseguiríamos nos preparar nem tornar dignos de voltar a viver na presença de Deus.

Depois, então, de ter passado por essa agonia no Getsêmani, o Salvador sofreu fisicamente de muitas maneiras, as quais uma pessoa comum provavelmente não suportaria, até que foi finalmente pregado na cruz, dando Sua vida para que todos tivessem a oportunidade de voltar a viver com Deus. Ballard também fala sobre essa parte do sofrimento de Jesus:

(...) ninguém tinha poder para tomar a vida do Salvador. Ele a deu para resgatar todos nós. Como era o Filho de Deus, tinha o poder de alterar a situação. Mas as escrituras afirmam claramente que Ele Se submeteu aos açoites, humilhação, sofrimento e, finalmente, à crucificação por causa de Seu grande amor aos filhos dos homens.

Foi o fim da vida mortal do Salvador. Ele voltou à presença de Deus para que ressuscitasse no terceiro dia, dando-nos outra grande dádiva, o poder para que cada um de nós um dia também rescussite e receba um corpo imortal. 

Veja mais informações no discurso completo aqui. E outras informações sobre Jesus Cristo no http://www.lds.org.br/.

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