Resenha Crítica de Filme: Ben Hur e Os Dez Mandamentos

A Páscoa sempre me traz boas recordações. Lembro-me de quando meu pai e minha mãe se encontravam e esqueciam as diferenças, faziam cestas lindas com ovos enormes e deixavam uma cenoura comida em cima da mesa, indicando que o coelhinho da Páscoa havia passado por ali, e deixado os presentes. Meu pai fazia cones com amendoins dentro. A Páscoa já foi meu feriado preferido. E, por mais cômico que possa parecer, havia um detalhe da Páscoa que me traz lembranças mais doces do que os chocolates e amendoins açucarados: meu pai alugando ano após ano o filme super recente Os Dez Mandamentos, de 1956, e na luta sempre para alugar o também recente Ben Hur, de 1959, que não permanecia nunca na locadora durante o feriadão de Páscoa.


Os jovens de hoje têm preconceitos de filmes antigos. Provavelmente pela precariedade de efeitos, ou mesmo por terem sido produções baratas, se comparadas às produções atuais, mas sabe o que, tenho quase certeza, provoca mais preconceito da juventude de hoje? O fato de esses filmes terem sido sucesso na época dourada de seus pais e avós. Claro que produção de longas antigos, especialmente tão antigos assim, é bem diferente da produção de filmes atuais, já mais aprimorados, adequados na aparência ao gosto do público. Especificamente sobre os dois filmes que meu pai tanto gostava de ver na Páscoa, só tenho a dizer que, com apenas 12 anos, apesar de relutar muito de início, viajei no tempo e mergulhei na história, e simplesmente me apaixonei pelo roteiro, pela pureza poética e pelos detalhes tão essenciais, que lembram até mesmo clássicos da literatura. Além, é claro, de abordarem a natureza sagrada de passagens bíblicas, o que explica o desejo de meu pai de assistir aos filmes nessa época tão importante do ano para os cristãos. Ambos os filmes são maravilhosos. Não foi à toa que Ben Hur recebeu onze Oscars, empatando com Titanic. E Os Dez Mandamentos tenha sido indicado a sete, ganhando o prêmio de melhores efeitos especiais. Isso é engraçado, se compararmos aos filmes de hoje, que com tanta tecnologia mostram o irreal de uma forma tão perfeitamente real. Mas para a época, os efeitos usados no longa foram algo extraordinário, inimaginável até então.

É difícil para mim dizer de qual dos dois gostei mais, mas ainda assim, só para desempatar, fico com Ben Hur. Creio que por ser uma história que mostrou os dois lados do poderio, aquele mais comum que lutava por status, por dinheiro e por poder, propriamente dito, contra aquele que usou a autoridade para ajudar os menores. Relembrando o que Jesus Cristo fez durante seu ministério, que inclusive, é apresentado em algumas partes do filme.

Minha Nota para Ben Hur: 9,0

Minha Nota para Os Dez Mandamentos: 8,0




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