Entre marido e mulher

Não sou especialista em casamento, nem psicóloga conjugal, mas ao longo de meus cinco anos de casada, aprendi uma coisa bem simples, que para nutrir o amor entre marido e mulher, deve existir no casamento uma fundamental amizade que, provavelmente, é o ponto principal de um matrimônio sadio e bem sucedido. Agora, vamos descrever quais são as características que fortalecem e prolongam a amizade entre duas pessoas.


Cito cinco: a primeira é a cumplicidade, ou seja, apoiar os desejos do amigo e elogiá-lo em público; a segunda é a sinceridade: discordo do ditado que diz que quem ama aceita tudo. Quem ama diz o que gosta e o que não gosta na pessoa amada, só que com delicadeza, lidando pacientemente com as diferenças e os defeitos. A terceira é o bom humor: não é animador viver com uma pessoa que está sempre feliz? Só não pode haver exagero. Se o marido resolve extrapolar no bom humor quando a mulher está na TPM, é bem provável que o casal tenha que renovar algumas louças que vão sair voando pela casa. A quarta é a humildade: todo mundo tem um pouco de orgulho, não é mesmo? Mas às vezes é necessário refreá-lo e aceitar a opinião do cônjuge, ou entender que nem sempre há um certo e um errado, mas sim diferentes pontos de vista. E por fim, fazer sacrifícios: na verdade, para se sacrificar é necessário humildade, por isso, esse ponto é somente uma extensão do que foi descrito anteriormente. Mas que tipo de sacrifício é necessário fazer em um casamento? Poderia citar o sacrifício de tempo, mas na verdade, se há amor, o tempo despendido com a pessoa amada não é necessariamente um sacrifício. Então, quem sabe o sacrifício de ter que aguentar os dias difíceis por que eventualmente passa o cônjuge. Ou o sacrifício de dividir os bens. Deixar de comprar algumas coisas muito desejadas para aplicar o dinheiro em outras mais duradouras ou de necessidades mais urgentes. Enfim, o sacrifício é inevitável em uma relação. Mas quer saber? Não creio que viver mergulhado nas próprias opiniões ou desejos seja tão gratificante quanto ter uma pessoa com a qual compartilhar cada experiência, tendo a certeza de que ela vai amá-la independentemente de seus defeitos. Melação à parte, nenhuma liberdade de se fazer o que der na telha é tão agradável quanto sentir um amor puro, verdadeiro e correspondido.


Outro ponto de vista

Sou extremamente apegada à minha família, por isso a considero o bem mais precioso que tenho. Apesar disso, não tenho um casamento perfeito, mas meu marido e eu procuramos refiná-lo todos os dias. E uma das coisas que fazem com que nosso amor cresça cada vez mais é a amizade que nutrimos entre nós. Certo, um monte de gente fala a respeito dessa amizade, mas na prática o negócio é bem diferente. Mas, sabe, nutrir essa amizade não é tão complicado quanto parece, desde que haja colaboração de ambas as partes. Vou explicar por que nossa amizade é verdadeira e não mais um conceito da boca pra fora. Mas antes, vou citar o que mais tenho observado em uma relação de dois bons amigos. O bom humor sempre anima uma conversa, e em uma boa amizade há risada o tempo todo, não é mesmo? Apesar de haver dias tempestuosos no casamento, meu marido e eu procuramos sempre rir de tudo. A cumplicidade também é uma qualidade indispensável em uma amizade. Sempre achei lindo ver um amigo defendendo o outro perante outras pessoas. No casamento, a relação sempre dá uma esfriada quando um dos cônjuges é repreendido em público. Então, é importante que se diga a verdade sempre, mas não quando todo mundo está olhando. Aí entra outro ponto chave de uma boa relação, a sinceridade. Existe um ditado popular que diz que quem ama aceita tudo. Mas convenhamos, não é bem assim que funciona. E nem sei se aceitar tudo é saudável. O que considero amor verdadeiro é dizer o que agrada e desagrada. Sei que um cônjuge humilde vai entender.

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